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INFORM@TIVO

 

NOTA DE FALECIMENTO

Prof. Afonso José de Matos, um ícone da Gestão em Saúde no Brasil

Foi com perplexidade e grande pesar que o mercado de saúde recebeu, no último dia 6 de abril, a notícia do falecimento de Afonso José de Matos, fundador e diretor-presidente da Planisa, consultoria com atuação na América Latina, África e Europa; professor e diretor de Universidade; autor de livros e de projetos importantes nas principais instituições do Brasil (ANS, CNS, CMB, FBH, entre outras).

Revista Época, maio/2014

Foto: Rogério Cassimiro

Considerado como mestre e grande amigo por todos os membros da Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo, o gaúcho nascido em Torres, no Rio Grande do Sul, era especialista em Gestão de Custos Hospitalares. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Caxias do Sul, com mestrado em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, foi assessor econômico da AHESP por muitos anos.

Além de ser um dos principais palestrantes das Jornadas AHESP que percorreram o estado durante toda década de 1990, foi o convidado principal do inesquecível Seminário AHESP sobre o Plano Econômico, realizado em 1994, em São Paulo, ao lado do assessor jurídico da entidade.

Em 2014, falou sobre “Como viabilizar a Gestão Estratégica de Custos nos Hospitais” durante apresentação da solução Health Costs Manager (heCos) para convidados da Associação. No ano passado, ganhou o merecido prêmio 100 Mais Influentes da Saúde.

A AHESP registra aqui uma singela homenagem ao profissional e amigo Afonso José de Matos, agradecendo pelo brilhante legado deixado ao setor saúde, parabenizando pela liderança e por tantas conquistas.

Por fim, nosso abraço fraterno à família e à equipe Planisa, que tão bem definiu o mestre no texto a seguir:

Uma vida dedicada a excelência do setor de saúde brasileiro.

Reconhecidamente o maior nome de custos hospitalares do país, contribuiu ativamente com o setor de saúde com sua experiência e determinação.

Com seu perfil generoso, disseminou seus conhecimentos a muitos profissionais, seja como docente na FGV, na Faculdade de Saúde Pública da USP ou no seu dia a dia na condução da Planisa. Seu livro, Gestão de Custos Hospitalares, desde sua primeira edição, em 2002, é referência no assunto.

Embora já Doutor em Saúde Pública e não mais lecionando, nunca conseguiu (e nunca quis) deixar de ser o Professor Afonso.

Há um ano, começou a preparar seu afastamento frente a Presidência da Planisa, a fim de se dedicar ao seu tratamento médico. No início deste ano, ao completar 30 anos nessa posição, assumiu a Presidência do Conselho de Administração deixando a direção da Planisa para o Colegiado de Diretores.

Gaúcho de Torres, foi um marido, pai e avô carinhoso e presente. Deixa a família Planisa de coração doído, mas com um legado a ser honrado.



É NOTÍCIA – FBH

Assembleia Ordinária acontecerá durante 17º Encontro de Hospitais do Rio

A Praia da Ferradura, em Búzios, foi escolhida como palco para o 17º Encontro de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, nos próximos dias 13 e 14 de abril. Realizado pela AHERJ em parceria com a Federação Brasileira de Hospitais, o evento tem como mote “Gestão, Inovação e Sustentabilidade – A Saúde e os Novos Desafios”.

A FBH aproveitará a oportunidade para realizar sua Assembleia Geral Ordinária, no primeiro dia, antes da abertura do evento, quando vai debater e deliberar sobre a aprovação da ata da Assembleia Ordinária de abril/17; apresentação dos relatórios da Diretoria e da Tesouraria do exercício 2017; aprovação do balanço e das contas do mesmo período e assuntos gerais.

Quanto ao 17º Encontro de Hospitais, vale destacar que serão abordados cinco eixos temáticos: Tecnologia, Criatividade e Inovação; Relações de Trabalho, Terceirização e Empregabilidade; Tributação em Hospitais e Serviços de Saúde; Fusões, Aquisições e Financiamento; Novos Modelos de Negócio. Além disso, a edição integrará a Jornada de Hotelaria Hospitalar da Região dos Lagos, o Fórum de Hospitais Universitários e de Ensino e, também, o Curso Intensivo de Suporte Básico de Vida.

Para informações, acesse www.encontrodehospitais.com.br



Levantamento da FBH divulga colapso da saúde privada no país

Levantamento realizado pela Federação e divulgado pelos jornais Valor e O Estado de S. Paulo mostrou que o setor está em situação pior do que era imaginado, tanto no sistema público quanto no privado.

Não é nenhuma novidade para os que atuam na Saúde, nem para a sociedade, que o sistema público vem perdendo leitos nos últimos anos. No entanto, com a divulgação dos dados da FBH, a preocupação tornou-se maior, uma vez que, de 2010 a 2017, os hospitais privados também perderam 10% dos leitos, o que corresponde a 31,4 mil unidades. No mesmo período, 1.797 hospitais encerraram suas atividades diante dos 1.367 que foram inaugurados.

De acordo com a Federação Brasileira de Hospitais, uma das causas importantes desse cenário é a remuneração paga pelo Sistema Único de Saúde, cuja tabela permanece defasada por muitos governos e, assim, prolonga a crise. Outro destaque foi dado aos hospitais de até 50 leitos, mais da metade dos privados no país, principalmente nas cidades do interior, que não conseguem ser economicamente viáveis.

“Pode haver um colapso nas cidades do interior”, alerta Bruno Sobral de Carvalho, consultor responsável pelo estudo.

Leia a matéria na íntegra no site do Estadão, clicando aqui.



Parcerias reforçam importância e sucesso da 12ª Convenção Brasileira de Hospitais

A 12ª Convenção Brasileira de Hospitais (CBH), que acontecerá dias 02, 03 e 04 de julho, se fortalece a cada parceria que se agrega a este importante evento idealizado pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e suas Federadas.

Além da especial aliança com a UBM, empresa líder global em mídia de negócios e uma das maiores organizadoras de feiras no mundo, a 12ª CBH conta também com a Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (AHEG), com a Hospitalar, evento multissetorial da cadeia da saúde das Américas que tem reunido milhares de pessoas em torno das modernas tendências e tecnologias do setor Hospitalar e outros grandes parceiros:

  • ABCDT – Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante
  • ABDEH – Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar
  • ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios
  • ABRAMGE – Associação Brasileira de Planos de Saúde
  • AMB – Associação Médica Brasileira
  • CFM – Conselho Federal de Medicina
  • CFF – Conselho Federal de Farmácia
  • CMB – Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas
  • ICOS – Instituto Coalizão e Saúde
  • CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
  • FBAH – Federação Brasileira de Administradores Hospitalares
  • FEHOESP – Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo
  • FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, através do seu Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia
  • IBES – Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde
  • ONA – Organização Nacional de Acreditação
  • ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária

O Governo de GOIÁS e a Prefeitura de GOIÂNIA também apoiam a 12ª CBH, evento que reunirá cerca de dois mil participantes e um seleto grupo de especialistas, que apontarão estratégias e oportunidades de melhorias para a evolução administrativa e tecnológica dos hospitais e empresas do setor.

Acompanhe todas as informações e inscreva-se em www.convencaofbh.com.br



SUS – SP

Saúde pública do município de São Paulo ganha reforço de R$ 99 milhões

O município de São Paulo terá um incremento de R$ 99 milhões anuais para custeio de serviços e ações de saúde de média e alta complexidade da capital paulista. O reforço será destinado para ampliar e qualificar a assistência oferecida à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, assinou a portaria para a liberação do recurso, no último dia 5 de abril, em cerimônia com o prefeito de São Paulo, João Doria.

“O recurso se junta aos mais de R$ 1,3 bilhão que já repassamos, além de todas as emendas parlamentares liberadas que ajudam a construir um sistema de saúde mais universal para todos. Com esse recurso, espero que possamos manter e ampliar alguns serviços importantes de média e alta complexidade. É a cidade de São Paulo ganhando com a união da gestão federal a municipal”, destacou o ministro.

O montante anunciado será incorporado ao Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (teto MAC) do município, com repasse do Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal de Saúde. Atualmente, o município recebe R$ 1,3 bilhão por ano do Governo Federal, por meio do teto MAC.

Entre as ações que podem ser realizadas com o novo recurso estão, por exemplo, custeio de novos leitos de UTI e de procedimentos voltados para doenças renais crônicas, cardiologia, neurologia, doenças raras, transplantes, oncologia, implantes, ortopedia, AVC, traumatologia, oftalmologia, cirurgias eletivas e demais cirurgias de pequeno, médio e grande porte.

O município de São Paulo já recebeu, entre maio de 2016 e abril de 2018, R$ 371,9 milhões do Ministério da Saúde. Com o novo recurso de R$ 99 milhões, o município passa a receber a mais R$ 470,9 milhões.

Panorama

Do total que o município de São Paulo já recebeu, entre 2016 e abril de 2018, R$ 28,9 milhões foram destinados para habilitar e qualificar 94 serviços e 51 leitos que funcionavam sem a contrapartida federal e R$ 251,5 milhões em emendas parlamentares que aguardavam publicação desde 2014.

Na Atenção Básica, principal porta de entrada para o SUS, foram investidos R$ 970,9 mil para habilitar três novas Unidades Odontológicas Móveis. Houve ainda investimento na área de urgência e emergência, com a doação de 32 novas ambulâncias para renovação da frota do SAMU 192, ao custo de R$ 6,2 milhões. Desse total, R$ 3,1 milhões foram liberados em março para doação de 18 novos veículos, que serão utilizados para renovar a frota do serviço no município.

Fonte: Gustavo Frasão/Agência Saúde



SAÚDE SUPLEMENTAR

ANS repassa R$ 585 milhões ao SUS em 2017

A Agência Nacional de Saúde Suplementar repassou ao Sistema Único de Saúde em 2017 o valor recorde de R$ 585,41 milhões. A informação é apresentada na quinta edição do Boletim Informativo da Agência, que mostra os principais dados sobre o ressarcimento obrigatório feito pelas operadoras de planos de saúde ao SUS. O valor é o maior já repassado anualmente pela ANS desde a sua criação, em 2000, e representa um aumento de mais de 85% em comparação ao montante arrecadado em 2016.

Em 2017, houve ainda um aumento na quantidade de procedimentos cobrados pela ANS. O valor cobrado das operadoras no ano foi de R$ 737,43 milhões, referente a 532.509 atendimentos de beneficiários na rede pública de saúde.

Desde 2000, ano em que a agência reguladora foi criada, a ANS cobrou das operadoras de planos de saúde R$ 3,28 bilhões, referentes a cerca de 2,1 milhões de atendimentos a beneficiários no sistema público de saúde. Desse total, o Fundo Nacional de Saúde (FNS) já foi ressarcido pela ANS em R$ 2,06 bilhões, o equivalente a 64% do que foi efetivamente cobrado das operadoras. Outros R$ 219,41 milhões estão com a cobrança suspensa em razão de decisões judiciais e R$ 647,25 milhões foram inscritos em dívida ativa. Em números atualizados, o valor total inscrito em dívida ativa chega a R$ 1,2 bilhão.

O Boletim Informativo da ANS indica os principais números sobre ressarcimento ao SUS, como a quantidade de procedimentos realizados por beneficiários na rede pública de saúde, os procedimentos mais onerosos e a distribuição regional desses dados. Como a nova edição está sendo lançada após a importante decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou a constitucionalidade do ressarcimento ao SUS, em fevereiro, a publicação vai abordar também os valores depositados judicialmente pelas empresas.

O diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, lembra que a decisão da Suprema Corte permitirá a liberação dos valores que até então estavam em juízo e deve incentivar o pagamento regular dos débitos, implicando arrecadações superiores nos próximos anos. “Essa decisão do STF é fundamental, pois traz segurança jurídica ao setor e, principalmente, contribui para a manutenção do serviço público de saúde”, afirma.

Rodrigo Aguiar lembra que o resultado obtido em 2017 pela ANS representa um marco no trabalho da reguladora, que tem aprimorado a metodologia de análise e procurado gerar mais eficiência no processo de ressarcimento. “Esse é um resultado expressivo para a Agência, em especial neste ano que marca seus 18 anos, mas é antes de tudo um retorno que nos indica estarmos no caminho certo nos aprimoramentos realizados ao processo de ressarcimento”, explica o diretor.

A identificação de atendimentos de beneficiários é obtida pela ANS após um cruzamento de dados das operadoras e informações registradas no SUS por Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e Autorização de Procedimento Ambulatorial (APAC). O resultado do cruzamento é enviado por ABI para as operadoras, que podem acatar a cobrança ou contestá-la. Encontram-se em análise administrativa atendimentos no valor de R$ 4,61 bilhões, que podem gerar um aumento no valor das cobranças a serem emitidas às operadoras.

O não pagamento do ressarcimento comprovadamente devido pela operadora resulta na inscrição em dívida ativa e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN), bem como a cobrança judicial. Somente em 2017, foram encaminhados R$ 140,7 milhões para inscrição em dívida ativa.

Os valores referentes a atendimentos de beneficiários pelo SUS são integralmente repassados ao Fundo Nacional de Saúde, gerido pelo Ministério da Saúde.

Confira aqui a íntegra da publicação.

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