AtualAnteriores → Edição nº 116

INFORM@TIVO

 

SAÚDE SUPLEMENTAR

 

Relação Contratual entre Hospitais e Amil

Como é do conhecimento de todos, a AHESP vem representando os hospitais junto à operadora de planos de saúde, no sentido de buscar uma solução definitiva para os problemas relatados por seus associados quanto à relação comercial entre as partes.

Além de reuniões com representantes da Amil, a Associação promoveu um treinamento para o credenciado hospitalar, em seu auditório, juntamente com a equipe da operadora, no último mês de janeiro.

Na ocasião, assim como em oportunidades posteriores, o Dr. Walter Valle, assessor de Convênios da AHESP, afirmou que a questão continuaria sendo acompanhada e que, nos próximos meses, a entidade estaria fazendo um novo levantamento quanto à relação contratual entre as partes.

Dando continuidade ao trabalho, a Associação encaminhou, esta semana, uma Pesquisa a respeito para seus associados, destacando que a mesma só deverá ser respondida por aqueles que têm contrato com a Amil.

Solicitamos aos Associados AHESP que observem o recebimento da mesma e que respondam o mais breve possível, através do e-mail erika@ahesp.com.br.

Em breve, após análise do Departamento de Convênios, manteremos todos informados sobre o resultado e também sobre a relação comercial entre hospitais e operadora.

 


QUALIDADE

 

AMB e CFM promovem I Simpósio Nacional de Qualidade em Saúde

O evento teve como objetivo discutir o “Fator de Qualidade” – critério que servirá de parâmetro para reajustes de contratos entre prestadores de serviços e operadoras de saúde, incluído na nova legislação – e foi realizado no dia 29 de março, em São Paulo.

Para debater e definir em conjunto qual seria o melhor critério de avaliação dos serviços, os realizadores convidaram palestrantes experientes e dividiram o I Simpósio Nacional de Qualidade em Saúde em vários temas e eixos: Qualificação e Titulação Médica; Ética; Boas Práticas; Desfechos Clínicos; Evidências Científicas e Qualidade da Prestação de Serviço Médico no Mundo.

Estiveram presentes no Simpósio, além dos membros da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina, representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar, do Ministério da Saúde, de várias sociedades de especialidades médicas, da FenaSaúde, Abramge e do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar. A AHESP foi representada por seu presidente, Dr. Eduardo de Oliveira, que também é secretário geral da FBH.

Fotos: AMB

Representando a ANS, a Dra. Martha Lisboa reiterou a importância da Lei 13.003: “Precisamos definir parâmetros de medida, padrões de medida. Hoje, as pessoas não possuem referências e informações que lhes ajudem a escolher a instituição na qual irá se tratar”. Por sua vez, o diretor de Defesa Profissional da AMB, Dr. Emílio Zilli, fez outro alerta: “Os pacientes precisam ter claro o que é realmente qualidade no atendimento à saúde. Só assim poderão escolher com confiança e assertividade a melhor opção e ajudar a melhorar o sistema. Não é exigindo mais exames que melhorará a qualidade. A solução é muito mais complexa”.

Durante a mediação dos debates, o presidente da AMB, Florentino Cardoso, ressaltou a importância da difusão do conhecimento médico para a qualidade no atendimento em saúde. “Por isso, estamos aqui hoje, pois de tudo que se prescreve atualmente, só 55% tem evidência científica”, destacou. Já o coordenador Jurídico da entidade, Carlos Michaelis Jr., declarou que “o Fator de Qualidade, tendo o Título de Especialista como protagonista, está apto a submeter-se à legalidade que a classe médica carece”.

 


É NOTÍCIA – ENTIDADES

 

Anvisa e FDA firmam Termo de Cooperação Contínua para enfrentar Zika Vírus

A Anvisa e o FDA (United States Food and Drug Administration) firmaram Termo de Cooperação Contínua para oferecer apoio mútuo e trabalhar conjuntamente no enfrentamento da emergência de saúde pública causada pela epidemia do vírus Zika.

Para atingir esse objetivo, as duas agências irão aprimorar seu esforços de cooperação com a vigorosa troca de informações técnicas e científicas, por meio de uma comunicação eficaz e com a urgência necessária.

Nesse espírito de cooperação e suporte mútuo, o FDA e a Anvisa assumem o compromisso de avançar em suas missões e de reduzir o impacto do vírus zika na saúde pública.

Fonte: Anvisa


Em sistema de rodízio de cargos, psiquiatra assume presidência do Cremesp.

A quarta diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, da gestão 2013-2018, já deu início às atividades dos cargos. O rodízio nos cargos diretivos da entidade acontece a cada 15 meses, conforme seu regimento interno.

A nova diretoria, que tem o psiquiatra Mauro Gomes Aranha na presidência, estará  à frente do Cremesp até 30/06/2017.

Nascido em São Paulo, Aranha é mestre em Psiquiatria pela FMUSP e mestre em Filosofia pela Faculdade de Filosofia do Mosteiro de São Bento, de São Paulo. Ele também  ocupou o cargo de vice-presidente do Conselho na gestão anterior. Formado pela USP em 1983, Aranha fez residência médica no Hospital das Clínicas e desde então exerce atividade clínica em Psiquiatria geral de adultos.

Os membros da diretoria são escolhidos em Plenária de Conselheiros da Casa, que confirmou as seguintes nomeações, além de Mauro Aranha, na presidência: Lavínio Nilton Camarim (Vice-Presidente), Bráulio Luna Filho (1º Secretário), Silvana Maria Figueiredo Morandini (2ª Secretária), Roberto Lotfi Junior (1º Tesoureiro), Alfredo de Freitas dos Santos Filho (2º Tesoureiro), Krikor Boyaciyan (Corregedor), Aizenaque Grimaldi de Carvalho (Vice-Corregedor), Marcos Boulos (Coordenador do Departamento de Comunicação), Paulo Cezar Mariani (Coordenador do Departamento Jurídico), Pedro Teixeira Neto (Coordenador do Departamento de Fiscalização), Clóvis Francisco Constantino (Coordenador de Delegacias Metropolitanas) e Denise Barbosa (Coordenadora de Delegacias do Interior).

Fonte: Cremesp


Reuniões da ANS passam a ser transmitidas ao vivo

Pela primeira vez, a reunião da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar foi transmitida ao vivo, no último dia 6 de abril, com acesso direto em todas as estações de trabalho dos colaboradores da instituição e a gravação do evento também está disponível para o público externo, clique aqui e confira no final da matéria.

Segundo a ANS, tais reuniões já eram transmitidas para o público interno, mas os interessados precisavam se dirigir ao auditório. Agora, uma ferramenta de comunicação instantânea permite que os colaboradores assistam sem precisar sair de suas mesas de trabalho. Além disso, a ideia é que a próxima reunião da Diretoria Colegiada já seja transmitida ao vivo também para o público externo, através do portal na internet.

De acordo com a Agência, esse é mais um passo importante para a promoção da transparência de suas ações e de democratização do acesso às decisões de cada um dos cinco diretores. Todos foram unânimes quanto a relevância da ação e da mudança de cultura na organização que ela representa. As avaliações de cada um deles podem ser conferidas no link da matéria original publicada no site da entidade.

Fonte: ANS

 


É NOTÍCIA – SAÚDE

 

Para produzir vacina contra a gripe, Butantã usa mais de 50 milhões de ovos.

Para poder fabricar as doses distribuídas esta semana para a rede pública, o Instituto Butantã precisou não só do trabalho 24 horas de 500 funcionários, mas também da fecundação de 54 milhões de ovos necessários para o cultivo dos vírus utilizados no imunizante.

De acordo com Marcelo de Franco, diretor substituto, cada ovo rende o equivalente a três doses de apenas um dos vírus. “Como a vacina protege contra três tipos, precisamos repetir esse processo com cada cepa, o que exigiu 54 milhões de ovos para produzir o mesmo número de doses da vacina trivalente que fornecemos ao Ministério da Saúde”, explicou.

As informações do Butantã são de que o trabalho começou muito cedo, muito antes dos paulistas serem pegos de surpresa pelo surto antecipado. Para conseguir entregar a encomenda do ministério, a produção das vacinas começou em setembro, após a OMS ter definido quais os tipos de vírus estão mais circulantes e devem constar no imunizante.

Confira mais detalhes do processo de fabricação, na matéria do Estadão, clicando aqui.

Fonte: O Estado de S. Paulo


Pesquisa brasileira publicada na Science mostra como Zika age no cérebro

Cientista Stevens Rehen

Foto: Agência O Globo

Esta semana, no Rio de Janeiro, foi divulgada pesquisa brasileira que revela que o vírus Zika age nos tecidos cerebrais, levando a malformações neurológicas em bebês, entre elas, a microcefalia. O trabalho, publicado na revista científica Science, pode ajudar a encontrar medicamentos que reduzam os danos causados pelo vírus, na infecção de grávidas.

O estudo foi feito por cientistas do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderados pelo neurocientista das duas instituições Stevens Rehen, com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira de Ciências.

A partir desse modelo de pesquisa, dez medicamentos estão sendo testados para impedir a infecção ou reduzir os impactos do vírus sobre o cérebro e, segundo Rehen, um deles pode reduzir a morte cerebral causada pelo Zika, mas novos testes ainda são necessários para que seja apresentado como alternativa às grávidas.

Os remédios em teste já têm aprovação da Anvisa para outras doenças e poderiam ter, no combate ao vírus Zika, um segundo uso. Dados preliminares sobre a eficácia do medicamento mostram que a fórmula protege contra o ataque do vírus, mas não está confirmado ainda se é capaz de reduzir a replicação viral dentro da célula-tronco neural. Rehen espera chegar a novas conclusões sobre a possibilidade de tratamento em dois meses.

Fonte: Agência Brasil


Biomédica de Pernambuco desenvolve chip que detecta 18 tipos de câncer

Deborah Zanforlin, à esquerda, na premiação do MIT

Foto: Divulgação

Criado com o intuito de “auxiliar as pessoas de baixa renda a descobrirem a doença”, o ConquerX foi desenvolvido pela pernambucana Deborah Zanforlin e, através de um teste sanguíneo, pode detectar 18 tipos de câncer em estágio inicial.

Trata-se de um biossensor em formato de chip, que mapeia marcadores sanguíneos que indicam os tipos de câncer, é portátil, fácil de levar para locais de difícil acesso a testes e tratamentos e não emite radiação.

No ano passado, tentando transformar o projeto em produto para que a população tivesse acesso ao chip, a biomédica e professora acabou sendo premiada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Lá conheceu pessoas que se interessaram e acabou formando uma sociedade com profissionais da Eslováquia, Vietnã, Espanha e Argentina.

A partir de então, foram iniciados os testes, em Pernambuco, que apresentaram resultados positivos. Deborah afirma que o resultado do teste sanguíneo é informado ao paciente em 15 minutos e que, agora, estão trabalhando para que sejam aplicados também nos Estados Unidos.

Estamos trabalhando para patentear o ConquerX. Depois vamos resolver essa questão com as agências reguladoras de saúde”, disse se referindo ao fato de que é necessária autorização da Anvisa, no Brasil, e do FDA, nos Estados Unidos, para que o chip seja produzido.

Fonte: Anvisa


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