AtualAnteriores → Edição nº 110

INFORM@TIVO

 

EVENTOS

 

Relação Comercial entre Hospitais e Amil – Treinamento na AHESP

Como noticiado na última edição de 2015 deste Informativo, no dia 15 de dezembro, a AHESP se reuniu com representantes da operadora, visando rediscutir uma solução definitiva para os problemas na relação comercial com os hospitais, devido à persistência das queixas de vários associados e não associados, mesmo após uma primeira reunião promovida no mês de abril.

Nesta última ocasião, o presidente da entidade, Dr. Eduardo de Oliveira e o assessor de Convênios, Dr. Walter Valle, estiveram com quatro representantes da Amil que, inclusive, reiteraram a disponibilidade para receber as demandas dos hospitais e encaminhá-las às áreas competentes na operadora. No entanto, as dirigentes da operadora relataram que um grande volume de glosas é decorrente de erros no arquivo eletrônico e/ou na utilização do XML, comentando que acreditam que muitos hospitais ainda têm dificuldades na operação do sistema definido pela ANS – TISS – que já está em vigência.

Sendo assim, com o objetivo de minimizar os problemas, foi programado um treinamento para os hospitais que atendem a operadora, que será realizado pela equipe da Amil, na sede da AHESP. O mesmo acontecerá na próxima terça-feira, dia 19, das 14 às 17 horas.

Como é grande o interesse pelo tema e as vagas são limitadas, as inscrições se esgotaram rapidamente. Por outro lado, uma segunda data para o treinamento já está sendo negociada entre as partes.

Portanto, caso você tenha interesse em participar da segunda turma do treinamento, solicitamos que encaminhe um e-mail para vilma@ahesp.com.br para que possa ser informado.


Evento RJ

No próximo dia 22 de janeiro, a Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (AHERJ) estará promovendo o I Workshop Odontologia Hospitalar, das 9 às 12 horas, em seu auditório.

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.

Saiba mais, clicando aqui

 


FLASH ECONÔMICO

 

Perspectivas para Saúde em 2016 são ruins para todos os lados

Além de marcar presença no fechamento do ano velho – o famigerado 2015 –, Saúde permanece em pauta no início deste novo ano. Infelizmente, as notícias do setor têm sido divulgadas pela mídia geral e especializada sempre com perspectivas bastante negativas, dando sinais de que o consumidor terá que preparar o bolso para os aumentos dos serviços.

No segundo dia de 2016, entrou em vigor o novo rol da Saúde Suplementar, com 21 novos procedimentos de cobertura obrigatória para, em seguida, ser divulgada a opinião de especialistas de que a ampliação pode pressionar o equilíbrio financeiro das empresas de planos de saúde e encarecer os custos para os beneficiários. Isso, depois de estudos constatarem que entre 400 e 500 mil usuários perderam seus convênios em 2015 ou trocaram por opções mais acessíveis.

A FenaSaúde afirma que suas associadas e seus prestadores assistenciais estão preparados para a renovação e a Abramge informa que o impacto financeiro para as empresas só poderá ser avaliado em junho de 2017, quando poderão repassar os custos para os consumidores. Alguns especialistas acreditam que a alta de 10,87% registrada pelo IPCA-15 no item saúde poderá ser o piso para os reajustes propostos pelos convênios neste ano.

Segundo estudo encomendado pela Confederação Nacional de Saúde, a inflação médica chegará a pelo menos 20% e a perspectiva do mercado é de que os planos individuais, controlados pela ANS, aumentem no mínimo 15% e os coletivos, cujos reajustes são livres, ninguém se arrisca a projetar. Antecipando-se às discussões, a FenaSaúde mostra que, nos 12 meses encerrados em setembro de 2015, as receitas dos convênios aumentaram 12,8% e as despesas, 14,9%.

Outro dado impactante foi divulgado pela Anahp: pela primeira vez em dez anos, os 22 maiores hospitais particulares do país tiveram queda de 1,8% nas receitas (R$ 8,3 bilhões) e aumento de 8,3% nas despesas (R$ 7,4 bilhões). O levantamento traz outro número revelador, que é a queda de 7,2% nos atendimentos em prontos-socorros, o que não ocorria desde 2004. Vale destacar que o impacto pode ter sido ainda muito maior em hospitais menores.

A redução das margens operacionais dos hospitais também é visível no levantamento, quando se observa a variação da receita líquida e da despesa por paciente-dia em relação ao ano anterior. De acordo com os dados preliminares da Anahp, a receita líquida por paciente-dia aumentou 3,5%, ao passo que a despesa por paciente-dia subiu 9,4%, no mesmo período.

Diante de todo este quadro, as perspectivas para 2016 realmente não são as melhores. Além do provável aumento do desemprego, a alta do dólar eleva os custos dos hospitais, que importam 30% dos medicamentos, materiais e equipamentos e, ainda, terão que enfrentar negociações mais acirradas com operadoras e seguradoras de saúde.

 


É NOTÍCIA

 

Programa de Líderes em Saúde Internacional OPAS/OMS

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) convida profissionais das Américas com experiência em nível gerencial em Saúde Pública, Relações Internacionais ou áreas afins, a se candidatarem  – até 15 de fevereiro – para participar do Programa de Líderes em Saúde Internacional Edmundo Granda Ugalde (PLSI) 2016.

A edição deste ano começará no final de abril, terá duração de nove meses e os candidatos selecionados participarão de atividades de aprendizagem virtuais em coordenação com o escritório da Organização no seu país de origem, ao mesmo tempo em que permanecem em suas instituições. O programa culmina com a apresentação de um projeto final e, desde 2008, já foram capacitados 300 líderes da região.

Diplomacia em saúde, cooperação internacional, saúde universal, desenvolvimento sustentável, migração, saúde nas fronteiras, tensões e conflitos, mudanças climáticas e doenças não transmissíveis, estão entre os temas a serem discutidos durante o PLSI 2016. Ao fim do programa, os participantes terão incorporado ou fortalecido seus conhecimentos de análise de situação, formulação de políticas e tomada de decisões, negociação e defesa, gerenciamento de projetos e cooperação, comunicação, produção e intercâmbio de conhecimento.

Para saber mais sobre os requisitos e processos de aplicação, acesse www.paho.org/plsi2016 (disponível em inglês ou espanhol).

Questões adicionais sobre o PLSI no Brasil podem ser enviadas para a consultora Nacional do Programa de Saúde Internacional da Representação da OPAS/OMS no país, Stella de Wit, pelo e-mail wits@paho.org

Fonte: Nações Unidas do Brasil


Cientistas elegem prioridades da saúde a partir de 2016

Na última semana de 2015, a revista científica Plos Medicine publicou um artigo em que especialistas de medicina das universidades de Cambridge e Sidney elencaram quais devem ser as preocupações da área da saúde a partir deste ano. Nele, os destaques ficaram por conta da Diabetes, das Doenças Cardiovasculares e das Doenças Mentais.

Em matéria no dia 4 de janeiro, a Folha de S. Paulo publicou os principais argumentos dos especialistas para aquelas que foram eleitas as prioridades da saúde.

Quanto à epidemia de diabetes, que ainda é crescente, Nick Wareham, de Cambridge, afirma que o envelhecimento da população é uma das causas que não pode ser desconsiderada e que a estratégia imediata para a saúde pública seria limitar e reverter o aumento na incidência de novos casos. Para tanto, dá como exemplo a intervenção que altera o estilo de vida, melhora a dieta e acrescenta exercícios à rotina diária.

Líder nas causas de “anos de vida perdidos” da OMS, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 80% das mortes em países pobres e em desenvolvimento. Para Anuska Patel, da Universidade de Sidney, nesses locais, ainda falta medicação básica e distribuição adequada.

Tendo assumido recentemente o posto de líder entre as patologias que mais causam impacto econômico no mundo, as doenças mentais foram analisadas por Phillipa Hay, também de Sidney. Para ela, é necessário melhorar o treinamento de quem cuida da saúde da população e promover uma “alfabetização” da sociedade com relação a essas doenças, muitas vezes escondidas pelo estigma, pelos governos e pelos próprios profissionais de saúde.

Leia a íntegra aqui.

Fonte: Folha de S. Paulo


ANS publica Cartilha de Contratualização de Glosas

Desde 22 de dezembro, está em vigor a Lei 13.003/14 que reforça a obrigatoriedade de contratos por escrito e detalhados entre as operadoras de planos de saúde e os prestadores de serviços, visando garantir maior transparência e equilíbrio na relação entre as partes.

Para tanto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar deu às operadoras e prestadores que possuíam contratos em vigência na data de publicação da lei um prazo de 12 meses para se adaptarem e determina que ele deve estabelecer com clareza as condições para sua execução incluindo, obrigatoriamente, cláusulas que determinem:

 

Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre Glosas, a ANS publicou um Cartilha com informações importantes, que pode ser acessada aqui

Fonte: ANS

 


SUSTENTABILIDADE

 

Por que hospitais devem investir em relatórios de sustentabilidade?

Gerir impactos sociais, ambientais e econômicos nos processos dos serviços e produtos de saúde é essencial para os agentes do setor. Porém, este mercado age de forma reativa aos cumprimentos legais e interesses financeiros. Se houvesse uma boa gestão sustentável, ela resultaria em ganhos para a empresa em termos de eficiência energética, descarte adequado de resíduos, economia e, sobretudo, traria bem-estar às pessoas, o real motivo de sua existência.

Segundo o Global Report Iniciative (GRI), havia em todo o mundo 16,1 mil relatórios de sustentabilidade em 2014. Deste total, apenas 28 foram elaborados por empresas do setor de serviços de saúde e 31 por fabricantes de produtos para cuidados da saúde. Esses dados revelam o quão o sistema de saúde está atrasado em relação à premissa da competitividade. 

Os relatórios têm potencial para tornarem-se instrumentos de comparação, ano pós ano, estimulando os envolvidos em sua cadeia a também adotarem esta prática. Esses documentos ajudam a identificar riscos ambientais, econômicos e sociais que podem prejudicar futuramente os negócios. Também são fundamentais para a geração de soluções para problemas como altas emissões de CO2, descarte incorreto de resíduos e desperdícios de água e energia. 

Os hospitais são responsáveis por 10% da utilização comercial de água e energia no Brasil, segundo o Instituto Green Hospitals. Esse percentual já é motivo de sobra para impulsionar seus gestores a serem agentes protagonistas, ainda mais nos dias de hoje, em que algumas cidades do Brasil vivem a maior crise hídrica da história. Além disso, uma empresa que investe em relatório de sustentabilidade tem predileção no interesse de investidores e larga na frente em processos licitatórios.

Mas apenas produzir um relatório não basta. É necessário apresentar conteúdo genuíno. Muitos documentos trazem apenas aspectos positivos, o que demonstra fragilidade, já que não existe organização sem pontos fracos a melhorar. Outro lastro é a ausência de verdade no que é descrito, projetos e atividades que não funcionam na prática, ou que são apenas um discurso retórico. 

É claro que temos de considerar que a indústria da saúde tem debaixo dos braços uma variedade de desafios vigentes e que ainda precisam ser digeridos por muitas organizações. Questões como regulação mais rigorosa, intensificação das práticas de cuidados, avanços tecnológicos de alto custo, implementação de padrões de qualidade internacional e intervenção da sociedade fazem dessa indústria uma das operações mais complexas. Mas é exatamente aí que o relatório pode destacar a performance de maneira transparente e auxiliar no desenvolvimento do setor. 

Os melhores hospitais do Brasil, como Einstein e Sírio Libanês, já produzem relatórios há alguns anos, e podemos perceber o quanto a gestão sustentável tem trazido de benefícios. No parecer de 2013, o Sírio Libanês destacou ganhos com seu investimento em edifícios verdes: economia de 40% no consumo de energia convencional para aquecimento de água, por meio da utilização conjunta de sistema solar, bomba de calor, gás natural e energia elétrica. Já o Einstein, no ano de 2012, adquiriu dois redutores de resíduos orgânicos, capazes de processar cerca de 800 quilos de lixo por dia, e mais dois equipamentos de autoclave para tratar 3,3 toneladas de resíduos infectantes produzidos diariamente. 

Estes são só alguns dos benefícios constatados e ações sinérgicas com os desafios do setor, que só chegam às outras corporações por meio dos relatórios. Não podemos pensar em ter empresas perenes sem uma abordagem sustentável, uma ferramenta cada vez mais necessária para o avanço do mercado. 

*Roberta Valença é CEO da Arator, consultoria especializada em projetos de sustentabilidade com inovação


Algumas abordagens para instituições de saúde seguirem o caminho “verde”

  • Garantia de metas adequadas definidas para tornar o rastreamento significativo
  • Melhorar a eficiência energética
  • Reduzir a geração de resíduos, principalmente os de risco biológico
  • Procurar pequenos e grandes gastos




Para saber mais sobre iniciativas de
Sustentabilidade em Hospitais,
conheça e navegue pelo portal Saúde Sem Dano

https://saudesemdano.org/arquivo

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