AtualAnteriores → Edição nº 108

INFORM@TIVO

 

DESTAQUE

 

Os números da AIDS no Brasil

Comemorado internacionalmente no dia 1º de dezembro, o Dia de Luta contra a AIDS foi marcado pela divulgação de dados, lançamento de campanhas, manifestações e outras atividades ao redor do mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde realizou coletiva de imprensa, na qual apresentou o  Boletim Epidemiológico de HIV 2015, lançou uma nova campanha publicitária focada nos jovens e anunciou a venda de autoteste pelas farmácias a partir do ano que vem.

De acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, de 2013 para 2014, a taxa de detecção da doença no Brasil caiu 5,5%, passando de 20,8 para 19,7 casos por 100 mil habitantes, a maior redução anual, e a queda da morte por aids é outra tendência importante. Por outro lado, o número de casos notificados entre jovens de 15 a 24 anos vem aumentando e, por esta razão, eles são o foco da campanha publicitária lançada na data, que tem como slogan: “Com o tratamento, você é mais forte que a aids”, incentivando o tratamento precoce.

Quanto à venda de autotestes para detecção de HIV nas farmácias brasileiras, o Ministério informou que deve começar ainda no primeiro semestre de 2016, depois da Anvisa ter publicado a autorização na última segunda-feira. Nos casos de resultados positivos, o ministro Marcelo Castro reiterou a importância das pessoas irem a um centro de referência para a realização de um teste definitivo.

Durante a coletiva, o Ministério da Saúde informou que as estimativas são de que existam 781 mil pessoas com HIV no país, das quais 83% foram diagnosticadas e 405 mil estão em tratamento. A meta do governo é que, até 2020, 90% dos portadores sejam identificados, 90% estejam em tratamento e 90% tenham a carga viral zerada.

Aids nas Américas

A Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde divulgaram que a transmissão do HIV e da sífilis de mãe para filho foi eliminada em 17 países e territórios nas Américas, incluindo Estados Unidos, Canadá e Chile. Os países foram capazes de cortar a transmissão ao melhorar o acesso das grávidas ao pré-natal, testes e tratamento antirretroviral.

O Brasil não faz parte desse grupo da erradicação, que inclui também várias ilhas do Caribe, mas aparece entre as nações que fizeram progresso e estão próximas de eliminar a transmissão de mãe para filho.

As entidades informaram que, no ano passado, ainda 2.500 crianças nasceram com o HIV nas Américas e que, se não forem tratadas, mulheres soro positivas têm um risco de 15% a 45% de transmitir o vírus para os bebês durante a gravidez, parto ou amamentação, lembrando que 30% das pessoas na América Latina e Caribe não sabem que são HIV positivas.

 


EM PAUTA

 

Brasil: Expectativa de Vida X Demografia Médica

Nesta semana, dois estudos divulgados apresentam números que refletem diretamente no setor Saúde e que devem ser levados em consideração para a formulação de políticas de saúde pública e também privada.

Arquivo Agência Brasil

O IBGE publicou a Tábua Completa de Mortalidade 2014, cujos principais indicadores são a queda da mortalidade infantil para 14,4 por mil nascidos vivos e o aumento da expectativa de vida do brasileiro para 75,2 anos, ou seja, três meses e 18 dias maior que no ano anterior. Os dados mostram que as mulheres vivem em média 78,8 anos e os homens 71,6.

Os três estados da Região Sul, os quatro estados do Sudeste e o Distrito Federal ocupam as oito primeiras posições – todos com expectativa de vida superior à média nacional (75,2 anos). Depois deles, o Rio Grande do Norte apresenta a maior taxa, que coincide com a média do Brasil. A menor expectativa de vida ao nascer é a dos maranhenses (70 anos). O Piauí tem a segunda menor, com 70,7 anos e Alagoas aparece em seguida, com 70,8 anos.

O outro importante estudo divulgado na semana, a Demografia Médica no Brasil 2015, é realizado pela Faculdade de Medicina da USP, com o apoio do Conselho Federal de Medicina e do Cremesp, e mostra que o grande desafio ainda é a distribuição desigual de médicos entre as regiões brasileiras.

Embora apenas 25% da população tenha convênio médico (cerca de 50 milhões de pessoas), a disponibilidade de médicos na rede privada é três vezes maior do que na rede pública e o Estado de São Paulo tem mais especialistas do que a soma de profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Segundo a Demografia, há 399.692 médicos atuando no país, o que significa 1,95 profissional a cada mil habitantes, sendo 21,6% somente no setor público, 26,9% apenas no privado e 51,5% atuando nas duas esferas. Vale ressaltar que mesmo que o índice de médico por mil habitantes tenha crescido nos últimos cinco anos, ainda está abaixo da taxa recomendada pelo Ministério da Saúde (2,5) para garantir assistência adequada à população.

Como o governo não contrata e os poucos que trabalham no governo estão desmotivados pelas más condições e pouca perspectiva salarial, cria-se um cenário de tremenda injustiça, onde 75% da população não tem condição adequada de atendimento pelo SUS”, afirmou Braulio Luna Filho, presidente do Cremesp.

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, há que se ter condições dignas para o exercício da Medicina e condições adequadas para o trabalho, o que requer maior financiamento para a saúde e também um esforço administrativo capaz de promover essas condições. “Pretendemos somar novas e permanentes iniciativas de geração de conteúdos para a compreensão dos desafios da medicina no país e para a gestão do sistema de saúde, de forma a garantir a assistência necessária”, informou.

Nos primeiros capítulos, o estudo traz números atualizados sobre o total de médicos em atividade, os pontos de maior e menor concentração, detalhes sobre o perfil desta população e comparações entre a realidade brasileira e de outros países. Na segunda parte, o leitor encontrará o resultado do inquérito feito junto a mais de 2.000 entrevistados, com a percepção do médico sobre questões como vínculos de trabalho, jornada e outros fatores, além de uma importante discussão sobre as diferenças entre a presença no setor público e no privado.

A pesquisa na íntegra pode ser acessada aqui e alguns dos principais pontos, clicando sobre os títulos abaixo:

 


É NOTÍCIA – SETOR

 

Termômetro e medidor de pressão com mercúrio podem ser banidos

A Anvisa vai elaborar uma regra propondo a proibição do uso de Termômetros Clínicos e Esfigmomanômetros com Coluna de Mercúrio  indicados para uso em diagnóstico em saúde. O tema fez parte da pauta da 24ª Reunião ordinária Pública de 2015, que foi realizada na última terça-feira, 1º de dezembro.

De acordo com a Agência, a iniciativa atende a uma demanda da Convenção de Minamata ocorrida no Japão em 2013, da qual o Brasil é um dos signatários. Pela convenção, o mercúrio deverá ter seu uso reduzido em todo o mundo até 2020.

Embora o metal pesado não represente perigo direto para os usuários de termômetros ou medidores de pressão, é um perigoso agente tóxico no meio ambiente, quando descartado.

Fonte: Anvisa



OPME: Justiça confirma responsabilidade solidária de diretores clínico e técnico

A Justiça Federal reiterou a Resolução nº 273/2015 do Cremesp, que estabelece critérios na relação de médicos com as indústrias de órteses, próteses, materiais especiais e medicamentos. O Sindhosp havia ingressado com ação anulatória para suspender a Resolução e o juiz federal Paulo César Duran, da 4ª Vara Federal de São Paulo, apreciando o pedido de urgência do Sindicato, entendeu que a Resolução foi editada dentro das atribuições conferidas ao Cremesp e que os diretores clínico e técnico dos hospitais têm responsabilidade solidária na normatização dos fluxos e na correta utilização dos materiais especiais, como expressa o documento do Conselho.

A medida editada pelo Cremesp considerou as notícias amplamente divulgadas sobre a existência de “médicos e hospitais cuja relação com a indústria de medicamentos, órteses, próteses e materiais ultrapassou os limites éticos, bioéticos e sociais da boa prática” da Medicina.

Fonte: Cremesp



BTG vendeu fatia na Rede D´Or por R$ 2,38 bilhões

Embora a venda da fatia do BTG Pactual na Rede D´Or São Luiz para o fundo soberano de Cingapura GIC estivesse sendo negociada desde o mês de agosto, a prisão de André Esteves, fundador e sócio majoritário do banco, acelerou as negociações, segundo fontes ouvidas por veículos de comunicação.

Prova disso é que a decisão da Justiça brasileira quanto à prisão levou as agências Moody´s e Fitch Ratings a revisar a classificação de risco do banco para um possível rebaixamento da nota. O fato não foi comentando por executivos do BTG, do Carlyle e do GIC. No entanto, a venda foi anunciada na última quarta, dia 5, num negócio que totaliza aproximadamente R$ 2,38 bilhões e, agora, a participação do GIC na maior rede de hospitais do Brasil é de 16%.

A participação de 25,6% da Rede D´Or pelo BTG Pactual ocorreu em 2010 por aproximadamente R$ 600 milhões. Em maio, o banco vendeu metade de sua fatia ao GIC e, em agosto, negociava a venda de uma pequena parte remanescente na rede de hospitais ao Carlyle.

Também na quarta-feira, o banco informou que Esteves está deixando o controle, após permuta de ações com o Top Seven Partners.

Mesmo com o BTG Pactual buscando reforçar suas reservas para mostrar aos clientes que está capitalizado, a Folha de S. Paulo apurou e divulgou que a rede de estacionamentos Estapar pode ser a próxima a ser vendida.

Fonte: O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo

 


É NOTÍCIA - HOSPITAIS

 

Beneficência e Einstein: uma aliança inovadora em Oncologia e Hematologia

No último dia 25 de novembro, foram iniciadas as atividades de um projeto de cooperação inovador na saúde brasileira. Os hospitais Beneficência Portuguesa de São Paulo e Israelita Albert Einstein começaram a desenvolver ações conjuntas nas áreas de Oncologia e Hematologia, visando mais qualidade de vida para os pacientes, através de melhor acesso, prevenção e tratamento.

A iniciativa tem como objetivo compartilhar recursos e expertise do corpo clínico, aprimorar as práticas médicas e assistenciais e, ainda, potencializar a eficiência dos serviços prestados pelas duas instituições, que são referência no tratamento do câncer no país. Além de possibilitar a participação de pacientes nos diversos protocolos em desenvolvimento, a aliança permitirá a expansão de ensino em oncologia por meio de importantes plataformas de capacitação.

Desde 2010, a Beneficência Portuguesa investiu cerca de R$ 150 milhões na área de oncologia. Em 2013, inaugurou o Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes e, para 2016, está prevista a inauguração de mais uma unidade do complexo BPSP, que contará com 30 novos apartamentos, 30 boxes para infusão quimioterápica, um Centro de Bem-Estar e um Pronto Atendimento Oncológico.

Já no Hospital Albert Einstein, o Centro de Oncologia e Hematologia Família Dayan foi criado para ser referência em diagnóstico e tratamento cirúrgico, clínico, quimioterápico e radioterápico. Os serviços são associados a outros especializados, como medicina integrativa, oncogenética e tele-oncologia, entre outros. Em breve, sob sua gestão, será inaugurado o Hospital Municipal Vila Santa Catarina que, destinado a pacientes do SUS, terá 60 leitos dedicados à oncologia.



De um lado ampliação e, de outro, risco de fechamento na Baixada Santista.

No litoral de São Paulo, enquanto a Prefeitura de Bertioga inicia as obras de ampliação de seu Hospital Municipal, a população do Guarujá está correndo o risco de assistir ao fechamento da Maternidade do Santo Amaro.

Depois de preparar a instalação do canteiro de obras no início de novembro, foi nesta semana que as obras de ampliação do Hospital Municipal de Bertioga tiveram início. Com investimento de R$ 8,5 milhões e previsão de 24 meses para conclusão, o novo prédio terá 2.850 m2 e pretende garantir à população mais 62 leitos em clínica médica e cirúrgica, cinco novos centros cirúrgicos e uma Unidade de Terapia Intensiva com 10 leitos.

De acordo com a Prefeitura, o atual Centro Cirúrgico funcionará apenas como Centro Obstétrico e, no futuro, será adaptado para atender as novas diretrizes da Rede Cegonha.

Já no Guarujá, a partir deste mês, as mães poderão ser forçadas a procurar outros municípios para que tenham seus bebês pelo SUS. Isso porque a Maternidade Ana Parteira do Hospital Santo Amaro, que é o único da cidade, pode suspender o atendimento devido à crise financeira.

A dívida da instituição em quatro meses supera os R$ 4 milhões e foi intensificada a partir de julho, quando a Prefeitura deixou de pagar o valor mensal de sua contratualização e a instituição estuda também a suspensão dos atendimentos nos ambulatórios e a cirurgias eletivas já neste mês.

Segundo a diretoria do Santo Amaro, com a suspensão dos atendimentos, o quadro de funcionários e as equipes terceirizadas sofrerão redução. Por outro lado, informa que iniciou tratativas em busca de parcerias visando a exploração de convênios, mas ainda nenhuma foi firmada.



Novo Pronto-Socorro Infantil e Ala Pediátrica em São Bernardo do Campo

Localizado no ABC paulista e anteriormente chamado de ABC Unidade Cirúrgica, o Hospital Next São Bernardo acaba de inaugurar um Pronto-Socorro Infantil e uma Ala Pediátrica com infraestrutura para realizar atendimento de média complexidade, reforçando o compromisso de atender os pacientes da região com qualidade e segurança.

Além de consultórios médicos e leitos de observação, o PSI possui sala de emergência para atendimento de casos críticos, salas de inalação e medicação, posto de enfermagem, brinquedoteca, espaço de descanso para a equipe médica e também para familiares. Já a ala de Pediatria, dedicada a crianças e adolescentes de até 12 anos de idade, conta com leitos de internação e área de recreação.

Com equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistente social, o hospital oferece ainda a realização de exames laboratoriais e por imagem, como raios-X, ultrassonografia e tomografia.

O Hospital Next São Bernardo está localizado no Jardim do Mar, na Av. Lucas Nogueira Garcês, 540.

 



Ed. Anteriores