AtualAnteriores → Edição nº 12

INFORM@TIVO

 

EDITORIAL

 

VENHA CONHECER E TIRAR DÚVIDAS SOBRE O NOVO SERVIÇO OFERECIDO PELA AHESP

 

Os hospitais de São Paulo – sócios ou não – terão uma ótima oportunidade, agora em setembro, para tirar dúvidas sobre a polêmica questão dos gases medicinais e conhecer o novo serviço que a AHESP está oferecendo em parceria com a JLopes.

Por isso, reiteramos o convite para que participem da palestra “Gases Medicinais”, que será proferida pela Dra. Janete Lopes, no dia 15 de setembro, às 8h30, em nosso auditório, na Av. Ipiranga, 919, 17.º andar, conjunto 1.711.

Independente de seu hospital estar negociando reajustes, contratos ou aditivos, sugerimos que venha conhecer os objetivos desse trabalho que visa reduzir custos, assim como a política das fornecedoras e o processo para elaboração de diagnóstico gratuito, que a Associação está oferecendo.

Cumprindo nosso papel de buscar ações para resguardar os interesses e direitos dos hospitais, chamamos sua atenção para o evento e solicitamos que faça sua inscrição pelo e-mail vilma@ahesp.com.br ou pelo telefone (11) 3337.5757, informando nome, cargo, hospital, cidade e telefone.

Contamos com sua presença!


Dr. Volney Waldivil Maia
Presidente

 

 

 

GASES MEDICINAIS

 

AHESP LEVA PALESTRA PARA INTERIOR DO ESTADO

 

Com o objetivo de esclarecer sobre a questão dos gases medicinais e também sobre o novo serviço disponível, a AHESP elaborou um cronograma para levar a palestra da Dra. Janete Lopes às diversas regiões do Estado.

No último dia 18 de agosto, com o apoio da Regional ABC, o evento foi realizado em São Bernardo do Campo e, no dia 24, na cidade de Ribeirão Preto.

Nas duas ocasiões, além de enaltecer a iniciativa da Associação, os participantes puderam aprofundar o assunto e sanar dúvidas com a palestrante, que tem mais de 25 anos de experiência na área de gases.

Segundo o Diretor Executivo da AHESP, Dr. Maurity Gonçalves de Freitas, já estão sendo agendadas datas em Campinas, Osasco e São José dos Campos.

Portanto, não perca a oportunidade, participe! Fique atento às nossas divulgações ou solicite informações para checar o cronograma e local de sua preferência.

 

 

 

EVENTO

 

NA CAPITAL, O TEMA FOI NA ÁREA TRIBUTÁRIA E FINANCEIRA.


Mais um assunto importante e de grande interesse para os representantes hospitalares foi abordado na AHESP, este mês.

Em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e do Contribuinte, IDC, a AHESP realizou a palestra “Planejamento Tributário e Financeiro”, no dia 25, em seu auditório, reunindo aproximadamente 30 pessoas.

A abertura do evento foi feita pelo Dr. Agnaldo Arsuffi, Membro do Conselho da AHESP e Presidente da Regional ABC, que convidou o Dr. Wander Brugnara, advogado, economista especializado em direito tributário e presidente do IDC, para dar início aos trabalhos.

Após exposição sobre a importância da revisão do passivo tributário, da recuperação de créditos extemporâneos, das armadilhas e benefícios de algumas leis, entre outros tópicos, o Dr. Wander e os profissionais especializados do Grupo Brugnara ficaram à disposição para responder aos questionamentos e tirar dúvidas dos participantes.

É muito oportuno quando a AHESP promove eventos que abordam temas de interesse comum para os hospitais, pois, juntos, temos mais força para agir”, avaliou José Henrique, Gerente Financeiro da Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto.

Os representantes do Hospital Novo Atibaia também fizeram uma análise positiva da palestra. “Foi muito interessante, oportuna e apropriada”, afirmou Diniz Domingues Conde, Diretor Administrativo e Financeiro. “Foi ótimo para saber se estamos recolhendo corretamente e, especialmente, para obter orientações que possam minimizar os impactos para o hospital”, complementou Helena Félix de Farias Huber, Gerente Contábil.

 

 

 

ARTIGO

 

OS RISCOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS NA ÁREA HOSPITALAR

 

A área da saúde, como qualquer área de atividade, está à mercê das forças naturais da economia. Seja a instituição filantrópica, pública ou privada, as forças econômicas exercem influências que colocam em questão a eficiência do modelo de negócio.

É muito comum as empresas, principalmente hospitalares, entrarem em processos de endividamento crônico por não mudarem seus modelos de negócios.

A análise contínua das forças que atuam no mercado e as suas influências nos negócios são fundamentais. As pressões externas relacionadas a uma gama enorme de fatores enfraquecem as estruturas operacionais de qualquer modelo de negócio.

Manter a capacidade produtiva é uma função financeira e administrativa de importância fundamental para lucratividade e sobrevivência da instituição. Mas, como perceber o momento de mudar o modelo de negócio, que mudanças efetuar e em que prazo, para manter a sobrevivência da empresa hospitalar?

Manter indicadores e monitorar as funções básicas da capacidade produtiva e financeira, somados à análise das tendências sociais e do mercado, são as informações básicas para a percepção da mudança.

A mudança do modelo deve considerar os recursos disponíveis e, em primeiro lugar, buscar o mínimo de endividamento possível. O novo modelo deve seguir em paralelo ao atual. Somente em casos extremos, a substituição deve ser feita de forma radical, logicamente com um risco maior.

De fato, administramos riscos na mudança de modelo. Ele envolverá opções e caminhos em que nem sempre tivemos alguma experiência. Outra preocupação é a de saber das opções de novos modelos, qual a relação entre sucesso, perecividade e resultados previstos.

A criação de cenários para cada modelo é imprescindível para que possamos avaliar os possíveis resultados. Utilizar dados já disponíveis no atual modelo também poderá ser muito útil na geração dos novos cenários.

Sem dúvida, os ingredientes fundamentais em um novo modelo de negócio são criatividade, necessidade e mercado. A modulação do tamanho do negócio também é uma atitude a ser considerada para avaliar os resultados sem incorrer em riscos maiores.

As análises de benchmark também podem ser muito úteis na análise de modelos iguais ou parecidos aos desejados. Como qualquer negócio, não há garantia de que o modelo utilizado tenha validade indefinidamente.

É prudente a vigilância! A sobrevivência de qualquer empresa é fruto das qualidades do modelo de negócio que ela utiliza.

Estamos no limiar de uma nova era na área hospitalar, com novas tecnologias médicas, novos medicamentos e novas descobertas para inúmeras doenças, aumentando a vida do cidadão.

Buscar sobrevivência empresarial requer disposição de mudar e mudar. Ficarmos em uma zona de conforto levará a empresa ao fracasso. É só uma questão de tempo para que as ameaças da rotina e da monotonia façam mais uma empresa falir.

Em modelos antigos, com ideias antigas, com processos antigos, com tecnologia antiga, o futuro é um resultado antigo.

Pense nisso.


Helio Borin Filho
Consultor

 

 

 

ASSESSORIA JURÍDICA

 

LEI PAULISTA PROÍBE CAUÇÃO EM INTERNAÇÕES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

 

Foi publicada a Lei n.º 14.471, de 22 de junho de 2011, editada pelo Governo do Estado de São Paulo, em que proíbe a exigência de caução, de qualquer natureza, para internação de doentes em hospitais ou clínicas da rede privada.

A referida lei entrou em vigor na data de sua publicação, o que se deu em 23 de junho último e tem como abrangência territorial todo o Estado de São Paulo.

O texto de seu artigo 1.º deixa bem claro que a exigência da caução é proibida nos casos de internação de urgência ou emergência, não existindo qualquer disposição sobre a exigência da referida caução nos demais casos.

No nosso modo de ver, a aludida Lei Paulista está viciada de inconstitucionalidade formal, ou seja, o Estado de São Paulo, como unidade da Federação Brasileira, não tem poderes previstos na Constituição Federal para legislar sobre o assunto. Isto porque a Carta Magna da República, em seu artigo 22, inciso I, reza que cabe privativamente à União Federal legislar sobre Direito Civil, o que é o presente caso, haja vista que a relação existente entre as operadoras de planos e seguros de saúde e seus beneficiários é eminentemente civil, bem como a relação entre os prestadores de serviços de saúde e os pacientes/beneficiários também o é.

Outrossim, mesmo que se alegue que a relação em tela seja de consumo, se trata de matéria civil, portanto, de competência legislativa privativa da União Federal, razão pela qual é Inconstitucional a Lei Estadual n.º 14.471, de 2011.

Dessa forma, nos termos do disposto no artigo 5.º, inciso II, da Constituição Federal, ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer qualquer coisa senão em virtude de lei que seja constitucionalmente formalizada.

A medida para tirar do mundo jurídico essa lei paulista é a Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal, podendo provocá-la às pessoas jurídicas indicadas no artigo 103 da Constituição Federal, dentre elas, as Confederações Sindicais de âmbito nacional com representatividade temática do setor saúde, como é o caso da Confederação Nacional de Saúde – CNS.


Dagoberto José Steinmeyer Lima
Assessor Jurídico da FBH e da AHESP


 

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