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INFORM@TIVO

 

SAÚDE SUPLEMENTAR

 

ANS lança publicações para aprimorar relação entre clientes e operadoras

No último dia 23, a Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou um relatório inédito sobre a atuação das ouvidorias das operadoras de planos de saúde, o REA-Ouvidorias, que atende ao disposto na Instrução Normativa nº 2, de dezembro do ano passado.

O primeiro levantamento feito depois da entrada em vigor da RN 323/2013 mostra que, das 1.425 operadoras ativas no país em dezembro de 2014, 1.320 (93%) possuem ouvidorias cadastradas, atingindo 99,8% do total de beneficiários de assistência médica e odontológica e 89% delas respondem conclusivamente suas demandas dentro do prazo de sete dias úteis estipulado pela legislação.

O Relatório Estatístico e Analítico do Atendimento das Ouvidorias contempla informações sobre as demandas e avalia o empenho das equipes no controle de qualidade dos serviços e na busca de solução para os problemas, descrevendo o tempo médio de resposta conclusiva e a situação atual de recomendações. Conheça os números do REA-Ouvidoria, clicando aqui

Para a Agência, ao instituir a implantação compulsória de ouvidorias, busca proporcionar aos beneficiários de planos de saúde um canal de atendimento com escuta qualificada, capaz de solucionar com eficácia os conflitos existentes. “É, também, uma oportunidade para que as empresas resgatem a confiança de seus clientes através de um atendimento qualificado e de um acolhimento diferenciado dos atendimentos usuais dos SACs”, analisa Jorge Toledo, ouvidor da ANS.

As informações recebidas, compiladas e analisadas serão divulgadas anualmente pela ANS e as operadoras que ainda não cadastraram suas unidades de ouvidoria e/ou não enviaram os relatórios nos prazos normatizados estão sujeitas à multa de R$ 25 mil.

Já com o propósito de orientar os consumidores interessados em adquirir um plano de saúde ou mesmo obter mais informações sobre os tipos e especificidades de cada um, a Agência está lançando uma Cartilha. Nela, são abordados aspectos relativos à abrangência geográfica, segmentação, cobertura, rede de prestadores, entre outros, inclusive com um infográfico que mostra as principais características dos planos individual/familiar, coletivos por adesão e coletivos empresariais.

“Entender como funcionam os planos de saúde é o primeiro passo para que o consumidor faça a escolha mais acertada em relação ao que espera e precisa”, destaca Rafael Vinhas, gerente geral de Regulação da Estrutura de Produtos da ANS.

Conheça a cartilha aqui

 


SAÚDE PÚBLICA

 

Ministério muda regras de repasse para cirurgias, mas participação federal no SUS deve diminuir.

Com a estratégia de garantir o acesso da população aos procedimentos disponibilizados pelo SUS, diminuir o tempo de espera e ampliar o número de cirurgias eletivas no país, o Ministério da Saúde alterou suas regras de investimento. A Portaria 1.034/2015¸ publicada no último dia 23 de julho, mudou a forma de financiamento de cirurgias de média complexidade em áreas como angiologia, ortopedia e urologia e liberou R$ 143,2 milhões para estados e municípios, sendo R$ 32 milhões para São Paulo.

O texto prevê também o fim do repasse por componentes. Pelas regras anteriores, as secretarias de Saúde só poderiam receber novos recursos para cirurgias eletivas se tivessem gasto todo montante passado para cada uma das categorias.

De acordo com o Ministério, além de agilizar o processo, a nova portaria permitirá aos gestores locais remunerar de forma diferenciada seus prestadores para estimular a realização das cirurgias eletivas, cujo número cresceu 11,7% em dois anos, 2012 a 2014, período em que o investimento da pasta saltou de R$ 1,04 bilhão para R$ 1,33 bilhão.

Por outro lado, na mesma semana, o Conselho Federal de Medicina destacava a previsão de especialistas de que o ajuste fiscal no Orçamento Geral da União pode levar o Governo Federal a participar ainda menos do financiamento do Sistema Único de Saúde, com a confirmação do corte de aproximadamente R$ 12 bilhões previstos para a Saúde em 2015.

A matéria do CFM informa que, em sete anos, enquanto estados e municípios aumentaram suas despesas públicas com saúde em 49,4% e 71,6% respectivamente, a União cresceu apenas 40,4%. Cita também a estimativa do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa) de que o gasto público total com ações e serviços de saúde em 2014 atingiu R$ 216,2 bilhões, o equivalente a 3,9% do PIB e bem abaixo dos 5,5% da média internacional. Além disso, a parcela das despesas privadas se manteve superior aos gastos públicos, somando R$ 231,9 bilhões.

O ajuste afetará consideravelmente os investimentos fundamentais para a ampliação imediata de serviços ambulatoriais e hospitalares e prejudicará a implantação das Redes de Atenção à Saúde em todas as regiões dos estados brasileiros, impactando a prestação de ações assistenciais e sanitárias disponibilizadas a toda a população”, analisa Áquilas Mendes, coautor do estudo do Idisa e professor livre-docente de Economia da Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Fontes: Ministério da Saúde, Agência Brasil e CFM.



É NOTÍCIA – SP

 

Secretaria lança maior censo de Hepatite C da história

Esta semana, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo lançou oficialmente um censo inédito com o objetivo de mapear o real número de pessoas com a doença no Estado e, com isso, ampliar e fortalecer as políticas de prevenção e tratamento da hepatite C, cujo perfil assintomático permite a subnotificação de casos.

Desde 2000, foram notificados mais de 68 mil casos em São Paulo, número que representa apenas 0,1% da população paulista, mas a OMS estima que cerca de 3% da população mundial esteja infectada com o vírus.

Embora as hepatites virais sejam doenças de notificação compulsória no Brasil desde 1996, queremos conhecer o real número de portadores da hepatite C para definir políticas públicas que assegurem um trabalho de qualidade em três frentes essenciais: prevenção, controle e tratamento”, informa o secretário David Uip.

Para o censo, os portadores de hepatite C de todo o estado deverão preencher um cadastro online em http://www.saude.sp.gov.br. As informações pessoais serão mantidas em sigilo e utilizadas especificamente para o levantamento.

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde de SP

Hospitais não se opõem ao fechamento da Avenida Paulista aos domingos

Desde a inauguração da ciclovia na avenida, no final de junho, a gestão Fernando Haddad vem estudando a possibilidade de fechamento da via para carros aos domingos. Um dos pontos analisados é a chegada aos hospitais e, por isso, duas alternativas estão em estudo: deixar uma faixa para veículos ou liberar acesso apenas a ambulâncias, clientes de comércios e hóspedes de hotéis.

O jornal Folha de S. Paulo procurou dez hospitais da região para analisarem a medida e a maioria afirmou não se opor, caso do Santa Joana, Pro Matre, HCor, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Santa Catarina e Emílio Ribas. No entanto, três deles fizeram ressalvas.

Para o Santa Catarina, a melhor solução seria manter a via liberada até o local de acesso ao seu pronto-socorro, que é a Rua Teixeira da Silva. O hospital Emílio Ribas afirmou que existe a necessidade de estudos mais aprofundados, embora considere que o impacto não seja significativo. Já o Sírio pede que a prefeitura indique rotas alternativas.

De acordo com o jornal, os hospitais Nove de Julho, Oswaldo Cruz e Igesp não se pronunciaram sobre o assunto.

Fonte: Folha de S. Paulo

Faria Lima recebe nova unidade do Centro Paulista de Oncologia

Fundado há mais de três décadas e reconhecido pela excelência no atendimento integral e individualizado ao paciente oncológico, o CPO investiu em infraestrutura, na ampliação da capacidade de atendimento e inaugurou este mês uma unidade com 2.000 m² especialmente planejada para esse cuidado.

Na unidade da Faria Lima, o Centro Paulista de Oncologia, que é membro do Grupo Oncoclínicas, oferecerá consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte e acompanhamento multidisciplinar ambulatorial. Além disso, contará com um serviço de apoio telefônico 24 horas e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

Atualmente, a instituição possui mais duas unidades de atendimento na cidade, no Tatuapé e em Higienópolis.

Fonte: Saúde Online

 

É NOTÍCIA – SETOR

 

Santamália é primeira aquisição da Intermédica depois de vendida à Bain Capital

Depois de ser vendida em fevereiro do ano passado para a gestora americana de private equity, a Intermédica acaba de anunciar sua primeira aquisição: a operadora Santamália, que tem mais de 250 mil usuários, 17 clínicas, cinco prontos-socorros e dois hospitais próprios em São Paulo.

A Santamália tem um modelo de negócio similar e complementar ao nosso”, afirmou o presidente da Notre Dame Intermédica, Irlau Machado, sem revelar o valor da operação. No entanto, sabe-se que a compra está alinhada à estratégia da Bain Capital de ter a Intermédica como plataforma de expansão no mercado brasileiro de saúde.

Após conquistar 500 mil novos clientes no primeiro semestre, hoje, a Intermédica tem três milhões de usuários e até o próximo ano estará investindo R$ 140 milhões para reformar e modernizar sua rede própria, que é composta por 54 clínicas e 11 prontos-socorros, sendo que oito deles são hospitais.

Diferente das previsões do setor, que são de retração, a previsão é de que a receita da Notre Dame Intermédica atinja alta de 20% em relação a 2014, chegando a R$ 3,1 bilhões.

Fonte: Valor Online

Em 2016, para coibir falsificações, remédios terão “RG”.

A estimativa da Organização Mundial de Saúde é de que, no Brasil, um em cada cinco medicamentos vendidos é falsificado, mas, se tudo der certo, no final do ano que vem, passará a valer a lei de rastreabilidade, que determina que cada caixinha de remédio tenha um código 2D individual para rastreamento.

As informações são de que o “RG dos remédios” servirá para que as agências regulatórias possam saber o caminho de um medicamento desde a fabricação até a comercialização. Já o consumidor poderá verificar se o medicamento é verdadeiro, a partir do código da caixa.

A princípio, as indústrias farmacêuticas que operam no país deverão ter três lotes testes até dezembro deste ano e todo o sistema implantado até dezembro de 2016. No entanto, há uma disputa que poderá alterar esses prazos: as valiosas informações sobre o consumo de todos os brasileiros, ou seja, informações de demanda e vendas.

Com a lei, aprovada em 2009, toda essa informação seria passada para o governo, mas a regulamentação feita pela Anvisa em 2013 não explicita como seriam armazenadas e quem teria acesso a elas.

A Abrafarma, que representa as redes de farmácias e drogarias, acha um absurdo ter que reportar cada venda às farmacêuticas, algo contra a privacidade da informação, que é prevista na Constituição e pede um prazo maior. “Mais de 180 mil estabelecimentos, entre farmácias, hospitais e postos de saúde, terão de se adequar tecnologicamente. Será uma complexa operação logística", avalia Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da entidade.

Em contrapartida, tramita no Senado um projeto de lei do senador Humberto Costa, do PT, que, entre outras coisas, pede um prazo de 10 anos para que todos se adequem à lei. Em outras palavras, que o rastreamento só valha a partir de 2025.

Fonte: Uol

Anvisa tem novo presidente e ANS nomeia nova diretora

Jarbas Barbosa da Silva Júnior

O médico sanitarista Jarbas Barbosa da Silva Júnior é o novo presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nomeado pela presidente Dilma Roussef, o pernambucano foi empossado no último dia 20 para um mandato de três anos, depois de ter sido secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde e, também, secretário de Vigilância Sanitária do mesmo ministério.

Karla Santa Cruz Coelho

Doutor em Saúde Coletiva e mestre em Ciências Médicas pela Unicamp, Barbosa tem especialização em Saúde Pública e em Epidemiologia pela ENSP/Fiocruz. Sua nomeação era defendida pelo ministro Arthur Chioro, enquanto o presidente do Senado, Renan Calheiros, reivindicava o cargo para Fernando Mendes, da diretoria de coordenação e articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Também para um mandato de três anos, a presidente da República designou a médica Karla Santa Cruz Coelho para a diretoria de Gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar e a posse ocorreu na sexta-feira, dia 17.

Karla é professora-adjunta de Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio de Janeiro e ingressou na ANS em 2001. O cargo mais recente que ocupou na Agência foi de gerente de Assistência à Saúde, na diretoria de Habilitação de Produtos (DIPRO). Graduada pela Faculdade Federal Fluminense e doutora pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, sua vivência acadêmica na área de medicina e profissional teve ênfase em atividades de saúde suplementar, coletiva e interdisciplinar. 

Fonte: Anvisa e ANS

 

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