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FBH

Federação Brasileira de Hospitais elege nova diretoria para o triênio 2016-2019

No último dia 18 de maio, durante a Feira+Fórum HOSPITALAR, a Federação Brasileira de Hospitais realizou um coquetel para apresentação da nova diretoria e para o lançamento das atividades e projetos da instituição para 2016.

Veja a composição da nova diretoria da FBH para o triênio:

Presidente – Luiz Aramicy Bezerra Pinto (reeleito)

Vice-Presidentes

Eduardo de Oliveira (AHESP), Breno de Figueiredo Monteiro, Fernando Antônio Honorato da Silva e Souza, Benno Kreisel, Manoel Gonçalves Carneiro Netto, Altamiro Bittencourt, Francisco José Santiago de Brito e Marcus Camargo Quintella.

Secretário Geral Adelvânio Francisco

Secretário Adjunto Ivo Garcia do Nascimento (AHESP)

Diretor Tesoureiro Mansur José Mansur

Tesoureiro Adjunto Reginaldo Teófanes F. de Araújo

Diretor de Atividades Culturais Castinaldo Bastos Santos

Conselho Fiscal – Membros Efetivos

Edivardo Silveira Santos, Canísio Isidoro Winkelmann e Glauco Monteiro Cavalcante Manso.

Conselho Fiscal – Membros Suplentes

Francisco Ítalo Duarte Kumamoto, Leonardo Gigliotti Barberes e Marcia Rangel.

Assessores de Diretoria

Danilo de Lira Maciel e Randal Pompeu Ponte.

Presidente da FBH, Dr. Luiz Aramicy, ao centro.

Foto: Cleber de Paula

Foi também durante a Hospitalar, no último dia, a cerimônia de premiação dos 100 Mais Influentes da Saúde 2016, uma homenagem criada pelo Grupo Mídia aos profissionais que mais se destacaram durante o período, nas áreas de Gestão, Qualidade, Indústria, Associações, Saúde Suplementar, Suprimentos e Logística, entre outras.

No total, foram 20 categorias com cinco ganhadores em cada uma. Na categoria Entidades Setoriais, o Dr. Luiz Aramicy, presidente da Federação, esteve entre os premiados ao lado dos presidentes da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, do Conselho de Administração da ABIMED, do Sindhosp e do superintendente da ABIMO.

Esta premiação é um grande incentivo e nos sinaliza que estamos no caminho certo, atuando na busca de alternativas para a melhoria da Saúde”, ressaltou o Dr. Aramicy.

Para conferir a lista completa dos premiados, clique aqui


SAÚDE SUPLEMENTAR

Indicadores de qualidade para remuneração fazem parte de novos modelos propostos

O Rio de Janeiro foi palco, na terça-feira 24 de maio, do Encontro sobre Novos Projetos DIDES/ANS, que reuniu especialistas e gestores de saúde para discutir novas formas de prestação e remuneração de serviços em três linhas de atenção prioritárias: Cuidado ao Idoso, Oncologia e Odontologia.

De acordo com a Agência, foram apresentados projetos inovadores que estão sendo desenvolvidos para o setor e que chamam atenção para a necessidade de mudanças no sistema de cuidado em saúde, no sentido de produzirem melhores resultados assistenciais e econômico-financeiros, garantindo a qualidade dos serviços e a sustentabilidade da saúde suplementar.

A reorganização da prestação dos serviços de saúde e a adoção de novos modelos e pagamento dos prestadores, que tenham o usuário como centro das ações ao invés de focar no pagamento por volume de procedimentos ou serviços, são medidas imprescindíveis e urgentes”, afirmou Martha Oliveira, diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS. Ela explicou ainda que o aumento da expectativa de vida conquistada nas últimas décadas, a transição epidemiológica com a prevalência de doenças crônicas e o processo de evolução tecnológica são fatores determinantes para as mudanças propostas.

No encontro, os modelos apresentados para as três linhas trouxeram a figura do navegador, profissional de saúde que tem a responsabilidade de conduzir e articular os diferentes momentos do percurso do paciente pela rede assistencial, um misto de alguém que “guia” e “costura” o cuidado, conforme a necessidade do paciente.

Idosos – Na ocasião, foi lançado um livro apresentando o projeto “Idoso Bem Cuidado”, que tem como compromisso e metas a melhoria da qualidade e da coordenação do atendimento prestado. No modelo, o hospital e a emergência deixam de ser porta de entrada e assumem novos lugares no rearranjo da rede e a proposta valoriza o apoio ao cuidado integral, que são os cuidados de fim de vida, os paliativos e a atenção domiciliar.

Segundo a diretora, a proposta possui cinco níveis hierarquizados de cuidado: acolhimento, núcleo integrado de cuidado, ambulatório geriátrico, cuidados complexos de curta duração e de longa duração. A identificação do risco e a integralidade da atenção nos diferentes pontos da rede são o cerne do modelo e, por isso, é nos três primeiros níveis, nas instâncias mais leves de cuidado, que há a diferença.

No tocante à remuneração, a proposta é de adoção de modelos alternativos capazes de romper com o círculo vicioso de sucessão de consultas fragmentadas e descontextualizadas da realidade social e de saúde da pessoa idosa.

Desde a última segunda, dia 30, a ANS está recebendo propostas de adesão ao projeto. Podem participar operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços de todo país, que deverão apresentar pilotos para implementação, seguindo as orientações específicas da Agência.

Oncologia – Para essa linha, os resultados desejados são um diagnóstico mais preciso da situação atual do cuidado oncológico, estímulo à adoção de boas práticas no cuidado ambulatorial e hospitalar e necessidade de melhorias nos indicadores de qualidade na saúde suplementar. Para tanto, as propostas estão assentadas em quatro eixos:

Odontologia – Discutido a cerca de seis meses, o modelo previsto passa a atrelar tanto a atenção como a remuneração a indicadores de qualidade. A inovação é a busca do resultado em saúde e não de quantidade de procedimentos e o modelo está baseado nas seguintes premissas:

A sustentabilidade da saúde suplementar se apoia, necessariamente, no tripé qualidade-informação-mudança nos modelos de prestação e remuneração. Nesse encontro, a ANS debateu a urgência da adoção de novos modelos, como poderão ser implementados e os desafios a serem enfrentados, sob o ponto de vista de todos os elos da cadeia”, explicou Martha Oliveira.

Fonte: ANS


SUS

Número de atendimentos médicos poderá ser critério para distribuição de verbas da saúde

Deputado Alberto Fraga

Foto: Luís Macedo/ Câmara

O repasse de verbas do Ministério da Saúde para os estados, Distrito Federal e municípios poderá levar em conta o número de atendimentos médicos realizados. É o que prevê o Projeto de Lei 4636/16, do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que argumenta: “Vários estados estão sendo penalizados, uma vez que recebem os repasses de verbas em razão da sua população, quando atendem uma quantidade muitas vezes superior. Caso, por exemplo, do Distrito Federal”.

Pela proposta, metade dos recursos será distribuída segundo o quociente da divisão da população pelo número de atendimentos médicos realizados, independentemente de qualquer procedimento prévio. “Adotando este novo cenário, pelo número de atendimentos, será possível estabelecer uma vinculação dos procedimentos executados no âmbito de cada ente estatal e, assim, aportar recursos onde exista maior demanda”, afirma Fraga.

O projeto acrescenta dispositivos à Lei 8.080/90, que trata das condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, e será analisado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação e de Constituição, Justiça e Cidadania.

Fonte: Agência Câmara Notícias


Lançado ambiente virtual para difundir preceitos do SUS

No início do mês, Júlio César Schweickardt, coordenador nacional da Associação Brasileira da Rede Unida e pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas), assinou um Termo de Acordo com o Ministério da Saúde e outras instituições para a difusão e divulgação científica dos preceitos do Sistema Único de Saúde, em ambiente virtual e o site do #susconecta já está no ar.

A cooperação envolve ainda a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS).

O objetivo do termo de Acordo é promover a cooperação técnica entre os participantes, com vistas à parceria para implementação e desenvolvimento do ambiente virtual como uma ferramenta de incentivo à qualificação do SUS, sendo aberto a gestores, usuários, entidades integrantes do Sistema Único de Saúde e instituições de formação profissional.

De acordo com o documento, a ferramenta #susconecta será gerida pela Associação Rede Unida, mas todas as instituições-membros serão gestores. “Vai caber à Fiocruz chamar uma reunião de colegiado para nomear uma curadoria do ambiente virtual”, explicou o coordenador.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias


Grande ABC ganha leitos no SUS, mas oferta ainda é insuficiente.

Recentemente, estudo do Conselho Federal de Medicina revelou que, de 2010 a 2015, o país perdeu mais de 20 mil leitos de internação do SUS. Na contramão do Brasil, no entanto, o Grande ABC registrou crescimento, mas, segundo levantamento feito pelo Diário do Grande ABC, a oferta ainda é insuficiente na região.

Com base no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, o levantamento do jornal mostra que, de maio de 2012 até hoje, 106 leitos entraram em operação nas sete cidades que compõem a região. Em outras palavras, o número que era de 2.702 leitos passou para 2.808, quantidade recomendada para uma população de 2,7 milhões de pessoas e, portanto, aquém da ideal.

Foto: Celso Luiz/DGABC

Em quatro anos, São Bernardo do Campo foi a única cidade que apresentou queda no número de vagas, de 821 para 674 e Santo André teve uma redução de 148 para 133 leitos cirúrgicos. Por outro lado, algumas prefeituras da região  projetam aumentar a oferta de leitos na rede pública.

O Pronto-Socorro CHM, em Santo André, passa por ampliação para receber 10 leitos de UTI. Em São Caetano, estão previstas 19 novas alas de apartamento e enfermaria no Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido, que é referência em atendimento pediátrico. A Prefeitura de Ribeirão Pires informa que, com a construção do Complexo Hospitalar, haverá aumento de 123 leitos, sendo 10 de UTI.

Por fim, a cidade de Mauá trabalha com cerca de 200 leitos ativos no Hospital Nardini e as demais não responderam para o Diário.

Fonte: Diário do Grande ABC


TECNOLOGIA

Instituo Mauá de Tecnologia estreia na área de saúde com pesquisa inédita

Pela primeira vez, o Centro de Pesquisas do Instituto Mauá de Tecnologia realiza testes e análises na área de saúde e o objetivo da pesquisa inédita é descobrir, entre nove tipos de sonda uretrais, qual o modelo que apresenta melhor desempenho e qual a melhor vazão para cada tipo de cirurgia.

As análises serão feitas numa parceria entre o Hospital Israelita Albert Einstein, através de renomados urologistas, e os laboratórios de Química e de Mecânica dos Fluídos do Centro de Pesquisas do Instituto.

O conhecimento detalhado dos equipamentos disponíveis ajuda na decisão da escolha do material mais apropriado para diferentes condições clínicas. Esse tipo de pesquisa é amplamente realizado nos Estados Unidos e na Europa para permitir o aprimoramento dos materiais e melhorar a adequação clínica na prática.

Após cirurgias de ressecção de próstata (por hiperplasia prostática benigna) e ressecção de tumor vesical, entre outras, a irrigação vesical (lavagem da bexiga com soro) é de fundamental importância para que o paciente tenha boa cicatrização”, explica o Dr. Gustavo C. Lemos. “Esse tipo de pesquisa, além de gerar uma melhoria no trabalho prestado pelo hospital, ajuda na padronização e uniformização de conduta em busca dos melhores resultados. Este projeto, inédito no Hospital Israelita Albert Einstein, certamente exercerá um impacto positivo na nossa prática clínica diária”, comenta o Dr. Arie Carneiro, também coordenador do projeto.

Os resultados serão apresentados em congressos nacionais e internacionais para que outros serviços possam utilizar este conhecimento. “Essa é uma avaliação pioneira que une Engenharia e Medicina para um bem comum. É um importante avanço para o Centro de Pesquisas, mostrando a diversificação de áreas em que podemos atuar”, comenta Henrique Satkunas, chefe da Divisão de Ensaios e Análises do Centro de Pesquisas da Mauá.

Fonte: Revista Hospitais Brasil


Aparelho pode detectar rastros de câncer em amostra de sangue

Arquivo O Globo

De acordo com matéria publicada pelo jornal O Globo, o engenheiro chileno Alejandro Tocigl inventou um aparelho que poderá salvar milhões de vidas com a detecção precoce do câncer. O sistema conta com uma placa onde a amostra do sangue do paciente reage com compostos químicos criados pela Miroculus, startup fundada por ele, na Califórnia.

Cada tipo de câncer tem uma impressão digital única de microRNA, biomarcadores encontrados no sangue. O dispositivo detecta as moléculas alteradas e, através de um software, associa o resultado à uma determinada doença”, explica Tocigl, que espera que o aparelho esteja disponível em 2018, seja muito mais barato, simples e acessível do que os instrumentos disponíveis no mercado.

O engenheiro de 31 anos, incluído este ano na lista de 35 personalidades inovadoras com menos de 35 anos pela MIT Technology Review, afirma que, com isso, pode-se saber que órgão está comprometido.

O projeto conta com a participação de engenheiros, bioquímicos e biólogos moleculares, é desenvolvido no Instituto Nacional do México, no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, na Universidade Católica do Chile e em dois hospitais na Letônia e Lituânia. Na próxima fase, será estendido à Guatemala, Colômbia e outros países.

Fonte: O Globo


Fiocruz desenvolve sensor ótico para câncer de colo do útero

Já está em andamento o projeto do Laboratório de Comunicações Quânticas do Centro de Estudos da PUC-RIO, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), para o desenvolvimento de um sensor ótico capaz de dar suporte ao médico ginecologista no diagnóstico de câncer de colo do útero e de suas lesões precursoras.

Com um financiamento de R$ 900 mil pelos próximos três anos, o projeto é coordenado por Jean Pierre Von Der Weid, que está responsável pelo desenvolvimento do sensor que será acoplado a um tomógrafo e afirma que este é o maior desafio, pois o sensor será o “olho” do médico. Segundo ele, ao usar a OCT, o sensor será equipado com uma câmera e uma sonda, que permitirá um exame equivalente à microscopia, permitindo ao médico uma avaliação em tempo real do tecido do colo do útero.

Esta primeira fase do projeto compreende a correlação entre as características microscópicas e as imagens tomográficas das amostras biológicas fornecidas pela Fiocruz. Na fase final, o Inmetro será responsável pela calibração e validação dos resultados.

Se todas as etapas forem bem sucedidas, teremos uma porta aberta para tudo que existe de desenvolvimento industrial e prototipagem. Teremos dado o primeiro passo, confirmando a viabilidade de um método auxiliar fundamental para um processo menos invasivo para as mulheres e um diagnóstico ainda mais preciso do câncer de colo de útero por parte dos médicos”, esclarece Jean Pierre, do Cetuc/Puc-Rio.

Vale lembrar que, no Brasil, esse tipo de câncer é o terceiro tumor mais frequente entre as mulheres, segundo o Inca. Iniciado a partir de lesões precursoras que não apresentam qualquer sintoma, com um risco estimado de 15,58 casos a cada 100 mil. Por outro lado, nem sempre essas lesões decorrentes do vírus HPV se tornam câncer.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias


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