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INFORM@TIVO

 

EM PAUTA – SP

Novo prefeito de SP anuncia Wilson Pollara para Secretaria Municipal da Saúde

Na semana passada, o prefeito eleito para a cidade de São Paulo, João Doria Jr., anunciou os primeiros cinco secretários da sua gestão, que terá início no próximo mês de janeiro. Entre eles, para comandar a Secretaria Municipal da Saúde, o médico Wilson Modesto Pollara, atual secretário adjunto da Saúde do Estado de São Paulo.

Dr. Wilson Modesto Pollara será o secretário municipal de Saúde da gestão Doria.

Foto: Hélvio Romero/Estadão

Para a imprensa, Pollara disse que planeja adotar novas estratégias para reduzir o tempo de espera por exames na capital que, hoje, tem uma fila com mais de 400 mil pessoas, citando como exemplo a convocação de mais de um paciente para o mesmo agendamento e a criação do Poupatempo da Saúde.

Temos de fazer a gestão das agendas. Se fizermos o overbooking, com 20% de marcação a mais nas agendas, poderemos absorver mais rapidamente a demanda”, justificou, lembrando que essa convocação dupla ajudaria a reduzir o absenteísmo, uma vez que de 25% a 30% dos pacientes não comparecem às unidades nos dias e horários marcados. Questionado sobre a possibilidade do comparecimento das duas pessoas agendadas, o novo secretário assegurou que a rede estará preparada para atendimento de um número extra de pacientes.

Para Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP, a proposta é vista com desconfiança, uma vez que considera complicado adotar uma prática do setor privado na rede pública. Já o coordenador do curso de Especialização em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde da Fundação Getúlio Vargas, Walter Cintra, acredita que a espécie de overbooking pode ajudar a aproveitar a capacidade do SUS. Ele considera honesta a preocupação de Pollara e corajosa a medida anunciada.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, outra mudança citada por Wilson Pollara foi com relação à Rede Hora Certa, criada na gestão Haddad. Segundo ele, há um estudo para utilizar as unidades como um “Poupatempo da Saúde”, ou seja, locais onde os usuários poderão resolver problemas mais simples, como dúvidas sobre uso de medicamentos e até realização de exames de sangue.

Sobre o Novo Secretário

Wilson Modesto Pollara é graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pós-graduado em Cirurgia Geral pela mesma universidade, com mestrado, doutorado e livre docência. Foi presidente mundial do Colégio Internacional de Cirurgiões (1999/2000); membro do Conselho Gestor dos Hospitais Camilianos de São Paulo (1998/2004); coordenador geral de Cirurgia no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (2008/2011) e diretor executivo do Instituto Central do Hospital das Clínicas (2011/13).


PEC 241

Secretária do Tesouro diz que proposta protege gastos com Saúde e Educação

Na madrugada do último dia 26 de outubro, a Câmara aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita o crescimento dos gastos públicos nos próximos 20 anos que, agora, seguiu para o Senado, onde também será votada em dois turnos.

Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro Nacional.

A intenção da base aliada do governo é acelerar a tramitação da proposta para que ela seja aprovada, em segundo turno, ainda no mês de novembro.

Cercada de muita polêmica e debate, a PEC 241 protege as despesas com Saúde e Educação, segundo Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro Nacional. “É importante explicar que a PEC trata do teto dos gastos públicos como um todo, mas estabelece um piso para a Saúde e a Educação. Isso foi feito justamente para garantir um patamar mínimo de gastos e proteger as duas áreas”, disse ao explicar o déficit primário recorde de R$ 25,3 bilhões em setembro.

Para a secretária, a PEC 241 traz um avanço em relação aos limites mínimos de gastos em vigor. Enquanto atualmente as vinculações de receitas tratam de empenhos (autorizações de gastos) para as duas áreas, a proposta aprovada estabelece pisos com base no valor efetivamente executado e reforça: “Até então, as vinculações de receitas dizem respeito a valores empenhados, não pagos. A PEC foi elaborada com valores pagos. Em ambos os setores, havia muito mais empenho do que pagamento, levando a uma acumulação muito alta de restos a pagar, que ficam de um ano para o outro. A PEC protegeu as duas áreas à medida que garantiu a execução, não apenas o empenho dos recursos.

Para o Tesouro Nacional, o governo federal atualmente empenha muito mais que os limites mínimos constitucionais para a Saúde e Educação. A Constituição estabelece um piso de 13,2% da receita corrente líquida da União para a Saúde, o que representa R$ 71,161 bilhões de janeiro a setembro, o equivalente a 13,21% da RCL. Pelo texto aprovado, o piso sobe de 13,2% para 15% da receita corrente líquida em 2017.

Fonte: Agência Brasil


É NOTÍCIA

Resolução CFM define responsabilidades de diretores Técnicos e Clínicos

Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) torna mais claras as atribuições, direitos e responsabilidades de diretores técnicos, diretores clínicos e chefias de serviço em ambientes médicos. A definição de cada cargo de gestão consta na Resolução CFM 2.147/2016, publicada no dia 27 de outubro, no Diário Oficial da União (DOU).

O documento destaca que a prestação de assistência médica e a garantia das condições técnicas de atendimento nas instituições públicas ou privadas são de responsabilidade do diretor técnico e do diretor clínico, os quais, no âmbito de suas respectivas atribuições, responderão perante o Conselho Regional de Medicina (CRM). A regra vale para estabelecimentos de hospitalização ou de assistência médica pública ou privada em qualquer ponto do território nacional.

Segundo o relator da resolução e 3º vice-presidente do CFM, conselheiro Emmanuel Fortes, a diferenciação entre as funções há muito tempo era reclamada no Conselho Federal. Para ele, a norma profissionalizará as funções. “O estabelecimento de uma linha hierárquica de comando para a atuação de chefes, coordenadores ou supervisores de serviços, possibilitando interações e comandos, era extremamente necessária, todas visando o bom funcionamento dos estabelecimentos assistenciais médicos ou de intermediação da prestação de serviços médicos”.

Emmanuel Fortes, 3º vice-presidente do CFM.

Responsabilidades

O diretor técnico é o médico que responde eticamente por todas as informações prestadas perante os conselhos de medicina (federal ou regionais), podendo, inclusive, ser responsabilizado ou penalizado em caso de denúncias comprovadas. Pela nova regra em vigor, fica estabelecido que os profissionais que forem investidos desse cargo devem organizar a escala de plantonistas, zelando para que não haja lacunas durante as 24 horas de funcionamento da instituição. Em qualquer ausência de plantonistas, cabe a esse gestor tomar providências para solucionar.

O documento também lista as atribuições do diretor clínico, entre as quais está dirigir e coordenar o corpo clínico da instituição, supervisionar a execução das atividades de assistência médica e zelar pelo cumprimento do regimento interno. Fortes explica que, de maneira diferente, o diretor técnico, este sim, pode ser indicado pela administração do hospital. Entre suas atribuições estão as de zelar pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares, assegurar condições dignas de trabalho e os meios indispensáveis à prática médica, e garantir o pleno e autônomo funcionamento das comissões de ética médica.

A Resolução do CFM preenche também uma lacuna sobre as responsabilidades de empresas ou instituições de intermediação da prestação de serviços médicos, como seguradoras de saúde, planos de saúde, cooperativas médicas e instituições de autogestão. “Cabe a esses profissionais cuidar pelo que estiver pactuado nos contratos com prestadores de serviço, pessoas físicas e pessoas jurídicas por eles credenciados ou contratados”, destacou Emmanuel Fortes.

Investido nessa função, cabe ao médico zelar para que, na ocorrência de glosas das faturas apresentadas, seja descrito o que foi glosado “e, suas razões, solicitando ao médico, quando pessoa física, e ao diretor técnico, quando pessoas jurídicas, as devidas explicações, devendo as respostas ou justificativas serem formalizadas por escrito”.

Fonte: Portal CFM


ACREDITAÇÃO

ISQua: IQG torna-se membro do Conselho e ONA recebe certificação internacional

Parceira da Organização Mundial de Saúde, a ISQua (Sociedade Internacional para a Qualidade do Cuidado em Saúde) é a única que certifica mundialmente as organizações acreditadoras, através do International Accreditation Programme (IAP) e realizou, de 16 a 19 de outubro, em Tóquio, sua 33ª Conferência.

Dr. Rubens Covello, CEO do IQG.

Na ocasião, o Dr. Rubens Covello, CEO do IQG, foi indicado como membro do Conselho de Acreditação da ISQua (Accreditation Council), que é responsável por fazer recomendações ao Board Accreditation Committee (BAC) sobre temas relacionados ao programa, incluindo normas, padrões, políticas, procedimentos e práticas.

Assim como a acreditação é de extrema importância para hospitais e demais instituições de saúde, o reconhecimento da ISQua é essencial para atestar o altíssimo padrão de qualidade do nosso trabalho. Mais do que isso, a presença do IQG, na figura do Dr. Rubens José Covello, representa, além de uma grande conquista para nós, o reconhecimento do mercado de saúde brasileiro e de todas as suas instituições acreditadas”, trouxe a nota divulgada pelo IQG.

Dr. Arlindo de Almeida, presidente da ONA.

Já a Organização Nacional de Acreditação (ONA) recebeu a mais alta honraria para acreditadoras em saúde: o certificado internacional ISQua, que foi homologado em Tóquio e apresentado oficialmente no último dia 27, em jantar que reuniu a equipe da organização e seus convidados em São Paulo. Para tanto, avaliadores internacionais fizeram uma imersão na entidade avaliando oito padrões: governança, gestão estratégica, operacional e financeira, gestão de risco e melhoria de performance, gestão de pessoas, da informação, de avaliações, pesquisa e gestão de clientes e certificados de acreditação.

Esse é o fruto de muito trabalho e dedicação. Hoje, podemos dizer que, além do nosso manual, a própria ONA é reconhecida internacionalmente”, destacou o presidente Dr. Arlindo de Almeida. Em seu discurso durante o jantar, também citou as demais conquistas deste ano: mais de 500 organizações certificadas e mais de 1.000 alunos que concluíram os cursos online da ONA Educare.

A AHESP registra os parabéns às duas instituições e deseja ainda mais sucesso!


DIABETES

19ª Campanha Nacional Gratuita é no próximo domingo

Para marcar o Dia Mundial e Nacional do Diabetes (14 de novembro), 180 países em todo mundo e 1.200 municípios brasileiros estarão realizando a 19ª Campanha Gratuita em Diabetes, de Prevenção das Complicações, Detecção, Orientação e Educação, sob a direção da International Diabetes Federation (IDF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, a coordenação em todos os estados é da Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) e, em São Paulo, a ANAD – Associação Nacional de Assistência ao Diabético promoverá o evento no dia 6 de novembro, no Colégio Madre Cabrini, tendo como público alvo os portadores de diabetes e grupos de risco, quando oferecerá 10 mil atendimentos gratuitos com testes de glicemia.

Outras ações previstas no local:

6 de novembro de 2016 – das 8 às 17 horas – Rua Madre Cabrini, 36 – Vila Mariana


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