AtualAnteriores → Edição nº 115

INFORM@TIVO

 

ELEIÇÕES

 

Dr. Eduardo de Oliveira é reeleito como presidente da AHESP

No último dia 15 de março, a Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo realizou eleições e empossou a nova diretoria da entidade para o triênio 2016-2019.

Eduardo de Oliveira, que acumula o cargo de Secretário-Geral da Federação Brasileira de Hospitais, foi reeleito para um novo mandato, tendo como companheiros de chapa outros reconhecidos representantes do setor hospitalar de São Paulo:

Em nome de todo segmento hospitalar brasileiro, desejamos sucesso à nova Diretoria desta tradicional entidade representativa, que completa 51 anos de atividades este ano!

 


DESTAQUE

 

Impeachment Já: AHESP participa de encontro na Fiesp.

Cerca de 300 federações, associações e outras entidades que representam milhares de empresas e milhões de trabalhadores estiveram reunidas na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, no último dia 17 de março e decidiram, por unanimidade, encampar a bandeira do Impeachment Já!

Reunião na Fiesp com cerca de 300 entidades pelo Impeachment Já!

Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo esteve representada por seu diretor executivo, Maurity Gonçalves de Freitas, no encontro em que foi decidido também o início de uma campanha para que deputados e senadores votem a favor do processo e trabalhem para dar celeridade ao mesmo.

Em entrevista coletiva, o presidente da Fiesp e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, explicou que a presidente Dilma Roussef não parece inclinada à renúncia, que seria a forma mais rápida de resolver a questão política que trava a economia. “Por isso, o impeachment passou a ser a opção prioritária”, disse, lembrando que, horas antes, havia sido instalada a comissão que vai analisar o processo e complementou: “A bandeira de todos nós, ontem, era renúncia já, mas a presidente não renunciou e não sinaliza vontade de renunciar. Hoje, é Impeachment Já!

Skaf anunciou ainda que, para dar celeridade ao processo de impeachment, todos concordaram em atuar junto às bancadas de deputados federais e senadores e aos governadores de seus respectivos Estados. “Todos aqui irão se concentrar em conscientizar os parlamentares que a sociedade quer uma mudança, quer o impedimento da senhora presidente da República”, disse. Para ele, o governo brasileiro não está trabalhando para a Nação, “está trabalhando para se sustentar, para se segurar no poder”.

Todas as entidades, todas as assembleias sindicais que aqui estão, todos os movimentos de rua, todas as entidades de agricultura, do serviço, do comércio, da indústria, as associações, as federações, os sindicatos. Todos que estão aqui envolvidos, muitos que não estão aqui presencialmente, mas estão conosco, estarão se concentrando no Congresso Nacional nos próximos dias para conscientizar os deputados”, disse Paulo Skaf.

O presidente da Fiesp e do Ciesp lembrou que os deputados precisam representar o povo que os elegeu. “Como os senadores, que da mesma forma tiveram um voto de confiança da sociedade, do povo brasileiro” disse Skaf, os deputados devem fazer com que, “o mais rapidamente possível, haja o impeachment da presidente, para que a gente possa ter um novo cenário, uma oxigenação”.

Pelo conjunto de fatos ocorridos ao longo desses meses – quase todos os dias fatos acontecem -, a gente já teria o suficiente para uma mudança no governo”, avaliou.

O fundamental é que a sociedade está unida agora no objetivo do impeachment, estará junta em seguida no momento da mudança para discutir um plano para ajudar o governo que virá, para que a gente saia rapidamente desta crise econômica, para que rapidamente a gente possa voltar aos investimentos, à geração de empregos, ao empreendedorismo, ao fortalecimento das empresas, de todos os setores brasileiros, dos serviços.

Com informações da Agência Indusnet Fiesp

 


SAÚDE SUPLEMENTAR

 

ANS divulga lista de hospitais que atendem critérios de qualidade

A Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou a lista de hospitais que atendem critérios de qualidade importantes para aferir o padrão de assistência prestada à população. Os dados mostram o desempenho dos estabelecimentos segundo três indicadores: acreditação, índice de readmissão hospitalar e segurança do paciente. É a primeira vez que a ANS disponibiliza informações sobre atributos dos prestadores, oferecendo subsídios para que os consumidores possam acompanhar e avaliar os serviços. 

A qualidade é prioritária para a ANS e esta classificação dos hospitais traz transparência e segurança para o sistema de saúde”, destaca a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira. “Em breve vamos expandir a avaliação para os Serviços de Apoio à Diagnose e Terapia (SADT) e para os consultórios e vamos ampliar a discussão sobre qualidade do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços (Qualiss)”, explica a diretora. 

A lista de hospitais acreditados mostra todos os estabelecimentos que possuem certificação máxima de qualidade emitida por instituições acreditadoras de serviços de saúde. A acreditação é um procedimento de verificação externa dos recursos institucionais e dos processos adotados pelas instituições e mede a qualidade da assistência através de um conjunto de padrões previamente estabelecidos. Seu caráter voluntário pressupõe que apenas as instituições realmente interessadas na melhoria da qualidade dos seus serviços se habilitem para a avaliação. 

A relação que avalia a taxa de readmissão hospitalar mostra os estabelecimentos que atenderam às exigências da ANS com relação ao índice de reinternação em até 30 dias da última alta. Este indicador mede a capacidade progressiva do prestador em ajudar as pessoas a se recuperarem de forma tão eficaz quanto possível e é frequentemente utilizado como parâmetro para a qualidade assistencial. 

Para que o índice seja atingido, espera-se que o hospital promova melhorias no gerenciamento do quadro clínico dos pacientes, adequado planejamento de alta, capacitação constante da equipe do hospital e identificação de falhas em fluxos e protocolos de atendimento, para prover o cuidado efetivo ao paciente, a fim de que haja a desejada redução de readmissões hospitalares”, explica Martha. 

Também está disponível a relação de hospitais que possuem Núcleo de Segurança do Paciente cadastrado na Anvisa. O indicador objetiva estimular a melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso seguro de tecnologias da saúde, a disseminação sistemática da cultura de segurança, a articulação e a integração dos processos de gestão de risco e a garantia das boas práticas de funcionamento do serviço de saúde. Segundo a Resolução nº 36/2013 da Anvisa, todos os serviços de saúde abrangidos pela norma devem constituir núcleos de segurança do paciente. De 2014 até hoje, temos 1.338 núcleos cadastrados de um total de 6.000 estabelecimentos hospitalares. A meta é ter 100% dos hospitais que compõem a rede assistencial dos planos privados de assistência à saúde com núcleos cadastrados. 

Confira, abaixo, os hospitais que atingiram os indicadores de qualidade:

Lista de hospitais com acreditação máxima.

Lista de hospitais que atenderam exigências da ANS com relação à taxa de readmissão hospitalar.

Lista de hospitais com Núcleo de Segurança do Paciente cadastrados na Anvisa

Fator de Qualidade – A ANS também divulgou a lista de hospitais que estão sujeitos ao Fator de Qualidade - índice de reajuste aplicável nos contratos entre os estabelecimentos e as operadoras de planos de saúde.

O Fator de Qualidade faz parte de um novo modelo de remuneração implantado para hospitais e profissionais da área médica que atendem a saúde suplementar e foi estabelecido pela Lei nº 13.003/2014 e regulamentado pela Instrução Normativa nº 61/2015. É aplicado nas situações em que não há negociação entre operadoras e prestadores e quando não há um índice previsto no contrato ou acordo entre as partes. 

O índice possui três níveis - 105%, 100% e 85% do valor do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - e é aplicado da seguinte forma: 

O Fator de Qualidade também deve servir como parâmetro de reajuste para os contratos firmados entre operadoras e profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos. Os critérios para essa categoria de prestador ainda estão em discussão e deverão ser definidos conjuntamente com próprias entidades de classe. Para este grupo, as normas começam a valer a partir de 2017, assim como para laboratórios, clínicas e outras unidades de prestação de serviço de saúde. 

Associados AHESP: caso tenham dúvidas, favor encaminhá-las ao nosso Departamento de Convênios, através do e-mail assessoria@ahesp.com.br, para que sejam esclarecidas.

 


SUS

 

Entidades denunciam alto índice de mortes no SUS à OAB

Foto: Eugenio Novaes - CFOAB

Na semana passada, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, recebeu os presidentes do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, e da Associação Médica Brasileira, Carlos Michaelis Júnior, que foram denunciar o alto número de mortes evitáveis no âmbito do Sistema Único de Saúde, em todo Brasil.

Vital disse que questões primárias da atenção à saúde estão em falta e citou a infraestrutura precária dos hospitais públicos do país, onde faltam quimioterápicos nos protocolos básicos, condições de acesso à hemodiálise, à radioterapia etc. “Diariamente, são ceifadas vidas de cidadãos por causas absolutamente evitáveis”, afirmou.

Já o representante da AMB ponderou que as mazelas na saúde pública e o despreparo do governo federal em lidar com tais questões emergenciais são lamentáveis, “razões que poderiam sem quaisquer dúvidas estear o descontentamento social com o poder público”.

Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, o dinheiro desviado com a corrupção deveria ser investido em áreas sociais e os representantes das entidades trouxeram exemplos contumazes de que a saúde é uma das áreas mais afetadas. “Em resumo, significa dizer que a corrupção tem tirado vidas”, lamentou Lamachia, que se colocou à disposição das entidades médicas para buscar soluções e ações que efetivem o direito pleno à saúde dos brasileiros.

Fontes: CFM e Diagnóstico Web

 

SUS poderá fazer perícia médica

O governo decidiu acabar com a exclusividade dos médicos peritos do INSS na concessão de atestados para a concessão de benefícios previdenciários e publicou, este mês, um decreto que regulamenta convênio com o Sistema Único de Saúde para perícia e altera normas da Previdência. Entre as novidades, estão a concessão do benefício com base no atestado de qualquer médico – público ou particular – e a regulamentação para o retorno antecipado à atividade.

Segundo o ministro Miguel Rosetto, do Trabalho e Previdência, a ideia é melhorar o atendimento à população e agilizar a concessão de benefícios por incapacidade que, em algumas capitais, chega a demorar quatro meses devido à grande fila de espera para perícia. Além do decreto, ele pediu autorização para abrir concurso público para os quadros do INSS.

Para Carlos Eduardo Gabas, secretário especial da Previdência, a medida vai economizar tempo e dinheiro público, evitando ainda que o trabalhador fique por período demasiado sem receber salário ou benefício. Ele destacou que, hoje, existem 4,3 mil peritos do INSS e a população passará a contar com mais 295 mil médicos do SUS, além dos particulares que poderão dar atestados, após a autorização por ato conjunto dos ministérios do Trabalho e Previdência e da Saúde.

O secretário especial da Previdência ressaltou ainda que o decreto não abrirá espaço para abusos do empregador e muito menos é uma vingança contra os peritos.

Fonte: Correio Braziliense


É NOTÍCIA – SETOR

 

Zika chega com mais força ao Sudeste e pico deve ser em abril

Embora o Ministério da Saúde informe que não faz ou comenta projeções, alguns estudos têm demonstrado que o pico de contágio por zika em São Paulo e Rio de Janeiro deve ocorrer nos próximos meses de abril e maio, épocas de elevação histórica da dengue, transmitida pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti. No Espírito Santo, o pico é esperado para este mês.

O aumento dos casos no Sudeste preocupa, uma vez que a região concentra 42% da população brasileira, o que poderia multiplicar os casos de microcefalia no país. Afinal, os quatro estados somados já registram mais de 6.500 casos suspeitos de zika. Em SP, há ao menos 37 casos com características de associação ao vírus e 900 grávidas com suspeita de zika. No RJ, são nove casos confirmados de má-formação no sistema nervoso de bebês; no ES, quatro e, em MG, mais dois.

O alerta para a expansão da epidemia em outras regiões já foi dado pelo Ministério da Saúde. “Estamos prevendo uma expansão do surto de zika e dos casos de microcefalia no Sudeste e Centro-Oeste”, explicou Claudio Maierovitvh, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis da pasta.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, Artur Timerman, o grande problema é diagnosticar a zika. “A primeira dificuldade é que o teste disponível até o momento só funciona se aplicado na fase aguda da doença e o segundo, mais grave, é que os convênios não pagam pelo exame genético de PCR e, na rede pública, não há testes suficientes nem mesmo para diagnosticar dengue.

Fonte: Uol

H1N1 avança por 11 Estados e mata 46 pessoas

Ministério da Saúde divulga balanço que aponta que já são 305 casos de gripe H1N1 no Brasil notificados até 19 de março e que a maior parte deles está concentrada em São Paulo, com 266 doentes.

De acordo com a pasta, existem notificações também em Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Ceará e Paraná e pelo menos 46 pessoas morreram por complicações da doença, em todo país, sendo o maior número de óbitos em São Paulo: 38.

O governo paulista já decretou surto e pediu o adiantamento da vacinação contra o vírus Influenza no Estado, com lotes do ano passado. Já o cronograma do governo, prevê que a vacinação será realizada entre os dias 30 de abril e 20 de maio, em todo Brasil.

A partir do dia 1º de abril, os Estados receberão 25,6 milhões de doses, das quais 5,7 milhões serão encaminhadas para o Estado de São Paulo. Nas clínicas particulares, já é possível tomar a dose a um custo em torno de R$ 100.

Fonte: Folhapress

Brasil tem a quarta maior taxa de inflação médica

Numa relação de 29 países da Europa, Ásia e Américas, pesquisa internacional da Mercer Marsh Benefícios constatou que Brasil teve a quarta maior inflação médica, sendo o segundo no ranking da América Latina. Em 2015, os custos de saúde por aqui subiram 17%, superado apenas pela Argentina (29%), Vietnã (23,4%) e Tailândia (17,9%).

O uso pouco racional dos planos de saúde, a indústria de liminares para utilizar procedimentos médicos e tecnológicos sem comprovação de sua efetividade, as fraudes com OPMEs, dólar alto e dependência de insumos estrangeiros são alguns fatores apontados pela consultoria especializada para que o Brasil despontasse no ranking mundial.

A Mercer Marsh aponta que, em toda a América Latina, a inflação médica é, em média, duas vezes maior que a verificada na maioria dos 29 países. No mundo, de acordo com a pesquisa, a inflação médica projetada para o ano foi de 10,5%. “É um custo que cresce ano após ano acima da inflação econômica. Isto se dá em razão de alguns fatores, principalmente devido ao aparecimento de novas tecnologias e novos tratamentos que contribuem para o aumento de custos acima da inflação econômica, o que chamamos de inflação médica”, explica o diretor da Mercer Marsh Benefícios para América Latina e Caribe, Renato Cassinelli. Esse descontrole de preços atinge em cheio os custos das empresas que oferecem planos de saúde (assistência médica) para os funcionários. Tanto que, na América Latina, segundo o estudo da gestora de benefícios, a inflação médica já representa o segundo maior custo na folha de pagamento das empresas, tendo em vista os reajustes dos prêmios (preços), que superam até o aumento da massa salarial. 

Fonte: JC Online


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