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INFORM@TIVO

 

EVENTO AHESP

Troca de Iluminação Convencional por LED em Hospitais

No último dia 5 de maio, o auditório da AHESP recebeu um representante técnico da maior fabricante de lâmpadas LED do mundo, a NVC Lighting, para ministrar palestra exclusiva para estabelecimentos de saúde associados. Fernando Safra, Gestor de Negócios e Projetos, falou sobre a troca de iluminação convencional por Light Emitting Diode, considerando as especificidades do setor hospitalar.


Veronica Verissimo

Devido às exigências da atual legislação quanto ao descarte de resíduos, a diretoria da AHESP considerou o tema muito oportuno, uma vez que o descarte de lâmpadas do tipo LED não exige a contratação de empresas especializadas e, assim, podem desonerar os hospitais desse custo. Além disso, negociou com a NVC a concessão de Estudo de Viabilidade gratuito para os participantes.

Segundo Veronica Veríssimo, Gestora de Qualidade do Hospital Cruzeiro do Sul, a apresentação foi muito boa, bem explorada e explicativa. “Embora nossa instituição já conte com aproximadamente 80% de luminárias LED instaladas, as informações apresentadas serão de grande valia para a manutenção das mesmas”, avaliou.

Confira a entrevista do Informativo AHESP com o palestrante da NVC Lighting:

Informativo AHESP – Como avalia a apresentação aqui na AHESP?

Fernando Safra – Nessas apresentações, nossa função é alinhar o mercado dos fabricantes desta tecnologia LED no Brasil e, além de apresentar nossos produtos, traçamos qual o melhor caminho para aquisição da mesma. Minha avaliação sempre consiste no aproveitamento dos participantes, focando sempre no segmento e em levar informações que são reais e proveitosas. Sendo assim, no final, analisamos o interesse de todos, trocamos contatos e sublinhamos outras questões e, portanto, a palestra foi excelente, cumprindo seu objetivo.

IA – Poderia destacar os principais pontos apresentados?

Fernando – Frisamos quais são os passos que devem ser dados para a substituição e, também, comentamos os pontos positivos e negativos desse mercado para que, nessas trocas, os hospitais tenham segurança nos estudos e nos produtos ofertados. Como o mercado parte para uma certificação, sempre alertamos quais produtos estarão participando da mesma.

IA – Em sua opinião, qual a importância da troca da iluminação convencional por LED no caso dos hospitais?

Fernando – Sempre é muito simples falar apenas da economia e durabilidade com a tecnologia LED, pois esses são os argumentos de entrada. Mas devemos atentar também que, com essa tecnologia, podemos simular os resultados esperados, através de softwares seguros quanto à luminosidade, durabilidade, potência e resultado, proporcionando mais segurança na tomada de decisão pela troca.

IA – Gostaria de destacar mais alguma coisa que considera importante?

Fernando – Gostaria de agradecer a oportunidade que estamos recebendo da AHESP, pois somos uma fábrica que visa os melhores resultados aos nossos clientes e, no segmento hospitalar, temos que analisar caso a caso, cada projeto, porque são inúmeras faces a serem analisadas. Esta parceria da NVC com a AHESP tem como função proporcionar a coleta de informações, análise, estudo e projetos voltados integralmente ao setor hospitalar. Para isso, devemos entender a necessidade real de cada associado. Nós da NVC Lighting do Brasil estamos animados e honrados com esse case, pois respeitamos a maneira e o modelo de condução das informações fornecidas pela Associação.


JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE

ANS e CNJ firmam acordo de Cooperação Técnica

Nos últimos tempos, várias foram as matérias sobre o agravamento da judicialização na saúde, ou seja, sobre o aumento constante de ações contra operadoras, municípios, Estado e União. A dimensão que o problema está adquirindo foi destacada pelo jornal O Estado de S. Paulo que, inclusive, publicou a estimativa da Abramge de que, nos últimos dois anos, o gasto do setor para atender as demandas judiciais dobrou, de R$ 558 milhões em 2013 para R$ 1,2 bilhão no ano passado.

De acordo com a Associação Brasileira de Planos de Saúde, uma despesa dessa desequilibra o setor de saúde privada e acaba prejudicando os próprios clientes, uma vez que é repassada para as mensalidades. “Há clientes que entram na Justiça porque a operadora negou a cobertura de um procedimento que, de fato, deveria ser oferecido, mas há também muitos beneficiários que solicitam judicialmente uma terapia que não faz parte do rol de cobertura mínima dos planos ou um tratamento que nem sequer está disponível no país. Na maioria dos pedidos de liminar, o cliente nem procurou a operadora antes de entrar na Justiça. O rol é claro e os contratos são claros. Os preços dos planos são formatados pelo que está na lei. Quando vem uma decisão obrigando o plano a custear algo fora da lei, aumenta o custo e não tem como ele não ser repassado”, explica Pedro Ramos, diretor da entidade.

Nas ações contra municípios, Estados e União, os valores são ainda maiores. Só em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde calcula que já se gasta R$ 1 bilhão por ano, o que levou o secretário David Uip a advertir, no ano passado, que era preciso avançar na discussão, porque o problema ficaria inadministrável. “Quem paga a conta é o conjunto da população com seus impostos. Todos têm direito de buscar remédios e tratamentos de que precisam, mas, como os recursos são escassos, em muitos casos isso só se torna possível em detrimento dos que não têm meios para recorrer à Justiça, o que é inaceitável”, argumentou.

Pela ótica dos pacientes, os conflitos e discordâncias têm parado cada vez mais no Poder Judiciário, porque as empresas dificultam o acesso a terapias e, então, eles encontram na Justiça o caminho para conseguir os procedimentos necessários.


Ministro Ricardo Lewandowski e Simone Freire, na assinatura do termo de cooperação.

Foto: Rodrigo de Oliveira.

A boa notícia, neste sentido, é que providências finalmente começaram a ser tomadas, pelo menos no que diz respeito aos planos de saúde. No último dia 3, a diretora de Fiscalização da ANS, Simone Freire, e o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Conselho Nacional de Justiça, assinaram um termo de cooperação técnica, em que as duas instituições se comprometem a promover intercâmbio de dados e informações sobre o setor para reduzir as demandas judiciais e, também, agilizar o julgamento de causas em andamento. A ideia é oferecer subsídios técnicos aos juízes, para que possam tomar suas decisões em núcleos de solução de conflitos a serem criados nos Tribunais de Justiça Estaduais.

A agência reguladora também vai colaborar com a implementação do Sistema Nacional de Mediação Digital, ferramenta lançada pelo CNJ como parte da Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesse no Âmbito do Judiciário. “A mediação já é realidade na ANS desde 2010 e vem sendo constantemente aperfeiçoada, tendo atingido, ao longo de 2015, índice de resolução acima de 87% nas queixas registradas pelos beneficiários”, destaca Simone Freire.

Especialistas acreditam que o acordo tem tudo para melhorar a qualidade técnica das decisões, salvaguardando direitos de clientes e de operadoras de planos de saúde. “O juiz sabe Direito, mas não sabe Medicina e temos a possibilidade de criar um mecanismo que conforte o magistrado quando for dar sua decisão”, afirmou Arnaldo Hossepian Junior, supervisor do Fórum de Saúde do CNJ.


SAÚDE SUPLEMENTAR

Qualiss: ANS publica novas regras para avaliação da qualidade dos prestadores

A Agência Nacional de Saúde Suplementar está reestruturando o Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss), tornando-o mais acessível e eficiente. Resolução publicada nesta terça-feira (10/05) estabelece regras que agilizam o ingresso de hospitais, serviços de diagnóstico e profissionais de saúde e unificam as normas existentes.

As mudanças, efetuadas após uma ampla discussão com os principais representantes do setor, resultarão em informações mais claras sobre a qualidade da rede de prestadores e darão mais subsídios às contratações entre prestador e operadora. Para o beneficiário de plano médico ou odontológico, as medidas vão garantir melhores opções de escolha na hora de decidir sobre o profissional e o estabelecimento de saúde que irá atendê-lo.

“O Qualiss oferece informações relacionadas à assistência que permitem aos beneficiários de planos de saúde fazer melhores escolhas baseadas em qualidade; permite às operadoras investir em redes assistenciais mais efetivas na solução de problemas de saúde; e, aos prestadores, possibilita que aperfeiçoem seus processos e desempenhos assistenciais”, explica a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira e complementa: “O aprimoramento do programa vai estimular a melhoria contínua do setor e contribuir para a integração dos processos de avaliação e qualidade da ANS”.

O novo modelo do programa prevê a utilização do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) para o registro dos atributos e contará com a parceria de três tipos de entidades participantes: acreditadoras, colaboradoras e gestoras de outros programas de qualidade. Essas instituições serão responsáveis pela obtenção dos dados e pelo monitoramento dos indicadores, além do acompanhamento, avaliação e envio das informações à ANS. Com isso, espera-se uma melhoria no fluxo da coleta de informações entre a Agência e os prestadores, dando mais agilidade e eficiência ao programa.

Confira a Resolução Normativa nº 405/2016

Fonte: ANS


São Paulo responde por mais de 50% das perdas de beneficiários

Quase 700 mil pessoas deixaram de ter plano de saúde no estado de São Paulo, entre março de 2015 e março deste ano. Isso responde, em números absolutos, por mais de 52% das perdas de contratos em todo o país, no período.

Com 17,99 milhões de beneficiários, São Paulo representa 37% do total de 48,81 milhões de vínculos dos planos de saúde em todo Brasil e a maior queda registrada puxou a perda de 1,33 milhão de pessoas do sistema de saúde suplementar.

Os dados fazem parte do boletim Saúde Suplementar em Números, que é produzido pelo IESS – Instituto de Estudos de Saúde Suplementar. Na análise do superintendente-executivo, Luiz Augusto Carneiro, há um vínculo muito forte entre o mercado de trabalho e o plano de saúde, que é um benefício muito valorizado pelos trabalhadores. “O aumento do desemprego nas áreas mais desenvolvidas, caso principalmente do Estado de São Paulo, torna inevitável o impacto na saúde suplementar”, avalia.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, indicam que o estoque de demitidos foi de 1,88 milhão de pessoas, nos meses de março de 2015 e 2016. “O que preocupa é a proporção e a velocidade da perda de beneficiários”, observa.

Confira o boletim completo, clicando aqui.

Fonte: IESS


ANS cria Sala de Situação para o setor

Desde o último dia 2, o portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar está com uma novidade: a Sala de Situação. Trata-se de uma nova ferramenta para consulta aos dados do setor que, através de um painel interativo, apresenta tanto uma visão global, como um panorama individualizado das operadoras de planos de saúde em atividade.

De acordo com a Agência, consumidores, atores do mercado, gestores e demais interessados ganham um instrumento mais completo e de fácil acesso, que permite consultas a dados atualizados mensalmente.

Com duas áreas de consultas, setor e operadoras, a Sala de Situação traz ganhos em relação às demais ferramentas de consulta: agilidade, maior frequência de atualização, panorama individualizado completo das operadoras, possibilidade de realização de consultas com segmentações específicas, entre outras melhorias.

“A disponibilização desta ferramenta faz parte da política de transparência da Agência e tem relação direta com a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde. É fruto de um grande esforço que temos feito para desenvolver e aperfeiçoar tecnologias de geração e divulgação de informações a fim de disponibilizá-las de forma cada vez mais qualificada ao seu público-alvo”, destaca Martha Oliveira, diretora de Desenvolvimento Setorial.

Para acessar, clique aqui

Fonte: ANS


SUS

Tempo de espera para exames em SP passa de cinco meses

No último ano, a fila de espera para realização de exames na rede municipal de saúde da Capital cresceu 56%, passando de 223 mil pessoas no início de 2015 para 347 mil que aguardam uma chamada da gestão Fernando Haddad.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, destacando ainda que, para se submeter a um exame simples, como endoscopia, ou a um mais complexo, como tomografia computadorizada, as pessoas podem aguardar mais de cinco meses.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, parte da explicação tem origem no aumento do número de consultas realizadas com especialistas pela rede, já que 67,6 mil pessoas foram atendidas e encaminhadas, em sua maioria, para outros serviços, como exames ou procedimentos cirúrgicos.

Por fim, alegam que a crise econômica também influencia, uma vez que a alta taxa de desemprego reduz o percentual da população com planos de saúde, ocasionando a volta das pessoas para o sistema público.

Fonte: O Estado de S. Paulo


Em agosto, verbas para SAMU e Farmácia Popular podem acabar.

As informações são de Agenor Álvares da Silva, ministro da Saúde em exercício, e foram dadas na saída da reunião do Conselho Nacional de Saúde, na semana passada, quando usou um tom de despedida ao ouvir reivindicação de alguns setores presentes.

Segundo ele, os recursos para Farmácia Popular e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência são suficientes somente até agosto e, depois disso, uma solução terá que ser encontrada para financiar os dois programas. Além disso, confirmou que os recursos da pasta não serão suficientes para honrar compromissos de procedimentos de média e alta complexidade, como cirurgias e internações, a partir do mês de dezembro.

De acordo com Álvares da Silva, a dificuldade no pagamento de contas é fruto da redução de R$ 5,5 bilhões na previsão orçamentária para o Ministério da Saúde em 2016. “Diante da redução de verbas, procuramos, no primeiro momento, controlar os gastos discricionários. Depois de algum tempo, no entanto, eles chegarão também a procedimentos como repasses para cirurgias”, informou o ministro em exercício, de acordo com matéria do portal Uol.

No decorrer deste ano, o Ministério afirmou que os problemas seriam resolvidos a tempo e o ministro em exercício disse ter esperança de que uma solução seja encontrada.

Fonte: Portal Uol


Direitos dos pacientes no SUS é tema de cartilha do CFM e CRMs

Elaborada em conjunto pelo Conselho Federal de Medicina e pelos Regionais, a publicação visa contribuir para o esclarecimento da população sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde, explicando regras que podem garantir atendimento adequado às necessidades e o início oficial da distribuição ocorreu na última semana, em Aracaju.

A cartilha “CFM informa sobre os direitos dos pacientes do SUS” será distribuída nacionalmente, através de ações semelhantes organizadas pelos CRMs em outros estados, nas próximas semanas, quando os conselheiros pretendem chamar a atenção da imprensa e da sociedade para as dificuldades que o SUS enfrenta.

O SUS é um projeto importante para o país, que depende de mais investimentos, de melhor gestão e de controle e avaliação para ser viabilizado. Os médicos e a população contam com o cumprimento dessas premissas. Hoje, os governos gastam mal, escondem sua competência administrativa e a corrupção causa sérios transtornos pelos desvios de recursos que deveriam ir para hospitais, postos de saúde, investimentos e custeios na área”, lembrou na ocasião Carlos Vital, presidente do CFM.

Entre os pontos citados na cartilha, constam o direito dos pacientes ao acesso universal em todos os hospitais públicos ou conveniados ao SUS e que todos devem receber tratamento igualitário no agendamento de exames, consultas e terapias.

A íntegra da publicação pode ser vista aqui

Fonte: CFM


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