AtualAnteriores → Edição nº 138

INFORM@TIVO

 

DESTAQUE

AHESP lançará, em breve, um novo Banco de Vagas para o setor Saúde.

Ultimamente, nos chegam informações, a todo instante, sobre o número de desempregados no Brasil, seja como ponto central ou adjacente das notícias dos diversos veículos de comunicação. Na Saúde Suplementar, os números têm aparecido frequentemente associados à queda dos beneficiários de planos de saúde. No entanto, se refletem de alguma forma em toda a economia do país.

Embora já sejam mais de 13 milhões os desempregados brasileiros, especialistas afirmam que o setor Saúde será um dos que mais empregará nos próximos anos. Aliás, levantamento feito pelo Correio Braziliense com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que a recessão não tem impedido a abertura de vagas, sobretudo nessa área.

O economista-chefe da Opus Investimento e professor da PUC-RJ, José Márcio Camargo, analisa que, em um quadro como o atual, os setores que mais resistem são os prioritários, caso da Saúde. “Num país que está envelhecendo rápido, como o Brasil, a demanda por profissionais nessa área será cada vez maior, de porteiro de hospital ao mais especializado médico”, avalia.

De acordo ainda com o Caged, de outubro de 2015 a outubro de 2016, foram abertas mais vagas do que fechadas em 14 das 27 cidades da Federação, ou seja, as atividades ligadas ao setor Saúde mantiveram saldo positivo de empregos.

Na AHESP, que oferece a seção Banco de Vagas no site, chamou muito a atenção o volume de currículos recebidos da metade do ano passado para cá, nas mais diversas segmentações da Saúde. Por esta razão e visando favorecer a aproximação entre as duas pontas – estabelecimentos de saúde e profissionais – a entidade representativa dos hospitais do estado de São Paulo resolveu aprimorar seu banco de vagas, que deverá ser lançado dentro de, no máximo, um mês.

Os prestadores de serviços de Comunicação e Tecnologia da Informação da entidade estão desenvolvendo o sistema do Novo Banco de Vagas AHESP, iniciativa que imediatamente recebeu o apoio da ONA – Organização Nacional de Acreditação e do IQG – Instituto Qualisa de Gestão, para os primeiros meses.

A nova plataforma permitirá a interação direta entre empregadores e empregados, sem intermediação da AHESP, cujo objetivo é criar um canal exclusivo para o setor, armazenando ofertas de vagas e de profissionais, que possa ser uma referência para o mercado.


NACIONAL

Ministro da Saúde faz balanço de gestão para deputados

Em sessão conjunta das comissões de Seguridade Social e Família e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, no último dia 5 de abril, o ministro Ricardo Barros apresentou aos congressistas o resultado de seus 300 dias à frente da pasta.

Segundo ele, com mudanças significativas na gestão, já foi possível alcançar um total de R$ 2,9 bilhões em eficiência econômica para o Ministério da Saúde. O montante foi empregado garantindo a expansão e qualificação da assistência à população, com a habilitação de 126 UPAs que funcionam sem custeio federal, 340 novas ambulâncias para renovação da frota, aumento na oferta de mais medicamentos e 5.958 serviços de saúde contemplados em todo o Brasil.

Não farei campanha no governo pedindo mais dinheiro para o setor. Temos de trabalhar com os recursos que já possuímos”, declarou o ministro, justificando que é possível usar melhor 20% dos recursos do sistema de saúde, ou R$ 50 bilhões, com a informatização da gestão. Ele defendeu a deia de que a falta de recursos não é generalizada e que os governos têm de gastar melhor o que já têm.

Entras as medidas adotadas recentemente, entre janeiro e março deste ano, Ricardo Barros citou uma economia de R$ 940,5 milhões, com a redução de contratos de informática, mantendo o escopo dos projetos, revisão de convênios de contratação de profissionais e contratos administrativos e na negociação de contratos de medicamentos.

Minha prioridade no SUS é a informatização. Ter todas as informações disponíveis é fundamental para o uso eficiente dos recursos”, afirmou o ministro. Para ele, a conexão de dados permitirá avaliar o trabalho executado no Sistema Único de Saúde e melhorar a gestão da verba disponível para ações e serviços públicos de saúde, ou seja, a informatização possibilitará o pagamento de serviços efetivamente prestados, fiscalizando melhor a produtividade.

O uso da Telemedicina no atendimento à população também esteve entre os temas abordados por Barros. Ele explicou que a iniciativa permite que médicos da atenção básica busquem informações com especialistas, por meio do telefone ou videoconferências e evita  que o paciente necessite de uma nova consulta para o diagnóstico.


SAÚDE SUPLEMENTAR

ANS lança projeto “Sua Saúde” para estimular maior participação do paciente

Inspirada em ações desenvolvidas em outros países, a Agência Nacional de Saúde Suplementar está lançando o projeto Sua Saúde: Informe-se e Faça Boas Escolhas, para estimular uma maior participação do paciente nas decisões relacionadas à saúde, contribuindo, assim, para qualificar o cuidado e tornar o usuário mais consciente sobre suas necessidades.

Com a parceria de 17 instituições, incluindo médicas, acadêmicas e de apoio ao paciente, o projeto busca falar diretamente com o paciente, fornecendo informações relevantes e orientando sobre questões relacionadas ao cuidado e a tecnologias utilizadas no diagnóstico e tratamento de doenças.

O grupo coordenado pela ANS propõe um conjunto de informações, que está sendo disponibilizado em seu portal, e o primeiro tema é comunicação com o responsável pelo cuidado, que contempla orientações gerais para que o paciente realize uma boa consulta, com dicas que devem ser observadas antes, durante e depois do atendimento. Também são sugeridas perguntas essenciais que o paciente pode fazer ao responsável pelo cuidado em relação a procedimentos e exames.  

O projeto Sua Saúde é uma iniciativa que estimula uma participação mais proativa do paciente em relação à tomada de decisão em saúde, focando na informação de qualidade compartilhada com os outros responsáveis pelo cuidado”, explica Daniele Pinto da Silveira, especialista em regulação e assessoria técnica da Diretoria de Desenvolvimento Setorial.

Conheça detalhes do novo projeto Sua Saúde aqui.

Fonte: ANS


Gigante chinês se associa à Hapvida e quer a Intermédica

Fundada em Xangai em 1993, a Fosun é um conglomerado conhecido como a Berkshire Hathaway chinesa e está de olhos bem abertos para o mercado brasileiro. Depois de gastar, em 20 anos, mais de US$ 30 bilhões em aquisições pelo mundo, agora, quer fazer uma proposta pelo controle da Intermédica, que foi colocada à venda pelo fundo americano Bain Capital.

Para tanto, a Fosun – que tem aproximadamente US$ 60,75 bilhões em ativos e ações na bolsa de Hong Kong – se associou à Hapvida, gestora de hospitais e planos de saúde. Afinal, o relatório do conglomerado afirma o interesse particular manifestado pelo grupo em setores como saúde, aço, propriedades imobiliárias e recursos naturais.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), a Fosun ocupa a 47ª posição do ranking de gestão no Brasil. Por aqui, já é dona do Grupo Rio Bravo Investimentos, considerado líder no mercado de gestão de fundos imobiliários, atuando também em private equity, fundos de ações, créditos, infraestrutura, consultoria financeira e gestão de carteiras de múltiplas classes de ativos.

Fontes: Exame e Saúde Business


Segurança do Paciente: ANS e OPAS lançam edital para Laboratório de Inovação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e apoio do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), do Ministério da Saúde, lançou o edital para o Laboratório de Inovações e Reconhecimento de Boas Práticas sobre Segurança do Paciente na Saúde Suplementar Brasileira.

As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de maio e são destinadas a hospitais, maternidades, clínicas, consultórios e serviços de apoio à diagnose e terapia brasileiros e com atuação no Brasil, que sejam parte da rede credenciada ou conveniada de planos de saúde.

O tema da edição é “Mudanças Culturais para Segurança do Paciente” e o objetivo é identificar, reconhecer e dar visibilidade a iniciativas implementadas com base em evidências científicas e com resultados mensurados sobre a melhoria da qualidade na assistência e segurança do paciente.

Os trabalhos poderão ser inscritos em 4 categorias e o vencedor de cada uma delas será apresentado em seminário no segundo semestre deste ano. Todos os selecionados, entretanto, receberão certificado de reconhecimento e os finalistas serão divulgados nos sites das instituições participantes e em publicação da ANS e OPAS.

Leia mais sobre o assunto e acesse o edital aqui.

Fontes: Proqualis e ANS


SUS

Em SP, hospitais que atendem pelo SUS reduzem atendimentos e cirurgias.

Enquanto 3 milhões de pessoas perderam os planos de saúde e passaram a fazer parte dos 150 milhões de brasileiros atendidos pelo Sistema Único de Saúde, os hospitais não têm dinheiro para a demanda e a Santa Casa de São Paulo demite funcionários.

Além de ser a maior cidade do país, São Paulo recebe quase metade dos casos de alta complexidade de todos os estados e os hospitais já começaram a reduzir os atendimentos e as cirurgias. Até agora, por exemplo, não houve solução para cobrir os R$ 35 milhões a mais que o Hospital São Paulo gastava por ano para atender tanta gente. O jeito foi cancelar cirurgias e exames.

Em crise financeira e com problema de gestão desde 2013, a Santa Casa demitiu mais 1,3 mil funcionários, desativou leitos e cancelou cirurgias que não são urgentes. Especializado em câncer, o Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho também reflete a crise, uma vez que atende mil pacientes por mês e recebe só por 300. Com isso, já avisou que o número de cirurgias cairá pela metade.

O dinheiro SUS é um dinheiro combinado com estado, município e governo federal. É uma coisa que precisa ser ajustada antes de acontecer”, declarou o Wilson Pollara, secretário municipal de Saúde. Ao Jornal Nacional, ele disse defender a criação de uma câmara de compensação já que 44% dos casos de alta complexidade do país são atendidos pelo estado de São Paulo, para que o paciente que vier de fora traga o recurso com ele. Até lá, disse que vale o teto de gastos de cada hospital.

A crise que acontece em São Paulo passa pela desorganização do sistema, pela falta de recursos e tem reflexo no Brasil inteiro. Acompanhe a matéria na íntegra, clicando aqui.


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