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INFORM@TIVO

 

EM PAUTA

Febre Amarela: OPAS divulga informe e São Paulo acerta reforço de doses da vacina.

“De janeiro de 2016 a dezembro de 2017, América Latina registra o maior número de casos da doença em décadas, considerando sete países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru e Suriname.”

A afirmação é da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), em informe internacional divulgado no último final de semana, no qual destaca o crescimento da febre amarela no Brasil, “único país a reportar novos casos em janeiro deste ano”. Além disso, o documento alerta para o risco do surto se expandir no país e admite que há limitação de vacinas para proteger toda a população.

De acordo com a entidade, braço regional da OMS, a alta observada tem relação com as condições climáticas favoráveis à disseminação e com uma população não imunizada. “É necessário monitorar de perto a situação da febre amarela no Sul e Sudeste do Brasil” alerta a OPAS diante do quadro brasileiro e do aparecimento da doença na Argentina e no Paraguai.

Surpresa com o total de 2.296 casos suspeitos entre animais (epizoóticos), sendo 358 confirmados, de julho de 2017 até a primeira semana de 2018, nas mesmas áreas afetadas pelo surto de 2016 e 2017 – Minas Gerais e São Paulo –, a Organização Panamericana de Saúde sugere a persistência do risco de ocorrência de casos humanos

O registro da doença no Estado de São Paulo inclusive durante meses com temperaturas baixas também chamou a atenção da entidade, que reitera ser a vacina a melhor forma de prevenção. No entanto, devido às limitações na disponibilidade da vacina, a OPAS alerta que devem ser priorizadas as áreas de risco, onde 95% de cobertura vacinal é necessária. “A vacinação de rotina em crianças deve ser adiada para garantir a imunização em áreas de risco e, quando houver disponibilidade, novas campanhas devem ser divulgadas para garantir a agenda de vacinação.”

Também no final de semana passado, em um telefonema entre o ministro Ricardo Barros e o governador Geraldo Alckmin, foi acertado o reforço de mais 1 milhão de doses da vacina para São Paulo, diante do aumento de casos de infecção no Estado e ao expressivo crescimento da demanda.

Segundo o Ministério, com esse reforço, o potencial de pessoas que serão imunizadas sobe para 7,3 milhões, em 52 municípios mais a capital. O Estado antecipou, no entanto, que a partir de fevereiro a dose será fracionada, mas garantiu que oferecerá a mesma proteção da vacina integral, diferindo apenas o tempo de proteção. Enquanto basta uma dose da vacina integral, a fracionada dará proteção de 8 anos, exigindo reforço.

Para Marcos Boulos, infectologista e coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, o risco de reintrodução da febre amarela urbana é mínimo. “A transmissão da forma urbana é feita pelo Aedes aegypti. O que se acredita, no entanto, é que nos últimos anos o mosquito em circulação no país perdeu em parte a capacidade de transmitir o vírus da febre amarela”, disse.

Fontes: Portal G1 e jornal O Estado de S. Paulo


Em tempo: no decorrer desta semana, o Governo do Estado decidiu antecipar em uma semana a aplicação das doses fracionadas, ou seja, para 29 de janeiro e a OMS declarou todo o Estado de São Paulo como área de risco.


FATOR DE QUALIDADE

ANS informa que prestadores de serviços já podem preencher formulários

Os prestadores de serviços de atenção à saúde – hospitais, profissionais de saúde, clínicas e Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapia (SADT) – têm até o dia 9 de março de 2018 para preencherem seus formulários ou informarem os resultados dos indicadores que serão adotados para fins de aplicação do Fator de Qualidade (FQ). Os questionários serão diferenciados para cada tipo de prestador e estão disponíveis no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar e nos portais das associações, conselhos profissionais e entidades representativas.

O Fator de Qualidade é aplicado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e definido pela ANS para reajuste anual dos contratos entre operadoras de planos privados de saúde e prestadores de serviços. Deve ser utilizado apenas nos casos em que o contrato preveja livre negociação como única forma de reajuste e que as partes não cheguem a um acordo até os primeiros 90 dias do ano.

O Fator de Qualidade é o elemento de cálculo que objetiva refletir a qualificação do prestador no reajuste. Sua aplicação depende do cumprimento dos requisitos de qualidade previstos na Nota Técnica nº 87/2017.

Todos os prestadores privados poderão responder aos questionários. As informações obtidas por meio desses formulários também servirão de base para a elaboração de programas e políticas para o setor, em particular o Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar (Qualiss), que consiste no estabelecimento e divulgação de atributos de qualificação relevantes para o aprimoramento da qualidade assistencial oferecida na saúde suplementar.

Ao final do período de apuração dos dados, a ANS divulgará a lista de prestadores que preenchem os critérios relativos aos níveis 105% e 100% do FQ.

Para acessar todos os Formulários da ANS, clique aqui

Fonte: ANS


PLANOS DE SAÚDE

Investigação de custos, novas regras e modelo de reajuste são destaques neste início de ano.

Após o recesso parlamentar, o debate sobre alterações na Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/98) deve ser retomado na Câmara dos Deputados. Isso porque, no final do ano passado, em meio a muitas críticas de diversos segmentos da sociedade, a análise do assunto perdeu força e o parecer do relator não foi votado.


Deputado Rogério Marinho

Criada em dezembro de 2016, a Comissão Especial analisou cerca de 150 propostas e o substitutivo apresentado pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) modifica substancialmente o funcionamento de planos de saúde no Brasil, criando um novo marco legal para o setor.

Segundo o presidente da comissão, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), a retomada do assunto depende do presidente da casa Rodrigo Maia, com quem afirma já ter conversado para que as discussões levem ao aperfeiçoamento do texto, visando contemplar os interesses da maneira mais ampla possível.

Por outro lado, em São Paulo, o Procon lançou um abaixo-assinado pedindo o arquivamento do projeto, alegando que a proposta que tramita na Câmara pode representar perda de direitos para os consumidores. “Coletar assinaturas é um direito”, reagiu o relator, deputado Roberto Marinho.

Investigações

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo, está sendo apurada, em todo o país, a existência de superfaturamento em custos hospitalares. A iniciativa é da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCon), órgão não governamental composto por servidores estaduais e federais que atuam na defesa do consumidor.

A nota informa que o objetivo de promotores e procuradores é verificar possíveis ilegalidades nos valores repassados aos planos de saúde, o que teria impacto direto no preço cobrado dos clientes.

Modelo de Reajuste

Para tratar da política de controle do reajuste dos planos, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) reunirá representantes do setor, da ANS e da área acadêmica no próximo dia 26 de janeiro, no Rio de Janeiro, no 2º Workshop de Análise do Impacto Regulatório.

A programação contará com uma palestra de abertura sobre a “Estrutura do Mercado de Saúde Suplementar: Regulamentação e Concorrência”, com o painel “Fundamentos e Efeitos do Controle de Reajustes dos Planos Individuais” e, por fim, “Alternativas e Propostas para um Novo Modelo de Reajuste”.

Embora as inscrições já estejam encerradas, os interessados poderão acompanhar o evento ao vivo, acessando aqui

Para conferir a programação em detalhes e, também, os palestrantes, clique aqui

Fontes: Agência Câmara Notícias, Folha de S. Paulo e FenaSaúde


MERCADO DE TRABALHO

Saúde Suplementar continua contratando

A nova edição do "Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar" continua apontando a resiliência do setor de saúde suplementar, que mantém o ritmo de criação de novos postos de trabalho no país.

O boletim do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) destaca que o número de pessoas empregadas formalmente no setor cresceu 2% nos 12 meses encerrados em novembro de 2017, enquanto o total de empregos formais – que considera todo o conjunto econômico nacional – teve retração de 0,6% na mesma base comparativa.

De acordo com o Instituto, o ligeiro reaquecimento do emprego no Brasil segue relacionado com o mercado informal. Com comportamento que destoa de setores da economia, a cadeia da saúde suplementar continua resiliente na criação de postos formais de emprego. Como pode ser observado no relatório, os números foram puxados pelo ótimo desempenho da região Nordeste na criação de novos postos de trabalho. No total, a cadeia produtiva da saúde suplementar emprega 3,4 milhões de pessoas, ou seja, 7,9% da força de trabalho nacional.

Em novembro, o setor apresentou fluxo positivo de emprego de 2,2 mil vagas, enquanto o saldo de empregos formais no país apresentou redução de 12,3 mil vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na análise do mesmo período por subsetor, o segmento de Fornecedores foi o que apresentou maior crescimento, de 2,3% na base comparativa, seguido por Prestadores, com alta de 2%, e Operadoras, com expansão de 1,5%. Na cadeia produtiva da saúde suplementar, o subsetor que mais emprega é o de prestadores de serviço (médicos, clínicas, hospitais, laboratórios e estabelecimentos de medicina diagnóstica), correspondendo a 2,4 milhões de ocupações ou 71,4% do total do setor. Já o subsetor de fornecedores emprega 822,7 mil pessoas, 24,1% do total. As operadoras e seguradoras empregam 151,5 mil pessoas, ou seja, 4,4% da cadeia.

O levantamento apresenta o total de trabalhadores com carteira assinada empregados pela cadeia de saúde suplementar (que engloba os fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos; prestadores de serviços de saúde; operadoras e seguradoras de planos de saúde), atualizando o estoque e o fluxo de empregos setor, além de apresentar a distribuição geográfica destes postos de trabalho.

Fonte: IESS


BANCO DE VAGAS

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