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EVENTO AHESP

 

A importância da Libras para os profissionais de Saúde

Com a experiência de quem já está inserindo a Libras em alguns estabelecimentos de saúde, a pedagoga e fonoaudióloga Thaís Freitas Santos, que atua há mais de 20 anos na área de deficiência auditiva, compartilhou experiências e conhecimentos com os participantes da palestra gratuita promovida pela AHESP, no dia 18 de junho.

Thaís Freitas Santos

A palestrante iniciou sua apresentação lembrando o real significado da inclusão: “processo pelo qual todos os seres humanos são reconhecidos como livres e com direito à cidadania e oportunidades iguais para conquistar sua autonomia e exercer seus direitos e deveres plenamente, sendo, portanto, diferente de integração”.

Thaís informou que, no Brasil, 24% da população possui algum tipo de deficiência, ou seja, 45,6 milhões de pessoas, sendo que algumas apresentam mais de um tipo. A deficiência auditiva acomete cerca de 10 milhões de brasileiros e algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos surdos foram relatadas pela profissional, com especial ênfase para o ambiente de trabalho e, também, com o atendimento recebido em situações críticas, como quando procuram hospitais e outros estabelecimentos de saúde.

Além de abordar a Lei das Cotas e outros Decretos referentes ao tema, ressaltou a importância da Lei Brasileira da Inclusão que, segundo ela, muda completamente o paradigma da inclusão. Quanto ao substitutivo aprovado pelo Senado no último dia 10 de junho, que teve como relator Romário, do PSB-RJ, destacou: “Agora, é a sociedade que deve se adaptar para receber as pessoas e não mais as pessoas com deficiência que precisam se adaptar à sociedade”.

Na verdade, Thaís estava se referindo a uma série de garantias e direitos estabelecidos pelo texto aprovado, que classifica como pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que podem obstruir a sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Outras inovações do texto são a criação do auxílio-inclusão, a ser pago às pessoas com deficiência moderada ou grave, que entrarem no mercado de trabalho; a definição de pena de reclusão de um a três anos para quem discriminar pessoas com deficiências e reserva de 10% de vagas às pessoas com deficiência nos processos seletivos de curso de ensino superior.

Quero muito agradecer a presença de todos neste encontro hoje e reafirmar a grande importância de sensibilizar profissionais de saúde para as necessidades das pessoas com deficiência (PcD). Por isso, para plantar uma sementinha em cada um de vocês, trouxe uma convidada especial, que é mãe de uma deficiente auditiva com várias passagens por hospitais e unidades de saúde, para dar um depoimento das dificuldades encontradas que passam desapercebidas por quem está do outro lado, no atendimento e, na maioria das vezes, não faz a menor ideia de como agir.

Depois do relato da convidada, Thaís Freitas Santos finalizou, informando que os interessados por cursos e treinamentos especializados em Língua Brasileira de Sinais, Libras, devem entrar em contato com a AHESP para obter todas as informações.



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