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ARTIGO

A carreira médica no atual cenário brasileiro

Embora não seja o único, o setor Saúde é bastante dinâmico e, no Brasil, tem passado por muitas mudanças nos últimos anos, que são decorrentes não só de questões políticas e econômicas, como também da globalização, do acesso à informação, do avanço das tecnologias e, ainda, do envelhecimento populacional.

Como resultado dessas transformações, surgiram novas demandas para a medicina e, consequentemente, a exigência de adaptação a um novo perfil profissional na Saúde, para atender pacientes que também apresentam um novo perfil.

No entanto, como uma das profissões mais tradicionais do mundo, o médico continua sendo identificado como responsável por cuidar da integridade das pessoas, como aquele que pode melhorar e salvaguardar a saúde, que é o bem mais precioso de todos nós. Mas, no cenário atual, em que a medicina deixou de ser somente uma área técnica para ser também relacional, o médico deve se preocupar com o paciente e não apenas com a doença.

Um dos principais fatores para o sucesso na carreira é o estudo, aliás, muito estudo! Afinal, novos diagnósticos e tratamentos são desafios perenes, especialização é cada vez mais um diferencial e é muito importante que o profissional médico tenha a confiança das pessoas, de seus pacientes que, a cada dia, estão mais bem informados e querendo soluções imediatas, o que em Medicina nem sempre é possível ou viável.

No ambiente hospitalar, por exemplo, os médicos são organizados por suas especialidades, titularidade, conhecimento e idade, fatores que criam uma hierarquia dentro da instituição. Os protocolos médicos auxiliam no gerenciamento para que sejam cumpridos os tratamentos propostos.

Por fim, no Brasil de hoje, o médico enfrenta vários desafios. Entre os principais, destacam-se a sobrecarga de alguns profissionais e a baixa remuneração. Mesmo com o número crescente de escolas médicas – sem entrar no mérito da formação oferecida –, temos carência de médicos em muitas regiões, sobrecarregando os poucos profissionais lá existentes. Por outro lado, a remuneração da categoria piorou muito, ao longo do tempo, e deve ser recuperada.



Eduardo Oliveira
Presidente da AHESP
Vice-presidente da FBH


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EM PAUTA

Segurança do Paciente: confira avaliação dos hospitais divulgada pela Anvisa

O Relatório da Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde traz as informações prestadas por 782 hospitais no Brasil sobre o seu nível de adesão às práticas de segurança e adequação aos critérios do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). O documento é um retrato de como parte dos hospitais brasileiros estão cuidando da segurança do paciente. 

Foto: Ascom/Anvisa

O relatório foi elaborado a partir da autoavaliação feita pelos próprios hospitais, de forma voluntária, e encaminhada para a Anvisa. De todas as unidades da federação, o Distrito Federal foi o local onde os hospitais tiveram maior adesão, com 100% dos serviços participando da pesquisa. Em seguida, vieram Santa Catarina, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Goiás, todos com mais de 60% dos hospitais participantes. O relatório considera apenas os serviços de saúde que dispõem de UTI adulto.

Na outra ponta, os estados em que os hospitais tiveram menor adesão à pesquisa foram São Paulo, Paraíba, Tocantins, Alagoas e Roraima, neste último, nenhum serviço enviou sua autoavaliação. O documento considera o número de estabelecimentos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde. 

Hospitais com grande adequação à segurança do paciente 

O relatório também traz a lista de hospitais com alto nível de adesão às práticas de segurança. Como a avaliação não é obrigatória, a lista traz apenas os hospitais que participaram da pesquisa e que demonstraram alta adesão a essas práticas. 

Dos 782 serviços de saúde avaliados, 301 foram classificados como de alta adesão, ou seja, com 67% ou mais de adesão aos critérios avaliados. Esse número, no entanto, pode ser maior, já que nove estados não encaminharam a lista dos hospitais com alto nível de adesão, dentro do prazo estipulado, por diferentes motivos.

Acesse a Lista completa dos Hospitais com leitos de UTI adulto que apresentaram alta adesão às práticas de Segurança do Paciente em 2016.

Principais resultados 

Quais são os critérios avaliados? 

O formulário traz 11 questões objetivas (sim/não) referentes à estrutura do serviço e quatro questões sobre indicadores de processos relacionados com a segurança do paciente, totalizando os 15 critérios baseados nas Ações de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde, instituídas pela resolução RDC 36/2013. 

Veja alguns exemplos de critérios avaliados 

Como é feito o relatório? 

Os formulários de autoavaliação foram preenchidos pelos Núcleos de Segurança do Paciente de cada serviço de saúde e conferidos pelas Coordenações Estaduais/Distrital dos Núcleos de Segurança do Paciente (Vigilâncias Sanitárias dos estados e do DF). 

O formulário foi disponibilizado em maio de 2016 e ficou disponível até 31 de agosto de 2016. 

Ao todo, foram recebidos 865 formulários, mas o relatório considerou apenas os 782 serviços com UTI adulto, alvos da avaliação. 

Este processo de avaliação será realizado anualmente pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), seguindo o que está previsto no Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde - Monitoramento e Investigação de Eventos Adversos e Avaliação de Práticas de Segurança do Paciente. 

Participe do 2º ciclo de avaliação

Já está aberto o prazo para que os hospitais participem do segundo ciclo de Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde.

Como participar

A avaliação deve ser preenchia pelos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP) dos serviços de saúde com leitos de UTI, seja adulta, pediátrica ou neonatal.

Os formulários são eletrônicos e o envio é automático.

Para participar, hospitais de São Paulo devem acessar o link formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=32587 e preencher o formulário. O prazo de envio vai até 31 de agosto.

Você também pode acessar os formulários nesta página: Segurança do Paciente.


SAÚDE SUPLEMENTAR

Prestadores dizem que são prejudicados pela má remuneração de planos de saúde

Representantes de médicos e hospitais privados disseram que são prejudicados pela má remuneração das operadoras de planos de saúde. Eles participaram de audiência pública na Comissão Especial sobre Planos de Saúde no último dia 4. O colegiado analisa o Projeto de Lei 7419/06 e mais 140 propostas apensadas que alteram a Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/98) e que tramitam em regime de urgência na Câmara.

O relator da comissão, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), informou que o substitutivo às propostas será apresentado em meados de agosto e não mais antes do recesso parlamentar, como inicialmente previsto.

Solicitei ao presidente um pouco mais de paciência da Casa, para ouvirmos segmentos da sociedade organizada”, afirmou. A ideia é realizar pelo menos mais três audiências públicas antes da apresentação do relatório.

Marinho acredita que há um conflito instalado na sociedade nessa área, já que os interesses dos beneficiários, dos prestadores do serviço e das operadoras de planos de saúde são díspares. “E é nossa responsabilidade tentar conciliá-los”, acrescentou. Hoje, o número de pessoas com planos de saúde no Brasil chega a 47 milhões.

Desequilíbrio

O representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), Salomão Rodrigues Filho, foi um dos que apontou desequilíbrio na correlação de forças atual entre prestadores de serviço e operadoras de planos de saúde.

Hoje o prestador é mal remunerado dentro do sistema. É necessária boa remuneração para o prestador”, reforçou. Segundo ele, a lucratividade das operadoras é bem elevada, acima de 10%. Em sua opinião, não devem ser instituídas novas formas de remuneração, mas devem ser adotadas as já previstas na Lei 13.003/14, que modificou a Lei 9.656/98. Entre outros pontos, a lei de 2014 define que o contrato entre médico e operadora tenha cláusulas sobre o reajuste anual dos procedimentos. Se o reajuste não for definido até o final de março, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deverá estabelecer o valor.

2º da direita, presidente da AHESP foi um dos convidados da audiência do dia 7 de junho.

Lucro de 4%

O presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Leandro Fonseca, disse que o lucro médio do setor é 4%, mesmo que o de algumas empresas seja maior. De acordo com ele, a cada R$ 100 que o consumidor paga de plano de saúde, R$ 85 são para despesas assistenciais e o restante é de gastos administrativos e lucro.

O deputado Odorico Monteiro (PSB-CE), que pediu a audiência, afirmou que o Estado banca, por meio da renúncia fiscal, o sistema privado de saúde, deslocando dinheiro que seria do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, há um subfinanciamento do sistema público.

Sem contraponto

Odorico lamentou a ausência de representante da entidade Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, que, na visão dele, poderia fazer contraponto à visão dos médicos e hospitais.

O relator Rogério Marinho também criticou a ausência do debatedor, assim como de representante da Confederação Nacional das Santas Casas, que também foi convidado para a reunião e não compareceu. Segundo ele, representantes da sociedade não debatem as propostas no momento de sua reformulação, mas querem modificá-las durante ou após a votação.

Participação da AHESP

Na audiência anterior, realizada no dia 7 de junho, o presidente da AHESP, Eduardo de Oliveira, esteve entre os convidados, representando também a FBH, onde é vice-presidente. Naquela ocasião, foram debatidos os posicionamentos e visões das lideranças do setor sobre o “plano popular”.

Trata-se de uma proposta preparada por representantes de empresas de saúde, associações médicas e de seguro, encaminhada pelo Ministério da Saúde à ANS. As sugestões permitem regras mais flexíveis para aumento de mensalidades, não contemplam o acesso a procedimentos mais complexos e ampliam o prazo para que operadoras providenciem o atendimento a seus beneficiários.

De acordo com o presidente da AHESP, o momento é de dar apoio a esta iniciativa. “Entendo que a ideia dos planos populares é boa para o SUS, uma vez que haveria  uma diminuição muito grande no volume de prestação que tem. Com certeza, seria melhor também para os prestadores de serviço, especialmente a classe médica, que prefere atender um cidadão com convênio popular do que submeter-se aos valores que o SUS pratica hoje e estão muito distantes do razoável”, avaliou o Dr. Eduardo.

Fontes: Agência Câmara e FBH


FBH

Vem aí mais uma edição do Prêmio Synapsis de Jornalismo

A Federação Brasileira de Hospitais e suas Federadas – com o patrocínio da Hapvida, em parceria com a Feira e Fórum Hospitalar e com o apoio da CNS, Grupo Mídia, FBAH, ComSaude, Sucesso Médico e HospitalMed –  lançam a 3ª edição do Prêmio Synapsis FBH de Jornalismo 2017.

O propósito da premiação é reconhecer, valorizar e difundir trabalhos inéditos que apontem, de maneira propositiva, soluções, referências e reflexões que possam ser aplicadas, debatidas e apresentadas para a melhoria da condição do sistema de Saúde no país.

A 1ª edição do Prêmio Synapsis FBH de Jornalismo foi realizada em 2015, em Brasília, e reconheceu quatro jornalistas, um em cada categoria: Impresso, Internet, Rádio e TV. Desde então, tem sido reconhecido por toda a imprensa e entidades representativas do setor hospitalar brasileiro.

Em 2016, a 2ª edição premiou mais quatro jornalistas e contou com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros, além de deputados, senadores, líderes do setor, parceiros institucionais e jornalistas. Veja o depoimento do presidente da AHESP, Dr. Eduardo Oliveira, durante a edição do ano passado, no vídeo que ilustra esta matéria.

A 3ª edição do Prêmio Synapsis FBH de Jornalismo 2017 já tem data marcada e as inscrições já estão abertas. Mais uma vez, podem ser inscritas matérias, artigos e reportagens para as quatro categorias da premiação e, como nas edições anteriores, cada vencedor receberá o valor total de R$ 10.000,00 (dez mil reais).

A cerimônia do Prêmio Synapsis FBH de Jornalismo 2017 acontecerá no dia 07 de novembro, às 19h30, no Espaço Unique, em Brasília-DF e as inscrições poderão ser feitas até 30 de setembro, pelo site www.fbh.com.br/premio

Mais informações: premiosynapsis@fbh.com.br


EVENTO

Vem aí o 10º Encontro Paulista de Fundações e o Prêmio Pedro Kassab 2017

A Associação Paulista de Fundações – APF promoverá, no dia 29 de agosto, o “10º Encontro Paulista de Fundações”, evento para debater o tema: “Ética e Integridade para um novo Brasil – Compliance: Como enfrentar os riscos do ambiente regulatório e contribuir para a criação de novas práticas institucionais no País”.

O objetivo deste encontro é debater a adesão do Programa de Integridade ou Compliance como boa prática de gestão nas Fundações e Entidades do Terceiro Setor, onde contará, no formato de mesa redonda, com as participações de Cláudia Taya (CGU/Brasília), José Roberto Covac (Covac Advogados), Ricardo Monello (Diretor FENACON) e Vivian Sueiro Magalhães (AACD).

O evento será aberto com a palestra do Promotor de Justiça de Fundações da Capital/Ministério Público do Estado de São Paulo, Dr. Airton Grazzioli, que falará sobre “Ética e Integridade das Organizações da Sociedade Civil: instrumentos de controle da governança”.

Na ocasião, também será promovida a entrega do Prêmio Pedro Kassab 2017 (PPK), que reconhece iniciativas ligadas à defesa do saber, da liberdade individual e do bem comum. Nesta sétima edição, os agraciados serão a instituição TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, na categoria Pessoa Jurídica, e o Prof. Dr. Custódio Pereira, na categoria Pessoa Física. No encerramento do evento, haverá apresentação Musical Santa Marcelina Cultura.

O evento é gratuito e as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas no site da APF: www.apf.org.br/encontro2017  

Sobre a APF

A APF é uma entidade civil, sem finalidade econômica, constituída para defender os interesses institucionais, integrar e representar as fundações do Estado de São Paulo nas mais distintas e importantes áreas para o progresso brasileiro: Educação, Saúde, Ciência, Tecnologia, Assistência Social, Cultura, Pesquisa, Comunicação e Meio Ambiente, dentre outras. Foi fundada em 1998, por um grupo de executivos e dirigentes de fundações preocupados com a manutenção e desenvolvimento de suas instituições, que nem sempre são suficientemente apoiadas pelas políticas públicas e a legislação.

Informações

Data: 29/08/2017 (terça-feira)

Horário: das 8h00 às 12h30

Local: Espaço Sociocultural – Teatro CIEE

Endereço: Rua Tabapuã, 455 – Itaim Bibi

Informações: apf@apf.org.br / www.apf.org.br


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