AtualAnteriores → Edição nº 157

INFORM@TIVO

 

NOTA DE FALECIMENTO

Dr. Jayme Rozenbojm: um ícone do setor médico-hospitalar brasileiro!

Com um extenso currículo, enorme vivência na área da Saúde e grande disposição em compartilhar seus conhecimentos de forma simples e objetiva, o Dr. Jayme Rozenbojm foi abençoado com uma lucidez invejável, que o acompanhou até seus últimos momentos.

Médico especializado em Aparelho Digestivo, era professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); foi um dos fundadores do Hospital Ana Costa, onde o Centro de Pesquisa Clínica inaugurado em 2014 ganhou o seu nome e onde, também, permaneceu no Conselho de Administração até a concretização da venda, no ano passado.

Sua trajetória marcou também a história da AHESP. Além de trabalhar por muitos anos, em Santos, ao lado do nosso atual presidente Dr. Eduardo de Oliveira, exerceu o cargo de vice-presidente da Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo de 1975 a 1981.

Em 2015, foi um privilégio para a AHESP poder dar destaque a essa verdadeira personalidade do setor médico-hospitalar brasileiro em mais de uma ocasião. Em julho daquele ano, o Dr. Jayme concedeu uma entrevista especial ao Informativo AHESP, na qual abordou sua conversa com o então ministro da Saúde, Artur Chioro, explicando que o antigo residente de seu hospital resolveu procurar seus mestres do passado para debater sobre o ensino médico no país. Confira a matéria aqui.

Ainda naquele ano, no mês de setembro, o Dr. Jayme foi homenageado na festa dos 50 anos da AHESP, onde presenteou os convidados com um discurso analisando a situação da Saúde no Brasil.

Em nome de todo o setor, a AHESP deixa aqui registrados os agradecimentos ao mestre que dedicou a vida à nobre causa da Saúde e, à família Rozenbojm, nossas condolências e abraços fraternos.


FBH

12ª Convenção Brasileira de Hospitais será em julho, em Goiânia. Programe-se!

De 2 a 4 de julho de 2018, no Centro de Convenções de Goiânia, será realizada a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais (CBH), evento da Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e de suas federadas, que há mais de 50 anos atuam na representatividade do setor hospitalar brasileiro e que será recebido pela AHEG – Associação dos Hospitais do Estado de Goiás, com o objetivo de fortalecer o segmento na Região Centro-Oeste do país.

O tema central da 12ª CBH visa a gestão, inovação, transformação e evolução hospitalar para a melhoria da qualificação, atendimento e resultado. “O objetivo da 12ª Convenção Brasileira de Hospitais é convocar a integração, união e ampliação da classe, para cuidarmos da saúde dos hospitais para que eles cuidem da saúde das pessoas, pois nenhuma instituição privada é de maior interesse público do que um hospital particular”, afirma Luiz Aramicy Pinto, presidente da FBH.

Com organização da UBM e da Viva Comunicação Group e com a cooperação da Feira Hospitalar, o evento tem o apoio especial do Governo do Estado de Goiás e da Prefeitura de Goiânia, que reconhecem a importância não apenas para o setor, mas também para o Estado, pois gera conhecimento, oportunidade de relacionamento e negócios. Além disso, a Convenção tem o apoio institucional de importantes entidades: ABCDT, ABDEH, ABIMO, ABRAMGE, AMB, CMB, CONASEMS, FBAH, FEHOESP e COMSAÚDE-FIESP.

Reunindo especialistas, dirigentes e lideranças responsáveis por gerir os hospitais com todos os desafios do cenário econômico atual, a 12ª Convenção FBH apontará estratégias e oportunidades de melhoria para a evolução administrativa e tecnológica, visando que os hospitais possam oferecer o que há de melhor para colaboradores e pacientes.

No dia 2 de julho, Dia do Hospital, será realizado um jantar exclusivo para patrocinadores, apoiadores, autoridades e convidados especiais. Nos dias 3 e 4, a organização espera receber 2.000 congressistas para as palestras, além de 4.000 visitantes na vitrine de produtos e serviços que será aberta ao público.

Prometendo um evento inovador e diferenciado, a FBH convida todos os gestores, executivos, instituições, governos, indústria, universidades e profissionais para participar desta grande iniciativa. Para saber mais, acesse www.convencaofbh.com.br ou mande sua mensagem para convencao@fbh.com.br


INTERNACIONAL

Doenças Crônicas Não Transmissíveis: líderes mundiais se unem em nova campanha

A Organização Mundial da Saúde anunciou uma nova comissão de alto nível, composta por chefes de Estado e ministros, líderes em saúde e desenvolvimento e empresários. De acordo com a OMS, o grupo deverá propor soluções arrojadas e inovadoras para acelerar a prevenção e o controle do que chamou de principais assassinos mundiais: as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as cardíacas e pulmonares, cânceres e diabetes.

A Comissão Independente Mundial de Alto Nível da OMS sobre DCNTs é co-presidida pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez; pelo presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena; pelo presidente da Finlândia, Sauli Niinistö; pela ministra da Saúde da Federação Russa, Veronika Skvortsova e pela ex-ministra federal do Paquistão, Sania Nishtar.

Sete em cada 10 mortes registradas no mundo todos os anos ocorrem devido às doenças crônicas não transmissíveis, sendo o uso do tabaco, consumo nocivo de álcool, dietas pouco saudáveis e sedentarismo seus principais contribuintes. Mais de 15 milhões de pessoas com idade entre 30 e 70 anos morrem por DCNTs anualmente. Os países de baixa renda média são cada vez mais afetados (metade das mortes prematuras por DCNTs ocorrem nesses países). Muitas vidas podem ser salvas por meio do diagnóstico precoce e do acesso melhorado a tratamentos acessíveis e de qualidade, bem como de uma abordagem de todo governo para reduzir os principais fatores de risco.

"As DCNTs são os principais assassinos evitáveis globais, mas o mundo não está fazendo o suficiente para preveni-los e controlá-los", disse Vázquez. "Temos que nos perguntar se queremos condenar as gerações futuras a morrerem muito jovens e viverem com problemas de saúde e oportunidades perdidas. A resposta é claramente ‘não’. Mas há muito o que podemos fazer para salvaguardar e cuidar das pessoas, protegendo todos do tabaco, uso nocivo do álcool, alimentos não saudáveis e bebidas açucaradas, para oferecer às populações os serviços de saúde que precisam para deter as DCNTs a tempo”.

Michael R. Bloomberg, embaixador mundial da OMS para Doenças Crônicas Não Transmissíveis e membro da comissão, disse que "pela primeira vez na história, mais pessoas morrem por doenças não transmissíveis, como enfermidades cardíacas e diabetes, do que por doenças infecciosas. Essa perda de vida humana não poupa ninguém – rico ou pobre, jovem ou idoso – e impõe altos custos econômicos às nações. Quanto mais apoio público construímos para as políticas governamentais que comprovadamente salvam vidas – como essa Comissão –, mais progressos podemos fazer em todo o mundo".

A nova comissão foi criada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e funcionará até outubro de 2019. Proporcionará recomendações viáveis para contribuir com a Terceira Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre DCNTs, programada para o segundo semestre de 2018. Isso inclui a apresentação do primeiro relatório ao diretor-geral, no início de junho. "Todos merecem o direito a uma vida saudável", afirmou Tedros. "Podemos vencer os condutores da epidemia de DCNTs, que estão entre os principais obstáculos para a saúde no mundo. Espero que a comissão nos mostre novas formas de desbloquear as barreiras à boa saúde e identifique medidas inovadoras, audaciosas e práticas para aumentar a prevenção e o tratamento das DCNTs, proporcionando saúde para todos".

Nishtar explicou que o estabelecimento da comissão acontece em um momento oportuno, à medida que o mundo se prepara para a reunião de alto nível da ONU sobre as DCNTs. "Este ano, os governos serão responsabilizados pelo progresso que fizeram para proteger seus cidadãos das doenças crônicas não transmissíveis. Embora tenha havido melhorias em alguns países e regiões, a taxa global de progresso foi inaceitavelmente lenta. Isso resulta em muitas pessoas sofrendo e morrendo desnecessariamente por DCNTs, deixando famílias, comunidades e governos a cargo dos custos humanos e econômicos, disse".

A Assembleia Mundial da Saúde aprovou o conjunto de "melhores compras" da OMS e outras intervenções comprovadamente rentáveis para prevenir ou atrasar a maioria das mortes prematuras por DCNTs. Tais medidas, que podem ser facilmente ampliadas nos países, centram-se na prevenção, tratamento e conscientização sobre essas doenças.

Fonte: OPAS/OMS no Brasil


NACIONAL

Ministério convoca instituições de ensino para ofertar cursos em Técnico de Enfermagem

O Ministério da Saúde publicou na última segunda (19) o edital para que instituições de ensino públicas e privadas de todo país, que ofertam o curso de técnico em enfermagem, possam se credenciar ao Programa de Formação Técnica para Agentes de Saúde (PROFAGS). Com a medida, será possível qualificar cerca de 250 mil agentes comunitários de saúde e de combate às endemias em todo o Brasil e a ação faz parte da nova Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), que amplia a atribuição desses profissionais, proporcionando maior resolutividade aos atendimentos realizados à população.

O edital está disponibilizado, na íntegra, no endereço eletrônico www.saude.gov.br e também poderá ser lido e/ou obtido no endereço Ministério da Saúde, Esplanada dos Ministérios - Bloco G, Edifício Anexo, ala “A”, sala 339, nos dias úteis, no horário das 8:00 às 12:00 e de 14:00 às 18:00, ou pelo e-mail profags@saude.gov.br.

“O curso permitirá uma ampliação do acesso à Atenção Básica, levando um atendimento de qualidade e com alta resolutividade à população brasileira, evitando custos desnecessários e assistência mais complexa. Estamos contando com as instituições para que qualifiquem, com o que possuem de melhor, esses agentes de saúde” destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Para participar do programa, as instituições precisam se credenciar e indicar a quantidade de vagas possíveis de serem atendidas, por município de abrangência e por semestre. Após isso, as entidades encaminharão para avaliação do Ministério da Saúde documentos que comprovem habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista, além de qualificação técnica e econômico-financeira. As propostas serão analisadas, dentro do prazo de 10 dias a partir do recebimento dos documentos e levando em consideração todos os parâmetros descritos no edital. Caso a documentação da empresa seja aprovada, o credenciamento será homologado e publicado no Diário Oficial da União.

O edital de credenciamento e o Termo de Execução Descentralizada (TED), convênio ou contrato com as instituições tem vigência de 20 meses, podendo ser prorrogado por igual período até o limite de 60 meses. Ao todo, serão investidos pelo Ministério da Saúde R$ 1,25 bilhão na formação desses agentes, que terão o curso totalmente gratuito, livres de taxas, mensalidades ou quaisquer contribuições relativas à prestação do serviço. O pagamento para as instituições públicas e privadas será realizado em três parcelas. A primeira 20% do valor após o primeiro mês do curso; a segunda 40% após 12 meses e o restante, após a conclusão do curso.

A expectativa é de que, a partir de março, os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias já possam dar início ao curso, que terá o prazo de dois anos (1.800 horas/aula) para concluir a formação. Após esta qualificação, os profissionais poderão fortalecer as ações de promoção da saúde e de prevenção de doenças, passando a fazer curativos em domicílio, medir a pressão e a glicemia, entre outras atribuições que levarão atendimento primário à casa do paciente. Eles, também, poderão ajudar no combate ao Aedes aegypti, transmissor dos vírus da zika, dengue e chikungunya. Atualmente, segundo estimativa do Ministério, até 30% dos agentes que atuam no SUS já possuem a formação em Técnico em Enfermagem.

Fonte: Agência Saúde/MS


SÃO PAULO

Prorrogada a segunda fase da campanha contra a febre amarela na Capital

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo decidiu prorrogar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre amarela na capital até o próximo dia 2 de março. Iniciada em 25 de janeiro, a etapa tem como público-alvo moradores de 23 distritos das zonas Sul, Leste e Sudeste da capital paulista.

Até segunda-feira (19), 1.705.622 pessoas tinham sido vacinadas nessas regiões. Desse total, 1.652.265 receberam a dose fracionada e 53.357 a chamada dose padrão. A meta estabelecida pela SMS é a de vacinar toda a população desses distritos, mas até o momento a ação cautelar atingiu pouco mais de 43% dos moradores dessas regiões.

A SMS orienta a população dos distritos da segunda fase da campanha que ainda não receberam a vacina para que procure a unidade mais próxima de sua residência para retirar a senha de atendimento.

Para saber qual a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência de seu endereço, basta consultar o Busca Saúde.

Histórico de vacinação na capital

A Secretaria Municipal de Saúde iniciou as ações preventivas contra a febre amarela em setembro de 2017, quando a campanha começou no distrito Anhanguera, na zona Norte da capital. A medida levou em consideração a proximidade da região com os chamados corredores ecológicos e foi ampliada para outros distritos da zona Norte em outubro, após a confirmação de epizootia no Horto Floresta, a primeira no município.

Desde então, a pasta adotou estratégias para expandir a cobertura vacinal na capital paulista. Além da ação na zona Norte, em dezembro foram incluídos alguns distritos da zona Sul e o de Raposo Tavares, na zona Oeste. Apenas a chamada primeira fase da campanha imunizou mais de 1,9 milhão de pessoas até 24 de janeiro.

A estratégia da SMS deve incluir outros distritos da capital nos próximos meses, levando em consideração a localização dos distritos e sua proximidade com áreas de risco de contato com o vírus da febre amarela.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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