AtualAnteriores → Edição nº 137

INFORM@TIVO

 

EM PAUTA

Febre Amarela: risco de transmissão urbana e maior exigência de vacinação.

Após o surto da doença nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia, mais quatro países passaram a exigir vacinação de brasileiros, Organização Mundial de Saúde ampliou recomendação para o Estado de São Paulo e Organização Pan-Americana de Saúde não descarta o risco de transmissão urbana.

Os viajantes brasileiros com destino ao Panamá, Nicarágua, Venezuela e Cuba terão, a partir de agora, que apresentar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) como comprovante de vacinação contra a febre amarela realizada pelo menos 10 dias antes da viagem. Até então, esses países não faziam a exigência vacinal e a medida poderá mudar a qualquer momento, dependendo do contexto epidemiológico mundial.

A emissão do certificado é gratuita e feita nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa (em Portos, Aeroportos e Fronteiras) e, também, em Unidades do SUS credenciadas, como postos de saúde e hospitais. Para agilizar o atendimento, o interessado pode realizar um pré-cadastro no site da Anvisa, na opção “cadastrar novo”.

No mesmo sentido, desde o último dia 20, a OMS passou a recomendar a vacina para todos os viajantes internacionais que se dirigem ao Estado de São Paulo, com exceção das áreas metropolitanas da Capital e de Campinas. Tal orientação é mais abrangente do que a adotada no Estado, uma vez que inclui a região litorânea, atualmente, considerada livre de risco para a doença.

Não vemos atualmente motivo para vacinar a população do litoral. Não há até o momento nenhum indício de risco naquela região, o monitoramento está sendo realizado e os casos ocorreram em uma região distante do litoral paulista”, disse Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, afirmando que a mudança da Organização Mundial de Saúde não vai alterar a recomendação local.

Por outro lado, o coordenador assegurou que a estratégia será revista, caso seja observado o aparecimento de infecções suspeitas ou morte de macacos com indícios da doença em áreas mais próximas de São Paulo e considerou como “irresponsabilidade” a conduta adotada no Rio de Janeiro, com a indicação de vacina para toda população.

O Ministério da Saúde também afirmou que, por enquanto, não haverá alterações na recomendação da vacina no país, reiterando que, além das áreas já consideradas de risco, em São Paulo, o imunizante é recomendado para 125 cidades; no Rio, para 55; no Espírito Santo, para 78 e, na Bahia, para 35.

Vale lembrar que, no dia 16 de março, a Organização Pan-Americana de Saúde emitiu um comunicado alertando sobre a possibilidade do Brasil voltar a ter transmissão de febre amarela da forma urbana. No texto, atribuiu o risco à confirmação de casos em humanos e macacos em áreas próximas a grandes aglomerados urbanos, mas observou que não havia evidências de que o Aedes Aegypti tinha provocado casos da infecção.

O comunicado da OPAS destacou ainda a expansão da doença no continente este ano, com casos notificados na Colômbia, Bolívia, Equador, Peru e Suriname. Já o Ministério da Saúde assegurou não haver, no momento, evidências de febre amarela urbana no Brasil.

Para mais informações, acesse o site específico do Ministério da Saúde.

Com informações do Portal Brasil, Anvisa e O Estado de S. Paulo.


FLASH ECONÔMICO

Custo médico-hospitalar teve alta de até 20% em 2016, de acordo com IESS.

Enquanto a inflação do período ficou em 9,4% pelo IPCA, o índice Variação do Custo Médico-Hospitalar deve ter encerrado 2016 com alta entre 18% e 20% ao ano, mostra o estudo "Variação dos custos médicos hospitalares e inflação geral - Por que esses índices não são comparáveis no Brasil e no mundo?", produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

Análise do IESS

O VCMH é o mais importante indicador utilizado pelo mercado como referência sobre o comportamento de custos. Na média, segundo informações de mercado, também acompanha as variações de custos dos planos coletivos empresariais, os quais compõem o conjunto de referências usadas pela ANS na definição do índice de reajuste das mensalidades dos planos individuais, que deve ser anunciado nos próximos meses.

Desde 2013, o VCMH registra fechamento anual superior a 15% ao ano. Nos seis primeiros meses de 2016, oscilou no patamar de 18% a 19,7% e não foi registrado nenhum sinal do mercado que aponte para queda desses porcentuais, o que é extremamente preocupante e coloca em risco o sistema de saúde suplementar.

Basicamente, há três causas principais para o índice permanecer tão elevado por tanto tempo. A primeira delas é o sistema de pagamento das operadoras aos prestadores de serviços de saúde no Brasil, que se assemelha a um “cheque em branco”. A chamada “conta aberta”, ou fee-for-service, que absorve todos os custos, inclusive desperdícios e falhas assistenciais como, por exemplo, reinternações. Todos os insumos são adicionados à conta hospitalar e, dessa forma, os prestadores buscam o máximo consumo possível com o objetivo de obter a máxima remuneração. Um desincentivo total à eficiência.

Outra causa a potencializar os custos da saúde é a falta de transparência do setor. Não há transparência sobre indicadores de qualidade assistencial nos serviços de saúde, na formação de preços ou nas relações entre os atores da cadeia. Logo, não é possível saber se a precificação é justa porque não há como comparar os diferentes prestadores. É o caso, por exemplo, dos hospitais. A precificação se baseia em uma percepção de qualidade, no poder de mercado em determinada localidade, mas não há certeza de que um prestador é melhor do que outro, porque simplesmente não se conhecem os indicadores de desempenho e qualidade assistencial.

Da mesma forma, as falhas de mercado impossibilitam a comparação entre distintos fornecedores para um mesmo insumo de saúde. A falta de legislação específica, por exemplo, desobriga que consumidores e operadoras saibam se há relacionamentos comerciais entre prestadores de serviços e fornecedores, o que abre espaço para práticas de corrupção, como temos visto nos últimos anos, especialmente na área de materiais e medicamentos.

Por esses motivos, defendemos que o Brasil precisa, urgentemente, promover uma reforma do sistema de saúde suplementar, envolvendo prestadores de serviços de saúde, distribuidores e fornecedores. Nem consumidores e nem empresas contratantes de planos de saúde têm condições de absorver reajustes de dois dígitos por longos períodos e nem as operadoras são capazes de arcar com essa escalada de custos.

Ou o País avança na modernização dos modelos de pagamento por serviços de saúde e em uma agenda de transparência nessa área, ou o sistema corre o sério risco de se desmantelar em poucos anos.

Análise da AHESP

Questionado sobre a recente divulgação do estudo produzido pelo IESS, o presidente da Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo, Eduardo de Oliveira, afirmou que, há muito tempo, também são contrários ao modelo atual, pelos motivos expostos pelo Instituto e por outros mais.

Eduardo de Oliveira, presidente da AHESP.

Participamos de muitas reuniões representando os hospitais em diversas esferas, principalmente na Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, para acharmos um novo modelo. Como migrar as margens para um valor de diária mantendo o resultado? Não se chegou a nenhum acordo”, informa o presidente da AHESP.

Entre as possibilidades, o Dr. Eduardo cita a DRG (Diagnosis Related Groups – Grupos de Diagnósticos Relacionados), uma metodologia sofisticada de compra de serviços, gerenciamento de custos e da qualidade assistencial, concebida em Yale, que permite a mudança para a compra de serviços hospitalares por procedimentos gerenciados e, há anos, é usada por governos, hospitais e operadoras em países da América do Norte, de toda Europa Ocidental, África do Sul, Ásia e Oceania.

Ela permite a elaboração de pacotes clínicos e cirúrgicos para a comercialização de serviços hospitalares, tendo como base informações coletadas a partir da internação dos pacientes que, devagar, vem ocorrendo por aqui”, explica.

Vale informar que, no Brasil, a DRG está adequada ao perfil epidemiológico e estrutural do sistema de saúde do país, vem sendo aplicada em larga escala, abrangendo 5 milhões de beneficiários e mais de 200 hospitais em todo território nacional.


É NOTÍCIA SP

Estado promove megamutirão da Saúde para 130 mil pessoas

Com o objetivo de reduzir a espera por atendimento nos diferentes serviços da rede estadual, o governador Geraldo Alckmin anunciou, no último dia 16, a realização de um megamutirão de saúde entre os dias 18 e 25 deste mês, para antecipar consultas, exames e cirurgias.

Embora os números parciais ainda não tenham sido divulgados, a expectativa do governo do Estado de São Paulo era atender aproximadamente 130 mil pessoas na capital, Grande São Paulo, interior e litoral. Para tanto, 150 hospitais estaduais, centros de saúde e AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) programaram agendas extras com as pessoas já inscritas em cada unidade.

Trata-se de uma ação para agilizar a realização de consultas e procedimentos, além de uma importante iniciativa de promoção e prevenção de saúde para a população paulista”, afirmou David Uip, secretário estadual da Saúde. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele disse não ser possível estimar quanto os 130 mil atendimentos representam na fila de exames, consultas e cirurgias do estado, justificando que a contabilização total é difícil em razão da dependência de dados de 645 cidades.

Ainda de acordo com o jornal, Alckmin afirmou que os mutirões já são tradicionais na política de saúde do estado e negou que a promoção da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo tenha relação com o Corujão do prefeito Doria.

Com informações da Secretaria de Saúde e O Estado de S. Paulo.


Corujão da Saúde da gestão Doria ultrapassa marca de 250 mil exames

Foto: Leon Rodrigues/SECOM

O Programa Corujão da Saúde – uma das principais promessas de campanha do prefeito João Doria – completou 60 dias no último dia 13 de março, com a marca de 250 mil exames realizados e com outros 231,5 mil procedimentos já agendados até maio, prazo para zerar a fila recebida da gestão anterior de 485,3 mil.

Além de utilizar hospitais e clínicas da rede pública, unidades particulares e filantrópicas também aderiram ao programa, conforme a capacidade ociosa de cada local. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, foram realizados cerca de 4.035 exames por hora (168 por minuto),15% deles na rede particular e com isso, em 57 dias, a fila caiu 67,4%

Em evento no Hospital Albert Einstein, o prefeito disse ter grande satisfação em poder anunciar a entrega dos exames de número 250 mil e 250 mil e um para duas pacientes. Ele estava acompanhado pelo governador Alckmin e pelos secretários de Saúde estadual, David Uip, e municipal, Wilson Pollara.

Esse é um número muito importante para a saúde da população de São Paulo e mostra que é possível atender de forma rápida e com qualidade. A gestão do município, assim como as parcerias realizadas pela Prefeitura, apresentam um grande avanço no cuidado com o cidadão, diminuindo o tempo de espera para realização de exames”, disse Pollara.

Segundo a gestão municipal, o Corujão começou a ser implantado em locais que ofertam exames extras em horários alternativos, inicialmente previstos entre 20 horas e meia-noite, mas a pasta identificou capacidade ociosa ainda no meio da tarde e início da noite, horários em que foram realizados a maioria dos procedimentos.

Com investimento previsto em R$ 17 milhões, a meta da atual gestão é que, até 10 de abril, nenhum paciente esteja aguardando exames por mais de 30 dias na rede municipal.

Com informações da Secretaria Especial de Comunicação, Agência Brasil e G1.


Suspeita de infecção fecha maternidade na zona leste de SP

Após a morte de duas mulheres que tiveram bebês na unidade, a maternidade do Hospital Municipal de Cidade Tiradentes foi fechada, por medida preventiva e suspeita de infecção hospitalar. Até o fechamento desta edição, a previsão era de que, entre 7 a dez dias, poderá ser reaberta, após uma varredura.

Localizado na zona leste de São Paulo, o hospital é gerido pela Organização Social Santa Marcelina e o pronto-socorro foi mantido em funcionamento normal. Segundo informações, as gestantes estão sendo direcionadas para outros hospitais de referência da região, como os de Guaianases, São Mateus e Santa Marcelina.

De acordo com Rodrigo Cerqueira de Souza, chefe da maternidade, as duas vítimas deram à luz em partos normais, evoluíram dentro do esperado e começaram a apresentar sintomas sete dias após o nascimento dos bebês. "Elas morreram em decorrência de infecção puerperal, que é a que afeta os órgãos que ficam no caminho por onde passa o bebê, como o útero e a vagina". Os dois casos podem ser considerados atípicos porque, segundo Souza, o quadro é tratável e curável, o que aumentou a suspeita de infecção hospitalar na unidade.

A médica Rachel Busanello, do serviço de controle de infecção hospitalar, informou que, nas primeiras avaliações clínicas obstétricas, não havia sinais evidentes de infecção puerperal. Embora possa ser apenas coincidência, por segurança, resolveram interromper o serviço e recolher amostras de cada espaço do setor.

A gestão Doria disse que apoia a medida.

Fontes: O Estado de S. Paulo e Uol


É NOTÍCIA - HOSPITAIS

Samaritano de São Paulo é eleito o 2º melhor do Brasil e 4º da América Latina

Pelo quinto ano consecutivo, o Hospital Samaritano de São Paulo se destaca entre os hospitais avaliados pela revista América Economia. Em 2016, a instituição conquistou o segundo lugar no ranking de melhores hospitais do Brasil e, pela primeira vez, foi classificado como o quarto melhor hospital da América Latina.

O ranking é elaborado anualmente pela revista América Economia, considerada a mais lida e influente publicação de negócios, economia e finanças da América Latina. Além dos hospitais do Brasil, a seleção engloba instituições de outros 11 países, como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México.

A consagração como um dos melhores hospitais da América Latina reforça ainda mais o status do Hospital Samaritano como referência em medicina especializada e nos coloca lado a lado com as tendências mais inovadoras do mercado. Isso nos mostra que estamos no caminho certo para continuar sendo uma instituição de excelência”, afirma Luiz De Luca, CEO do Hospital Samaritano de São Paulo.

O Hospital Samaritano figura desde 2011 no ranking na categoria “Hospitais e Clínicas” e ganhou destaque e posições graças aos fatores “Segurança do Paciente” e “Capital Humano”.

Fonte: Hospital Samaritano


BP é pioneira no setor Saúde a conquistar certificação ISO 55001

A Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos mais importantes polos de saúde privados da América Latina, acaba de receber a certificação ISO 55001 no escopo de engenharia de manutenção. A instituição é a primeira no setor de saúde e a segunda instituição do País a obter essa certificação.

A ISO 55001 estabelece os requisitos que garantem a excelência operacional dos sistemas de gestão de ativos tangíveis e intangíveis das organizações. Na prática, isso significa que o atendimento tende a ficar mais ágil e eficiente, pois há uma redução significativa na quantidade de vezes que um aparelho entra em manutenção. Com isso, a disponibilidade do equipamento aumenta e as interrupções, quando necessárias, são todas programadas, impactando muito menos a operação.

Essa certificação coroa um esforço conjunto de toda a instituição para uma prestação de serviço de excelência, garantindo a melhor experiência para todos os clientes que nos procuram. Ser a primeira instituição na área da saúde no Brasil a alcançar tal feito confirma o acerto da nossa estratégia e fornece as condições ideais para a tomada de decisões, que serão ainda mais assertivas e inteligentes, reduzindo custos com manutenção e compra de equipamentos, equilibrando performance, custo e riscos operacionais” afirma João Fábio Bianchi Garcia Silva, superintendente-executivo de Operações da BP.

Para obter a certificação, a instituição passou por um longo processo de padronização, implantação e integração do sistema de gestão de ativos, além de passar por auditorias da empresa certificadora.

Fonte: Assessoria de Imprensa BP


Santa Paula é o primeiro hospital do País a receber o selo AQUA

Localizado na zonal sul da capital paulista, o Hospital Santa Paula recebeu a certificação AQUA-HQE, Alta Qualidade Ambiental, por sua operação e uso sustentáveis, tornando-se o primeiro do Brasil a possuir o certificado em todos os seus edifícios.

Eco-gestão, conforto e preservação de recursos são alguns dos temas inseridos nas soluções arquitetônicas e técnicas para acatar os critérios do processo AQUA e o Santa Paula começou a fazer os ajustes em processos e investimentos em tecnologias sustentáveis um ano antes.

"Ao receber esta premiação, nós temos a afirmação que oferecemos, além das melhores tecnologias e equipe médica, instalações sustentáveis que proporcionam um melhor ambiente para o atendimento e cuidado ao paciente", afirma George Schahin, presidente do Hospital Santa Paula. 

Para operar de acordo com a Certificação AQUA-HQE, o hospital apresentou diversos indicadores de desempenho para atender aos critérios mínimos exigidos para a certificação, além de diagnóstico e inventário para legitimar as condições de segurança, habitabilidade e qualidade ambiental. 

De acordo com o gerente de engenharia do Hospital Santa Paula, Walmor Brambilla, o perfil de qualidade ambiental do edifício cumpriu satisfatoriamente as 14 categorias exigidas:  relação do edifício com seu entorno; escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos; canteiro de obras com baixo impacto ambiental; gestão da energia; gestão da água; gestão dos resíduos de uso e operação do edifício; manutenção - permanência do desempenho ambiental; conforto higrotérmico; conforto acústico; conforto visual; conforto olfativo; qualidade sanitária dos ambientes; qualidade sanitária do ar e qualidade sanitária da água .

Fonte: Hospital Samaritano


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