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DESTAQUE

A representatividade do setor Saúde na força de trabalho brasileira

Em meio à crise que assola o Brasil, é comum a sensação de espera, expectativa, cautela, em praticamente todos os setores da economia. A insegurança parece ter dominado o cenário nacional! Por outro lado, basta dedicar um tempo na observação de análises e levantamentos de dados produzidos por especialistas para verificar qual o movimento atual do mercado.

Mesmo com números assustadores em vários aspectos, é muito bom constatar que o segmento de Saúde tem apresentado também dados positivos, seja no desenvolvimento de novas tecnologias e na descoberta de novas drogas, seja no tocante à força de trabalho.

No último dia 7 de junho, o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar lançou um novo boletim mensal: o Relatório de Emprego na Cadeia de Saúde Suplementar. A nova publicação aponta que o total de trabalhadores com carteira assinada empregados no setor – que engloba fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos; prestadores de serviços de saúde; operadoras e seguradoras de planos de saúde – cresceu 1,4% nos 12 meses encerrados em abril, comportamento analisado como contrário ao do mercado, que recuou 2,8% no período.

De acordo com análise do IESS, o resultado do boletim mostra claramente que a cadeia de saúde suplementar é mais estável e resiliente à crise econômica brasileira do que o conjunto da economia do País. No total, o setor emprega 3,4 milhões de pessoas, ou seja, 7,9% da força de trabalho no Brasil.

Para deixar mais clara a relação entre os empregos gerados pelo segmento e o conjunto da economia nacional, o Instituto criou também um indicador de base 100, tendo como ponto de partida o ano de 2009 e informa: “Em abril de 2017, o índice para o estoque de empregos do mercado nacional é de 108, enquanto o da cadeia da saúde suplementar é de 134. Importante notar que, desde o segundo semestre de 2014, o indicador geral tem apresentado queda nos demais setores da economia e o saldo da cadeia produtiva atrelada à saúde suplementar continuou crescendo”.

O IESS destaca outra análise importante, inclusive para a sustentabilidade do setor, que é o fato de mais de 2,6 milhões de beneficiários terem saído dos planos de saúde entre setembro de 2014 e abril de 2017 e, mesmo assim, o setor ter continuado contratando devido, entre outros fatores, ao aumento da utilização dos serviços médicos no período.

Vale lembrar que, visando colaborar com a aproximação de profissionais e contratantes, a AHESP também lançou recentemente seu novo Banco de Vagas, que é exclusivo para o setor Saúde e no qual o cadastramento de vagas e currículos é inteiramente gratuito.

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SAÚDE SUPLEMENTAR

Aberta Consulta Pública para revisão do Rol de Cobertura dos Planos de Saúde

Após 15 reuniões do Grupo Técnico realizadas entre novembro de 2016 e março de 2017, a Agência Nacional de Saúde Suplementar abriu, na última terça, dia 27 de junho, a consulta pública para atualizar a cobertura mínima obrigatória que os planos de saúde devem oferecer aos seus beneficiários e receberá contribuições até o dia 26 de julho.

Depois de discutir 171 solicitações de alteração do Rol, número 500% maior do que no ano passado, a proposta em consulta prevê a incorporação de 15 novos procedimentos, como exames para diagnóstico de fibrose hepática e para análise das artérias dos membros inferiores e superiores, e contempla alterações de diretrizes de utilização já existentes, como, por exemplo, a inclusão de medicamentos antineoplásicos orais para tratamento de seis tipos de câncer. Clique aqui e veja a relação completa das propostas.

A revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde faz parte de um processo contínuo e periódico da agência reguladora para garantir acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças, através de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos de segurança e eficiência comprovados.

De acordo com a ANS, a Consulta Pública nº 61 é uma oportunidade para que toda sociedade colabore com o aprimoramento das regras de cobertura assistencial para o Rol de Procedimentos 2018, que entrará em vigor no início do ano que vem. Depois, a versão final da norma de atualização será encaminhada à Diretoria Colegiada, que é a instância responsável pela deliberação.

As contribuições são aceitas exclusivamente através de formulário eletrônico que pode ser acessado aqui, onde também estão disponíveis todos os documentos referentes a esta consulta.


É NOTÍCIA - SUS

Compras de medicamentos devem ser registradas em banco de preços

Todas as compras de medicamentos realizadas no país para o abastecimento do SUS terão seus preços registrados no Banco de Preços em Saúde (BPS). A medida vale para o Ministério da Saúde, estados, municípios e o Distrito Federal que, agora, passam a alimentar de forma obrigatória o sistema. Até então, a adesão era voluntária.

Segundo o Ministério da Saúde, a ferramenta é gratuita e de acesso aberto, de forma a dar mais transparência ao uso dos recursos públicos e aos preços dos medicamentos praticados no país. “O banco vai proporcionar o aumento da concorrência e maior condições para a negociação de preços junto aos fornecedores e fabricantes, gerando economia para o sistema de saúde”, informou em nota.

Os dados poderão ser consultados de forma regionalizada, por modalidade de compra, tipo de compra, faixa de quantidades adquiridas, por fabricantes e fornecedores, dentre outras possibilidades de pesquisa.

Atualmente, o banco tem 4.808 medicamentos disponíveis para cadastro de compras e consultas e é alimentado por 24 estados e 580 municípios, além da União. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde apontou que, até novembro de 2016, 73% dos participantes conseguiram reduzir os preços nas licitações ou compras diretas e, gradualmente, outros produtos, além de medicamentos, terão seu registro obrigatório na ferramenta online.

“Com a operação, o gestor público vai poder economizar bastante. Os prefeitos que utilizam já nos dão relato que conseguem economizar na hora de orçar as compras, já que um gestor pode até cancelar uma compra se verificar que outra prefeitura comprou o mesmo produto por um preço menor ou negociar com o fornecedor”, disse o ministro Ricardo Barros para o jornal Valor.

Fonte: Agência Brasil e Valor Econômico


Tabela SUS: ministério estuda nova forma de financiamento

Proposta pelo deputado Sergio Vidigal (PDT-ES), a audiência pública sobre a Tabela do SUS foi realizada no último dia 20, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e contou com as participações de Edson Rogatti, presidente da CMB; Mauro Junqueira, presidente do Conasems; Donizetti Giamberardino Filho, representante do CFM e Leandro Panitz, do Derac, representando o Ministério da Saúde, entre outros.

Além de apresentar dados dos valores médios dos procedimentos médico-hospitalares e o que é pago pelo SUS, a partir de pesquisa feita pela Planisa nos hospitais de São Paulo, Rogatti disse que eles mostram que hospitais e profissionais são mal remunerados, que a defasagem é muito grande. “Se recebêssemos pelo menos o reajuste da inflação, os hospitais não estariam nessa situação”, afirmou.

Mauro Junqueira disse que alguns procedimentos da tabela que remunera os serviços públicos de saúde estão sem reajuste há 20 anos. Ele ressaltou que os governos criaram incentivos para poder complementar os recursos do SUS, mas, o que era para ser paliativo e temporário, já representa 40% da composição dos recursos da Média e Alta Complexidade (MAC), por exemplo. “Mesmo que a Tabela tivesse um aumento de 100%, o aporte não representaria muita diferença para profissionais e hospitais e ainda seria inviável para o orçamento do Ministério da Saúde.”

De acordo com o representante do Ministério da Saúde, a pasta está estudando formas de mudar o modelo de remuneração. “Trabalhamos com uma tabela em que cada item leva um valor, mas não leva em conta outras coisas, como o diagnóstico. Dessa forma, sabe-se que, por mais que tenha reajustes, não se dá conta do financiamento”, disse Leandro Panitz, complementando que os gestores tentam corrigir as deficiências da tabela com incentivos, mas essa medida tem representado um percentual maior a cada ano.

Por fim, Panitz disse que o Fator de Correção é, atualmente, através de incentivos para manter serviços em suas particularidades, mas deveria ser uma solução temporária e, por isso, o Ministério estuda uma forma diferenciada de financiamento.

Fonte: Portal Hospitais Brasil


Comissão aprova aplicação no SUS de recursos devolvidos de práticas ilícitas

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou projeto do deputado Beto Rosado (PP-RN), que cria uma conta no Sistema Único de Saúde para receber recursos provenientes de condenações e devolução de dinheiro público desviado por agentes públicos, o PL 2760/15.


Deputada Conceição Sampaio, relatora.

A proposta acrescenta a previsão na Lei de Improbidade Administrativa e exige que os recursos sejam utilizados exclusivamente para investimentos na saúde pública. Já a relatora, deputada Conceição Sampaio (PP-AM), em seu parecer, acrescentou que esses recursos sejam adicionados aos orçamentos gerais do ente afetado pelo desvio.

Pelo texto, a sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens em favor do ente federativo lesado através de depósito em uma conta específica vinculada ao SUS.

O projeto determina que a conta seja administrada por um conselho curador do qual farão parte membros de carreira do Ministério da Saúde, do Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e Magistratura Federal.

Tramitando conclusivamente, o projeto será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição, Justiça e Cidadania.

Veja a íntegra da proposta aqui.

Fonte: Agência Câmara Notícias


SERVIÇOS

5 dicas para enfrentar os desafios da limpeza em hospitais

A limpeza dos hospitais, regulamentada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é considerada, por sua especificidade, uma das mais críticas e que requer grau elevado de especialização.

Com o objetivo de ajudar a garantir a segurança e a saúde de funcionários e pacientes, além de prevenir doenças e manter os locais em perfeito estado, a Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional) preparou uma lista com algumas dicas para higienização hospitalar, que deve ser realizada com equipamentos e produtos químicos adequados e por profissionais preparados para atuar nesses ambientes.

Para saber mais sobre as novidades do setor, que tal se programar para os eventos que a Abralimp promoverá em agosto?

25ª Higiexpo – Feira de Produtos e Serviços para Higiene, Limpeza e Conservação Ambiental

26º Congresso Internacional do Mercado de Limpeza Profissional

8, 9 e 10 de agosto de 2017 – 13 às 20 horas – Expo Center Norte, Pavilhão Amarelo

Entrada gratuita, inscrições abertas – www.higiexpo.com.br e www.higicon.com.br


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