AtualAnteriores → Edição nº 18

INFORM@TIVO

 

EDITORIAL

 

PROGRAMA BRASILEIRO DE SEGURANÇA DO PACIENTE TEM APOIO DA AHESP

Embora a segurança do paciente seja uma preocupação desde os primórdios da medicina, foi somente a partir das últimas décadas que o tema virou objeto de estudos. Em 1999, um relatório publicado pelo Institute of Medicine identificou os erros evitáveis durante o cuidado com o paciente como uma importante causa de mortalidade nos Estados Unidos, com custos de bilhões de dólares.

A partir de então, surgiram inúmeras iniciativas para melhorar o sistema assistencial, sendo as campanhas do Institute of Healthcare Improvement (IHI) as mais conhecidas e bem-sucedidas. Intituladas “Salvando 100 mil vidas”, em 2004, e “Protegendo 5 milhões de vidas de danos”, em 2006, ambas atingiram os objetivos e promoveram a implantação de conjuntos de intervenções comprovadamente eficazes na redução de danos decorrentes do tratamento médico e multidisciplinar.

No Brasil, a situação do sistema de saúde não é diferente e, para revertê-la, é necessária uma profunda mudança cultural no modelo assistencial, para que a segurança do paciente seja uma prioridade estratégica.

Neste sentido, sob o impulso do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), surge o Programa Brasileiro de Segurança do Paciente, que tem a AHESP como apoiadora, já conta com um grande número de hospitais participantes e uma ampla rede de parcerias, inclusive do próprio IHI e do Canadian Pacient Safety Institute.

Veja matéria sobre o PBSP nesta edição e saiba mais em www.segurancadopaciente.com

Boa leitura!



Dr. Volney Waldivil Maia
Presidente

 

 

EM DESTAQUE

 

BRASIL JÁ CONTA COM PROGRAMA PARA SEGURANÇA DO PACIENTE

Não é novidade que a segurança do paciente continua sendo um grande desafio para as instituições de saúde, apesar dos avanços significativos da última década. Afinal, os problemas associados à falta de qualidade persistem, assim como a multiplicidade de conceitos e enfoques para melhorá-la.

Qual a melhor política a ser adotada? Quais estratégias terão maior impacto nos resultados da atenção à saúde? Este é o grande dilema dos gestores, pois faltam informações que permitam estabelecer um marco conceitual comum, determinar prioridades de intervenção, evidenciar a relação de efetividade e custos das estratégias de melhoria da qualidade.

Segundo o Instituto Qualisa de Gestão, responsável pelo Programa Brasileiro de Segurança do Paciente, é preciso definir uma estratégia nacional que posicione a qualidade da atenção à saúde e a segurança do paciente como prioridades das instituições. Para tanto, o PBSP define linhas estratégicas de ação e possui um formato pioneiro: abordagem progressiva, estrutura piramidal e ferramentas web de comunicação e coleta de dados.

O Programa permite a participação de instituições que não conseguiriam implantar simultaneamente um grande número de intervenções, pois prevê a adoção das melhores práticas de forma progressiva. Além disso, para facilitar a permeabilidade em toda rede hospitalar e o intercâmbio de experiências, o PBSP adota uma estrutura piramidal, tendo um grupo de hospitais multiplicadores. Por fim, considerando as dimensões continentais do Brasil, disponibiliza uma plataforma de comunicação via web, que permite o contato entre todos os integrantes por videoconferência.

Quer saber o porquê de participar?

A experiência bem-sucedida de campanhas similares em outros países demonstrou que crescer juntos significa crescer mais rápido e melhor. Crescer mais rápido e melhor significa salvar um número cada vez maior de vidas. Por isso, o network deve ser visto como uma questão de ética e de responsabilidade social das instituições de saúde. A lógica da competição sendo substituída pela lógica da cooperação. O compartilhamento das dificuldades e das soluções de sucesso e o benchmarking são a chave da inovação e da difusão das boas práticas. A participação do maior número possível de instituições permitirá a comparação de standards e a adoção de metas e prazos comuns, promovendo consistentemente o processo de melhoria e estimulando o sentimento de missão comum: o compromisso com a segurança do paciente.


Saiba mais acessando www.segurancadopaciente.com, conheça os hospitais participantes e cadastre sua instituição no Programa pelo
e-mail auditoria@iqg.com.br

 

MERCADO HOSPITALAR

 

HOSPITAL CARLOS CHAGAS COMEMORA NÍVEL 2 DE ACREDITAÇÃO

Na segunda quinzena deste mês de novembro, o hospital de Guarulhos recebeu o selo de Acreditação Hospitalar nível 2 da ONA. Na realidade, trata-se da recertificação, que trouxe a certeza de que a instituição caminha na direção certa da cultura da qualidade, oferecendo melhoria constante dos procedimentos e ações voltadas aos pacientes.

Já estamos há mais de 10 anos com a Acreditação no Hospital, com uma equipe altamente qualificada voltada somente para a qualidade e equipes multidisciplinares que trabalham neste sentido”, informa Eduardo Kamei Yukisaki, diretor-presidente do Escritório de Qualidade do Hospital Carlos Chagas. Ele salienta que, a cada dia, essas equipes visam consolidar as melhores práticas e inserir ações estudadas e padronizadas a todos os colaboradores.

A Certificação da ONA foi realizada sem a necessidade de nenhuma melhoria, ou seja, o HCC atendeu todas as exigências, em todos os quesitos. Na opinião de Eduardo Kamei, isto demonstra o amadurecimento da instituição, que incorporou várias ações que resultaram em maior segurança e qualidade para o paciente.

Segundo ele, para que a recertificação fosse realidade, houve a necessidade do engajamento de todos os colaboradores, o que vem sendo reafirmado a cada ano. “O Hospital Carlos Chagas conta com ótimos colaboradores que, ao longo dos anos, assumiram de forma ímpar que a qualidade no ambiente hospitalar é primordial para a diferenciação da instituição.

O HCC foi o 7.º hospital no Estado e o 15.º no Brasil a receber o certificado de Acreditação Hospitalar. O diretor explica que isso só foi possível pela iniciativa e apoio da alta direção, bem como de suas gerências e coordenações, que colocaram a qualidade entre as diretrizes e como um dos pilares do Grupo Carlos Chagas.

Nos próximos dois anos, estaremos nos preparando para o último degrau da certificação da qualidade. Estamos no nível 2 e, dentro de nosso planejamento, trabalharemos para alcançar o nível 3 de qualidade, que é o máximo da ONA”, complementa.

Assessoria de Comunicação do Grupo Carlos Chagas

 

LEGISLAÇÃO

 

CONFIRA AQUI AS NOVIDADES DO LEGISLATIVO.

• CRIAÇÃO DE NOVOS TRIBUTOS É PREVISTA NA REESTRUTURAÇÃO DO SUS

Na última semana, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o relatório final da subcomissão que trata da reestruturação do SUS. O documento de autoria do deputado Rogério Carvalho (PT – SE) sugere novas fontes de financiamento para o setor, dentre elas quatro novos tributos: Imposto sobre Grandes Movimentações Financeiras, Imposto sobre Grandes Fortunas, aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das instituições financeiras e a Tributação da Remessa de Lucros para o Exterior. A aprovação não implica na aplicação imediata de suas sugestões quanto ao financiamento do setor, mas passa a ser uma referência na Casa quando o assunto for gestão e financiamento do SUS.

Fonte: FBH


• PROJETO DE LEI REGULAMENTA PRESCRIÇÕES MÉDICAS

Também na última semana, a Comissão de Defesa do Consumidor aprovou o Projeto de Lei n.º 7476/06, que regulamenta as prescrições médicas e odontológicas e obriga médicos e dentistas a colocar em letra legível, nas prescrições, a posologia e a forma de uso dos medicamentos, além de sua Denominação Comum Brasileira (DCB) ou, na sua falta, a Denominação Comum Internacional (DCI). Segundo o relator, deputado Dimas Ramalho (PPS – SP), a proposta vai aumentar a transparência e facilitar o exercício do direito de livre escolha do consumidor. Tramitando em regime de prioridade e em caráter conclusivo, a proposta será analisada ainda pelas Comissões de Seguridade Social e Família, de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: SaúdeWeb


• ORÇAMENTO AUTORIZA EMENDAS DE ATÉ R$ 2 MILHÕES PARA SAÚDE

A Comissão Mista de Orçamento aprovou na quarta-feira (23) uma mudança no parecer preliminar ao projeto orçamentário de 2012, para autorizar a apresentação de emendas individuais, até o limite de R$ 2 milhões, para ações no Ministério da Saúde. O parecer aprovado no dia 10 de novembro permitia somente a destinação do valor para a área de atenção básica, que envolve a construção, ampliação, reforma e aparelhamento de postos de saúde.

Essa redação prejudicava, sobretudo, parlamentares que atuam em cidades de maior porte, onde a carência está na área hospitalar e de alta complexidade, e não em postos de saúde. No total, deputados e senadores poderão apresentar até R$ 15 milhões em emendas, dos quais R$ 2 milhões serão obrigatoriamente para a saúde.

Fonte: Agência Câmara


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