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DESTAQUE

AHESP lança plataforma exclusiva para o Setor Saúde

Em meio à crise, o número de desempregados já ultrapassou a marca de 14 milhões de brasileiros. Por outro lado, estudos demonstram que a área de Saúde continua abrindo vagas, contratando e a Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo quer dar sua contribuição.

Nesse sentido, no último dia 17, lançou uma vitrine profissional exclusiva para o setor Saúde e para o Estado de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa que pretende se tornar referência e que coloca empresas e profissionais diretamente em contato, sem a intermediação da entidade. E, para que se fortaleça mais e mais a cada dia, convida os estabelecimentos de saúde de todo o estado a cadastrarem suas vagas abertas e, também, os profissionais a disponibilizarem seus currículos e se candidatarem a oportunidades nas áreas administrativas, operacionais, técnicas etc.

Participar do Novo Banco de Vagas AHESP é fácil e gratuito!

Empresas
  1. Acesse a respectiva opção, ÁREA PARA EMPRESAS
  2. Na página seguinte, clique em CADASTRE-SE e preencha os dados de seu estabelecimento e da pessoa responsável por inserir/remover vagas. Atenção, pois só é possível cadastrar um responsável por CNPJ.
  3. Feito o cadastro, será fornecido um LOGIN para seus acessos (inserção e remoção de vagas, atualizações, acesso aos dados daqueles que se candidataram a sua vaga, buscar currículos etc.).
  4. Toda vez que um profissional se candidatar à vaga ofertada por seu estabelecimento, você receberá um e-mail.
Obs.: Sugerimos que registre login e senha para acessos futuros e, caso seja necessário mudar o responsável cadastrado, basta enviar um e-mail para comunicacao@ahesp.com.br, solicitando a troca de usuário e senha.

Candidatos
  1. Acesse a respectiva opção, ÁREA PARA CANDIDATOS
  2. Na página seguinte, clique em CADASTRE-SE e preencha seus dados.
  3. Feito o cadastro, será fornecido um LOGIN para seus acessos (inserção e remoção de currículo, atualizações, acesso às vagas anunciadas, oportunidade de candidatar-se àquelas que forem de seu interesse etc.).
  4. Você será responsável pela gestão de seu currículo e por sua candidatura às vagas de interesse, contato este que será direto entre você e a empresa, sem intermediação da AHESP.
  5. Seu currículo poderá ser removido do Banco de Vagas dentro de seis meses, sempre contando a partir da última atualização.
Obs.: Caso esteja empregado ou queira remover seu currículo antes desse prazo, caberá a você acessar a plataforma e exclui-lo.

 

Acesse www.ahesp.com.br/bancos agora mesmo e cadastre-se!


EM PAUTA

FBH e AHESP marcam presença na Hospitalar Feira + Fórum

Na última semana, de 16 a 20 de maio, o Expo Center Norte sediou novamente o principal evento da área de Saúde das Américas: a Hospitalar Feira + Fórum que, além de milhares de visitantes, recebeu importantes palestrantes e expositores nacionais e internacionais.

A Federação Brasileira de Hospitais ampliou sua atuação nesta 24ª edição. Além de receber os visitantes em seu estande, durante os quatro dias da feira, a FBH esteve representada na abertura oficial do evento, no dia 16, ao lado dos presidentes de várias entidades. No segundo dia, líderes da entidade e de suas federadas participaram da roda de entrevistas do Grupo Mídia e, à tarde, promoveram o Momento FBH, no Lounge da Presidência da Hospitalar.

Na oportunidade, cinco décadas da história da saúde foram retratadas em sessão de cinema para convidados, quando a Federação apresentou suas ações e estratégias para 2017 e 2018, lançou a 3ª edição do Prêmio Synapsis de Jornalismo e a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais, que será realizada em Goiás, no ano que vem.

O secretário-geral Adelvânio Morato, esteve representando o presidente Luiz Aramicy, que estava em viagem internacional. Da mesma forma, a AHESP foi representada durante o evento pelo conselheiro Ivo Garcia do Nascimento e pelo diretor executivo, Maurity Gonçalves de Freitas, aproveitando a ocasião para lançar seu Novo Banco de Vagas, plataforma exclusiva para o setor saúde.

O Momento FBH foi prestigiado por Jean-François Quentim, da UBM, Waleska Santos e Mônica Araújo, da Hospitalar, e outras lideranças do setor. Veja um trecho do discurso do Dr. Morato, clicando aqui

Encerrando com chave de ouro a participação e parceria em mais uma edição, na noite do dia 18, no Clube Sírio, a FBH foi destaque na 5ª edição do prêmio “100 Mais Influentes da Saúde 2017”, considerado o Oscar da Saúde. Cerca de 800 convidados prestigiaram os líderes premiados. Entre eles, na categoria “Referência”, o presidente Luiz Aramicy Pinto que, como dito anteriormente, esteve representado por Adelvânio Morato.


É NOTÍCIA

Hemodinâmica – Certificação de Excelência validada pela ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar valida a excelência da qualidade dos Serviços de Hemodinâmica certificados pelo programa IQG/SBHCI.

A partir de agora, todos os serviços certificados por distinção IQG farão parte da listagem das Instituições de Saúde de Excelência e participarão do Fator Qualidade da ANS.  Por enquanto, os serviços certificados são:

É a ANS focando na melhoria da qualidade assistencial do prestador de serviço. Estamos muito orgulhosos por ver os esforços de 11 anos da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e do IQG reconhecidos”, diz a nota assinada pelas duas entidades.

Para conhecer o programa, seu manual e sua metodologia, clique aqui

Fonte: IQG


Em junho, Hospital Santa Cruz promove 1º Seminário de Cooperação Científica Brasil-Japão.

O Hospital Santa Cruz (HSC), a Universidade de Tsukuba (UT), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e a Japan Society for Promotion of Science (JSPS) promovem em 9 de junho, em São Paulo, o “1º Seminário de Cooperação Científica Brasil-Japão”. O Seminário será realizado na Sala da Congregação da FMUSP, das 13h às 18h30, seguido de coquetel, e tem por objetivo ampliar a troca de conhecimento na área de saúde.

Foto: Nikkeyweb

Em setembro de 2016, o Hospital Santa Cruz firmou acordo com a Universidade de Tsukuba, que possibilita o intercâmbio de médicos de diversas áreas para desenvolver projetos conjuntos de pesquisa, trazendo avanços significativos para a medicina e melhorando a qualidade de atendimento da população.

Esta troca de conhecimento é essencial. A Universidade de Tsukuba tem avançado em suas pesquisas científicas e dividir essas experiências conosco nos trouxe vitalidade para fortalecer o Centro de Pesquisa, Ensino e Cultura (CEPEC) da nossa instituição”, afirma o presidente do Hospital Santa Cruz, Renato Ishikawa.

O Seminário de Cooperação Científica Brasil-Japão terá foco nas arboviroses nos dois países, a terapia por prótons realizada no Japão e os avanços da neurocirurgia no Brasil. O evento também contará com a palestra do presidente da Universidade de Tsukuba, Dr. Kyosuke Nagata, que irá abordar como o Japão trabalha o controle de doenças virais, além dos painéis do Prof. Titular do Departamento de Neurologia da FMUSP, Manoel Jacobsen Teixeira, e do Prof. Titular em Doenças Infecciosas e Parasitárias e Presidente da Comissão de Relações Internacionais da FMUSP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado. Além de contar com a introdução do Prof. Dr. da Faculdade de Direito da USP, Presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Santa Cruz e Conselheiro do JSPS, Masato Ninomiya, que abrirá o evento, contextualizando as relações internacionais entre o Brasil e o Japão.

Outro destaque será a apresentação do Dr. Akira Matsumura, vice-presidente da Universidade de Tsukuba, que trará uma visão geral das terapias de partículas carregadas (prototerapia e terapia de captura de nêutrons por boro) no tratamento de distúrbios neurológicos e não neurológicos. Por meio de diversos testes clínicos realizados ao longo de 17 anos, foram obtidos resultados promissores que mostraram que a prototerapia preserva os tecidos saudáveis, ao contrário da radioterapia convencional. Os principais alvos do estudo foram os cânceres de fígado, esôfago, pulmão e também os infantis. Já a terapia de captura de nêutrons por boro foi utilizada em um estudo em que o principal alvo era o gliobastoma, um tumor cerebral maligno. Novamente, os testes revelaram bons resultados, aumentando o tempo médio de vida para 25 meses, ao contrário dos 11 meses que a terapia convencional pode oferecer.

* As vagas são gratuitas e as inscrições devem ser feitas pelo telefone (11) 5080.2057 ou pelo e-mail rsvp@hospitalsantacruz.com.br

Saiba mais, clicando aqui

Fonte: Assessoria Hospital Santa Cruz/a4&holofote


Hospital Santa Joana desenvolve primeira UTI Neonatal Neurológica

A asfixia perinatal, popularmente conhecida como falta de oxigenação em momentos próximos ou durante o parto, é a principal causa de lesões neurológicas em recém-nascidos a termo e prematuros tardios. Apresenta incidência de dois a seis bebês a cada mil nascidos vivos, sendo que, no Brasil, estima-se o nascimento de cerca de 10 a 15 mil bebês com essa patologia ao ano. Visando minimizar cada vez mais as possíveis lesões causadas por enfermidades nos recém-nascidos, o Hospital e Maternidade Santa Joana desenvolveu a primeira UTI específica para cuidar de bebês com riscos de lesões neurológicas. O objetivo da nova UTI compreende em criar um ambiente apropriado para otimizar o desenvolvimento neurológico dos recém-nascidos.

A UTI Neonatal Neurológica do Santa Joana tem como base de atuação quatro pilares: monitoração cerebral, avaliação neurológica, neuroimagem e neuroproteção. O primeiro pilar consiste na monitorização cerebral, que pode ser realizada a beira do leito de forma contínua por meio de metodologia denominada monitorização neurofisiológica contínua video aEEG/EEG. O método avalia a função cerebral e auxilia na detecção de crises epilépticas através da análise da atividade elétrica, avaliada 24 horas por dia in loco e à distância, por equipe de profissionais com expertise na técnica. O Santa Joana foi o primeiro serviço privado a implantar esta metodologia. Faz também parte do monitoramento cerebral a frequente realização de polissonografias que completam a avaliação.

O segundo pilar conta com equipe treinada para avaliação neurológica, além de acompanhamento intensivo de neurologistas. O terceiro pilar consiste em um rápido acesso aos diversos exames de imagem, como ultrassom de crânio a beira do leito, tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio. O quarto pilar é alcançado por meio de estratégias de neuroproteção, tal como a montagem de leito específico para a realização da hipotermia terapêutica (terapia padrão para bebês com asfixia perinatal), que reduz a mortalidade e a chance de evoluir com sequelas neurológicas. 

Fonte: Assessoria Hospital Santa Joana/Máquina


ARTIGO

A importância da comunicação para o sucesso da transição no cuidado do paciente

Um dos maiores desafios humanos é a adequada comunicação interpessoal. Essa questão se torna crítica na área de saúde, quando necessitamos assegurar a assistência de maneira efetiva, especialmente nos processos de transição do cuidado profissional oferecido ao paciente. Ao assisti-lo, há a necessidade de identificar a melhor terapia no intuito de oferecer resultados favoráveis, dentro das perspectivas possíveis para o tratamento do indivíduo, que objetive a melhoria da saúde.

Para o planejamento terapêutico, que deve ocorrer desde o primeiro contato até a alta, é fundamental que o mesmo seja realizado observando as práticas baseadas em evidências para o tratamento, do cuidado até a reabilitação, tendo em vista que as instituições de saúde são dinâmicas, possuem diferentes unidades de negócio e uma diversidade de clientes, o que gera possibilidades de ocorrência de falhas ou até mesmo evento adverso.

Para garantir qualidade e segurança no atendimento ao paciente, o cuidado centrado no indivíduo deve ser prioridade, fortalecendo o processo de cuidar, assegurado pela boa comunicação interprofissional e, também, a adequada comunicação com o paciente.

A prestação de atenção integral dos serviços oferecidos aos pacientes é fundamental para prevenir problemas, possibilitando encontrar melhores soluções às enfermidades já observadas. Estabelecer diálogo com o paciente e seus familiares ou responsáveis contribui para ajustar o planejamento terapêutico as suas necessidades, respeitar as crenças e cultura do paciente e atender as expectativas das partes.

Na coordenação da transferência do cuidado também é necessário o envolvimento dos profissionais, dos pacientes e seus familiares ou responsáveis, sendo fundamental o adequado entendimento entre as partes frente ao processo terapêutico, monitorando constantemente sua efetividade, incentivando a promoção da saúde e o acompanhamento da transição interprofissional do cuidado realizado. O paciente, os familiares ou responsáveis e os profissionais envolvidos na transição do cuidado devem interagir de maneira que a comunicação e a informação sejam seguras a todos.

Desta forma, é possível diminuir as ocorrências mais prevalentes relacionadas com a transferência interprofissional do cuidado: erros de medicação, a prática não segura e a não avaliação na realização da reconciliação. Também observamos a ausência do planejamento na admissão do paciente, fazendo ocorrer aumento nos dias de internação e, consequentemente, onerando ainda mais os custos do cuidado de saúde. Esse é um cenário mundial.

Sistematizar a informação por meio de protocolo contribui com o processo de transferência do cuidado, assim como é fundamental, nesta etapa, investir em sistemas informatizados robustos para agregar informações, contribuindo com alertas para garantir que todas as fases sejam realizadas, disponibilizando, por exemplo, dados referentes à medicação, permitindo seu monitoramento e até a melhoria do planejamento. Segundo a metodologia Joint Commission International (JCI), planejar e projetar processos de gestão de informações para atender as necessidades de informações internas e externas permite gestão segura e eficaz.

O implemento efetivo do processo de transição do cuidado de forma sistematizada contribui para a sua continuidade, evitando omissão, erros ou duplicidade nas informações das recomendações do tratamento.

As diferenças étnicas, culturais, idiomáticas ou religiosas também podem influenciar na transição do cuidado, tornando o processo vulnerável se não houver a busca do entendimento com a quebra dessas barreiras, o que facilitará o processo de acesso e recebimento de cuidados, conforme o manual de padrões da Joint Commission International.

Portanto, o fortalecimento da comunicação interpessoal – profissionais, pacientes ou familiares – e o fluxo de informações informatizadas do processo são primordiais para uma gestão segura na transferência do cuidado.

Nilsa M. A Yamanaka
Enfermeira

A Autora é enfermeira pela Escola de Enfermagem da USP - Ribeirão Preto, licenciada em Enfermagem pela Faculdade de Educação da USP; possui especialização em Administração em Saúde pela FGV-SP e MBA em Gestão e Tecnologia da Qualidade POLI-USP. É educadora para Serviçosde Educação para a Melhoria da Qualidade e Segurança Assistencial de Instituições de Saúde do Consórcio Brasileiro de Educação, associado brasileiro da Joint Commission International.


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