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OPAS/OMS emite alerta de sarampo nas Américas e recomenda reforço na vacinação

Onze países das Américas notificaram 1.115 casos confirmados de sarampo neste ano: Antígua e Barbuda (1 caso), Argentina (3), Brasil (104), Canadá (9) Colômbia (21), Equador (3), Estados Unidos (63), Guatemala (1), México (4), Peru (2) e Venezuela (904). Os dados são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), publicada nesta semana.

A quantidade já é superior à registrada em todo o ano de 2017, quando quatro países da Região notificaram 895 casos confirmados: Argentina (3), Canadá (45), Estados Unidos (120) e Venezuela (727). Além disso, corresponde a quase o triplo do número registrado no dia 6 de abril deste ano: 385 casos confirmados. Por isso, o organismo internacional recomenda que seus estados membros intensifiquem as atividades de vacinação e vigilância.

No Brasil, há um surto em andamento nos estados de Roraima (81 casos confirmados, dos quais 55 venezuelanos, 24 brasileiros, um guianense e um argentino) e do Amazonas (22 casos confirmados, todos brasileiros). Além disso, foi confirmado um caso no estado do Rio Grande do Sul, em uma brasileira que havia visitado vários países na Europa. Para enfrentar o surto, o Ministério da Saúde do país, em coordenação com os governos estaduais e municipais, está conduzindo atividades de vacinação, vigilância epidemiológica, fortalecimento da rede de laboratórios, comunicação de risco e capacitação de profissionais em manejo de casos de sarampo.

O plano emergencial de contenção do surto de sarampo em Roraima conta com a colaboração da OPAS/OMS. O organismo internacional, a pedido do Ministério da Saúde do Brasil, ajudou a montar um posto de vacinação provisório em Pacaraima, município brasileiro localizado na fronteira com a Venezuela, que funcionou de 1 de março a 5 de maio. A OPAS/OMS também apoiou a reforma de outro posto de vacinação, que funciona desde o dia 6 de maio e cuja estrutura segue as normas internacionais e nacionais de imunização. Ambos os espaços já vacinaram mais de 10,9 mil pessoas.

Além disso, está auxiliando o governo federal brasileiro no fornecimento de seringas, na compra de materiais para manter a temperatura adequada das vacinas, na contratação de profissionais (por exemplo, vacinadores) e no envio de especialistas para apoiar as autoridades nacionais e locais, entre outros.

Na Venezuela, foram registrados casos em 11 estados, a maioria em Bolívar. Para interromper a transmissão do vírus, o país elaborou um Plano Nacional de Resposta Rápida, que inclui estratégias e atividades de vacinação, vigilância epidemiológica, busca e investigação de casos, além de capacitação de profissionais de saúde. A OPAS/OMS está trabalhando para mobilizar recursos com parceiros estratégicos, a fim de apoiar todas as medidas de controle do surto na Venezuela.

Recomendações às autoridades

A região das Américas foi a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo, uma doença viral que pode causar graves problemas de saúde, inclusive pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. A principal medida para prevenir a introdução e disseminação do vírus do sarampo é a vacinação da população suscetível, juntamente com a implementação de um sistema de vigilância de alta qualidade e sensível o suficiente para detectar de forma oportuna quaisquer casos suspeitos.

Tendo em vista as contínuas importações do vírus de outras regiões do mundo e os surtos em curso nas Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde insta os países e territórios a:

Além disso, tendo em vista a proximidade de grandes eventos esportivos, a OPAS/OMS recomenda aos seus Estados Membros que aconselhem a vacinação contra sarampo e rubéola, preferencialmente com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a todos os viajantes com mais de 6 meses de idade que não puderem comprovar vacinação ou imunidade. E é importante que isso seja feito pelo menos duas semanas antes de viajarem para áreas onde a transmissão do sarampo foi registrada.

A atualização epidemiológica sobre sarampo está disponível em espanhol e em inglês.


É NOTICIA - SUS

Em 10 anos, Brasil perde mais de 30 mil leitos hospitalares.

Entre 2010 e 2018, houve uma redução de 34 mil leitos hospitalares no país, atingindo principalmente psiquiatria, pediatria clínica, obstetrícia e cirurgia geral. Os dados são do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde e receberam destaque em matéria da GloboNews, no último dia 8 de maio.

Dos 336.842 leitos de internação exclusivos do SUS existentes em março de 2010, o Brasil chegou ao mesmo mês deste ano com 302.524, ou seja, uma queda de 10%, sendo 9 mil deles apenas no estado do Rio de Janeiro. A queda de 28% no estado do sudeste do país foi seguida por Sergipe, que perdeu 19% dos leitos.

O total de leitos de internação aumentou apenas em cinco estados: Rondônia (25%), Roraima (12%), Amapá (11%), Tocantins (10%) e Mato Grosso (8%).

Veja o que informou o ministério da Saúde em nota à emissora:

"O Ministério da Saúde informa que aproximadamente 60% dos hospitais que atendem SUS são de pequeno porte e, nessas unidades, a taxa média de ocupação dos leitos é de 30%. Dessa forma, a discussão atual é melhorar a ocupação dos leitos existentes.

Paralelamente a esse cenário, cabe informar que a tendência mundial é de desospitalização, uma vez que, com os avanços tecnológicos, tratamentos que antes exigiam internação passaram a ser feitos no âmbito ambulatorial e domiciliar. Dados da OCDE apontam que o próprio sistema inglês – referência mundial de sistema público de saúde – reduziu em 30% o número de leitos em 10 anos.

Assim, o Ministério da Saúde tem investido na expansão dos leitos que atendem casos de alta complexidade. O número de leitos de UTI mais que dobrou em dez anos: passou de 9.150 em 2008 para 21.471 em 2018, um incremento de 135%. Esses são os leitos de maior complexidade que exigem maior estrutura e esforço profissional.

São 494.240 leitos no Brasil, sendo 332.177 exclusivamente SUS. Desse total, 43.970 leitos de UTI, sendo 21.471 SUS (50% do total)."

Clique aqui ou sobre a imagem que ilustra este texto e assista a matéria na íntegra.

O presidente da AHESP, Dr. Eduardo de Oliveira, comenta os dados apresentados: “Em 1995, o INAMPS (SUS da época) tinha 500 mil leitos. Em 2003, tinham fechado 120 mil com um agravante: os leitos públicos aumentaram, ou seja, fecharam mais ainda os privados, em especial, os lucrativos (85%). Entramos, então, nessa fase citada na matéria, os últimos 10 anos e, se analisarmos por exemplo o fechamento de hospitais lucrativos, obviamente, o índice será baixo porque já era baixo. Muito se fala que é necessário Gestão na saúde, porém, o que assistimos nestes últimos anos é Indigestão.”

Fonte: GloboNews


Uol faz pesquisa e elege os 10 grandes problemas da saúde brasileira

“Infelizmente, o SUS está subfinanciado, uma situação agravada pela crise econômica, financeira e política do país”, observou Oswaldo Yoshimi Tanaka, diretor da Faculdade de Saúde Pública da USP, que analisou o resultado da pesquisa.


Arte/UOL

Para chegar aos 10 principais problemas da saúde brasileira, tanto pública quanto privada, a Uol usou dados do IPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social) do Ipea; o Fisc Saúde 2016, do TCU; a PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), do IBGE; um ranking encomendado ao Reclame Aqui e outro formulado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Listamos aqui os 10 tópicos, mas as conclusões e outros dados da pesquisa poderão ser acessados no link abaixo.

  1. 1) Faltam Médicos – e ainda estão mal distribuídos
  2. 2) Longa Espera para Marcar Consulta – a fila é quase um protocolo no SUS
  3. 3) Faltam Leitos – 8º motivo de reclamação dos brasileiros só nos primeiros três meses de 2018
  4. 4) Atendimento na Emergência – já em 2016, o tema ocupava o topo de serviços de pior qualidade
  5. 5) Falta de Recursos para a Saúde – este ano, somente 3,6% do orçamento do governo federal foi destinado ao setor
  6. 6) Formação de Médicos – melhorar a qualidade do atendimento foi a 3ª sugestão de melhoria dos usuários do SUS
  7. 7) Mensalidades dos Planos de Saúde – no sistema privado, o valor é o principal problema apontado
  8. 8) Cobertura do Convênio – crítica frequente, a cobertura insuficiente também lidera o ranking das queixas
  9. 9) Sem Reembolso – pacientes do setor privado apontam a falta de reembolso para o rol mínimo de cobertura como motivo de insatisfação
  10. 10) Discriminação no Atendimento – reclamação apontada tanto no setor público quanto no privado.

Clique aqui e confira a matéria na íntegra.

Fonte: Uol


Entregue a mais moderna Unidade Clínica de Terapia Celular do SUS

No último dia 10 de maio, o Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular do Hospital das Clínicas de São Paulo entregou as modernas instalações da UCTC – Unidade Clínica de Terapia Celular, após investimentos de R$ 4 milhões, incluindo doações da iniciativa privada.


Arte/UOL

A reforma da área, no 8º andar do Instituo Central, permitiu a construção de 10 quartos, com capacidade de 12 leitos, para pacientes que receberão tratamento com células-tronco. Quatro deles apresentam filtragem do ar com pressão positiva e antecâmaras para assistência dos casos mais graves, ou seja, pacientes que ficam sem nenhuma defesa imunológica por semanas.

Com conceito inovador, a unidade receberá tecnologia pioneira no Serviço de Saúde do país para prevenção da infecção, principal obstáculo ao sucesso do tratamento de pacientes com câncer e outras doenças do sangue. Entre as novidades, um sistema automatizado que irá monitorar a higienização das mãos dos profissionais antes de examinar o paciente.

Para garantir a segurança dos pacientes, o local passará por processo de isolamento, que inclui fechamento da varanda e até purificação do ar, além de não permitir nem mesmo visitas monitoradas.

Em média, mensalmente o Serviço realiza 12 transplantes de células-tronco da medula óssea, do sangue periférico e do sangue de cordão umbilical provenientes do próprio paciente ou de doadores familiares e voluntários.

Clique aqui e leia a matéria na íntegra.

Fonte: Portal Hospitais Brasil


SAÚDE SUPLEMENTAR

Ministro da Saúde defende alternativas para setor de planos de saúde

Depois de participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro Gilberto Occhi defendeu a retomada da discussão sobre novos formatos de planos de saúde pela ANS. Segundo ele, o objetivo é garantir atendimento mais ágil em casos de procedimentos mais simples.

Occhi afirmou que o formato ainda será avaliado, mas que é preciso retomar a discussão que foi suspensa e, ainda, defendeu a cobrança de franquias em planos, estratégia que prevê o estabelecimento de um teto para o copagamento. Atualmente, cerca de 6% dos contratos apresentam essas condições. “Defendo as alternativas. A escolha será do cidadão. A agência deve buscar proteger o cidadão e evitar ações abusivas”, observou.

Quanto à concessão de um reajuste para contratos particulares de planos de saúde, o ministro disse ser favorável, mesmo que ainda existam dúvidas sobre a forma de cálculo para o porcentual. Para evitar dupla cobrança, a Auditoria do Tribunal de Contas da União sugeriu revisão da metodologia depois de identificar falhas. Já o Idec, ingressou com ação pedindo liminar para suspensão do reajuste. (Leia nota abaixo)

Fonte: O Estado de S. Paulo


Comissão pode votar isenção de carência em caso de urgência

O beneficiário de planos de saúde pode ficar isento do cumprimento dos prazos de carência nos casos de urgência e emergência. É o que estabelece um projeto que está pronto para a pauta da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

Senadora Rose de Freitas

Foto: Pedro França/Agência Senado

O projeto (PLS 502/2017) altera a Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998) para vedar mecanismos que dificultem o atendimento de urgência e emergência e reduz para 120 dias o período de carência nas internações hospitalares. Atualmente, os prazos máximos de carência definidos pela legislação são os seguintes: 24 horas para atendimentos de urgência e emergência; 300 dias para parto a termo; e 180 dias para cirurgias.

Para a senadora Rose de Freitas (Pode-ES), autora do projeto, embora o estabelecimento de períodos de carências proteja as operadoras contra abusos e fraudes por parte do consumidor, isso não pode inviabilizar o atendimento de saúde em circunstâncias excepcionais e imprevisíveis, que exijam solução imediata.

A matéria conta com o apoio do relator, senador Elmano Férrer (Pode-PI). Para o senador, o projeto assegura mais direitos ao consumidor nos contratos de prestação de serviços de saúde. Ele lembra que a demora no atendimento nos casos de urgência pode colocar em risco a saúde e a vida do paciente. Depois da votação na CTFC, o projeto seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Fonte: Agência Senado


Idec pede suspensão de reajuste de planos de saúde

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor entrou com ação civil pública contra a Agência Nacional de Saúde Suplementar pedindo a suspensão do reajuste anual de planos de saúde individuais e familiares para os anos 2018/2019, previsto para ser divulgado nas próximas semanas.

De acordo com o Idec, a ação tem como base relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta distorções, abusividade e falta de transparência na metodologia usada pela ANS para calcular o percentual máximo de reajuste de planos de saúde individuais. “Com base nessas conclusões, o Idec pediu que a agência não autorize o próximo reajuste, uma vez que há problemas na forma como são determinados os aumentos. Caso ocorram, a revisão dos valores irá atingir mais de 9 milhões de usuários de planos individuais, número que corresponde a cerca de 20% dos consumidores de planos de saúde”, informou o órgão.

Na ação, o instituto pede que a ANS não repita os erros apontados pelo tribunal; que compense os valores pagos a mais pelos consumidores dando descontos nos reajustes dos próximos três anos; que sejam divulgados os índices corretos que deveriam ter sido aplicados; e que a agência seja condenada a pagar uma indenização por danos coletivos ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

“O Idec enviará ainda pedido à Procuradoria-Geral da República para que seja apurada eventual improbidade administrativa de diretores da ANS no período analisado pelo TCU, considerando que o reajuste indevido, autorizado por agentes públicos no exercício de função pública, em prejuízo a milhões de consumidores, pode ser caracterizado como a ato ilegal e contrário aos princípios básicos da administração pública”, destacou.

De acordo com o instituto, há 17 anos a ANS utiliza a mesma metodologia para determinar o índice máximo de reajuste anual. A agência faz o cálculo levando em conta a média de reajustes do mercado de planos coletivos com mais de 30 beneficiários, que não são controlados por ela. “Há anos o Idec critica essa metodologia, por considerar a fórmula inadequada e pouco transparente, já que os aumentos dos planos coletivos são impostos pelas próprias operadoras e, geralmente, não refletem os custos reais do setor”, informou. No ano passado, o instituto já havia pedido a revisão do método.

A ANS informou que não foi notificada a respeito da referida ação civil pública e que, portanto, não irá se manifestar sobre o tema, mas lamentou o "viés pró-judicialização de entidades que buscam criar comoção e conflitos em prol de seus interesses".

Sobre o reajuste máximo dos planos individuais em 2018, a agência disse que o mesmo ainda será divulgado após manifestação do Ministério da Fazenda, e que não cabe comentar especulações do momento.

"A ANS ressalta que, ao contrário do informado pelo Idec, o acórdão do TCU não apontou nenhuma ilegalidade relacionada ao reajuste máximo dos planos individuais definido em anos anteriores. As recomendações emanadas buscam aprimoramentos metodológicos e de procedimentos, estando em linha com o desejo da própria ANS de melhorar seu processo regulatório."

Fonte: Agência Brasil


FBH

Vem aí a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais

A 12ª Convenção Brasileira de Hospitais – CBH, a ser realizada dias 3 e 4 de julho durante a semana em que se comemora o Dia do Hospital (02 de julho), é fruto de uma grande parceria entre a Federação Brasileira de Hospitais – FBH e suas Federadas, especialmente a Associação dos Hospitais do Estado de Goiás – AHEG; a UBM, empresa líder global em mídia de negócios e uma das maiores organizadoras de feiras no mundo; e a Hospitalar, principal evento da cadeia da saúde das Américas.

O evento conta com o apoio institucional de importantes instituições do setor, como a ABCDT, ABDEH, ABIMO, ABRAMED, ABRAMGE, AMB, CFM, COFEN, CFF, CMB, CNS, ICOS, CONASEMS, FBAH, FEHOESP, COMSAUDE-FIESP, IBES, ONA, ANVISA, Prefeitura de Goiânia e Governo do Estado de Goiás, que já confirmaram presença nesse evento que visa construir, junto com as principais instituições do setor, um novo formato que agregue valor para o país e, em especial, para a região do Centro-Oeste.

A CBH é patrocinada por importantes empresas do setor Saúde como: a Brasil Vida Táxi Aéreo, a DBM Contact Center, a NPH Medical e a Medi Saúde.

Com uma programação de alto nível, a 12a CBH trará temas essenciais para o aperfeiçoamento do setor hospitalar em palestras e debates com importantes especialistas do setor. Alguns temas e nomes já confirmados:

Para o presidente da FBH, Luiz Aramicy Pinto: “O objetivo da 12ª Convenção Brasileira de Hospitais é convocar a integração, união e ampliação da classe, para cuidarmos da saúde dos hospitais para que eles cuidem da saúde das pessoas, pois nenhuma instituição privada é de maior interesse público do que um hospital particular”.

Confira todas as informações e faça sua inscrição em www.convencaofbh.com.br


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