AtualAnteriores → Edição nº 31

INFORM@TIVO

 

EDITORIAL

 

NOVO SITE DA AHESP ENTRARÁ NO AR EM JULHO

Desde o ano passado, a Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo vem trabalhando em uma nova política de comunicação, para estreitar o relacionamento com seus associados, com o mercado hospitalar e com o segmento de saúde em geral.

Além da revitalização de sua marca, reativou seu informativo periódico que, acompanhando as tendências, desta vez é editado, quinzenalmente, de forma eletrônica.

No mês que vem, a AHESP estará lançando duas importantes ferramentas de comunicação para dinamizar todo o processo: os novos site e sistema de informações. Ambos foram totalmente reformulados, com o objetivo de atender as atuais demandas de forma moderna, ágil e interativa.

A partir de então, os associados passarão a contar com área de acesso restrito, poderão fazer suas atualizações cadastrais diretamente no site e utilizá-lo também para buscar profissionais, através do banco de vagas. Nele, associados poderão anunciar gratuitamente as vagas abertas na instituição e profissionais de saúde poderão publicar seus currículos.

Outra novidade, será o atendimento online, via mensagem, que funcionará de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Esperamos que gostem das novidades, que participem e colaborem com o aprimoramento constante de nossa comunicação.

Boa leitura e até a próxima!



Dr. Volney Waldivil Maia
Presidente

ACREDITAÇÃO

 

A IMPORTÂNCIA DE AVALIADORES NA VISITA DE ACREDITAÇÃO


A formação da equipe de avaliadores no processo de visita realizado pela Instituição Acreditadora Credenciada (IAC) é uma das exigências da Organização Nacional de Acreditação (ONA), no processo de certificação das organizações, serviços ou programa de saúde. As orientações específicas para isso estão nas Normas para o Processo de Avaliação (NA) e nas Normas Orientadoras (NO). O número e o perfil dos integrantes estão detalhados nesses documentos, que incluem também uma tabela de referência mínima para o cálculo da equipe, que leva em conta o tamanho da instituição a ser avaliada.

É relevante considerar a tabela que define a relação de avaliadores/dia mínima estabelecida pela ONA. Mais importante que o tamanho da equipe, no entanto, é sua composição profissional”, explica Maria Carolina Moreno, assessora da ONA.

No caso da acreditação hospitalar, o grupo deve possuir, obrigatoriamente, pelo menos um médico, um enfermeiro e um profissional com experiência em administração de serviços de saúde.” Nos outros serviços acreditados pela ONA, como ambulatórios, laboratórios e clínicas, segundo Carolina, a composição da equipe dispensa a participação do médico, mas inclui a participação de um avaliador líder e um avaliador com competência compatível com as características do serviço. “Em qualquer tipo de serviço em processo de Acreditação, os profissionais devem ter conhecimento da área de atuação da instituição, assim como do Manual do Sistema Brasileiro de Acreditação SBA/ONA para o serviço avaliado”.

Seja qual for o tamanho da equipe, há também a obrigatoriedade de um avaliador líder que, além de coordenar o trabalho, é responsável pelos relatórios finais no processo de acreditação. Para ocupar a função, o profissional deve ter formação superior, pelo menos quatro anos de experiência e, no mínimo, três processos completos de avaliação, além de ter prestado exame e estar em dia com o credenciamento de avaliador da ONA. Somente avaliadores com exame de proficiência válido podem realizar visitas de avaliação. Esses avaliadores são identificados por meio de uma carteira, na forma de crachá, fornecida oficialmente pela ONA.

Para dimensionar a equipe, é preciso levar em conta, além do número de leitos (quando aplicável), o número de funcionários da instituição e a quantidade de estruturas externas (lavanderia, processamento de materiais etc.), pois todas terão que ser visitadas pelos avaliadores. É facultativo à ONA acompanhar as visitas.

A instituição avaliada pode manifestar a não concordância com a equipe destacada para a visita, assim como o avaliador deve notificar qualquer conflito de interesse, como ter trabalhado na organização há menos de dois anos”, explica a assessora da ONA. Ela lembra que é vedado, também, o vínculo empregatício com a organização certificada até dois anos após o avaliador ter realizado a visita.

Existe um código de ética que deve ser seguido pelos avaliadores e isso inclui o compromisso com o sigilo e a confidencialidade das informações e documentos fornecidos pelos serviços avaliados”, afirma Carolina. Outra regra é que, como o Sistema Brasileiro de Acreditação não é prescritivo, não cabe ao avaliador interferir nos métodos e ferramentas utilizadas para o cumprimento dos padrões exigidos. “Cabe à organização, serviço ou programa definir qual o método que mais se adequa ao seu perfil e à complexidade de sua estrutura e atividade”.

A visita tem o objetivo de checar o cumprimento dos padrões exigidos para cada nível de acreditação. Nela, os avaliadores avaliam os procedimentos, verificam os processos de trabalho, analisam documentos e, no final, emitem um parecer. Depois dessa etapa, as IACs têm até 15 dias para entregar o relatório completo que vai embasar a decisão final da ONA, para homologar ou não a certificação.

Vale lembrar que o XII Exame de Proficiência para Avaliadores SBA/ONA será realizado no dia 21 de julho. As inscrições seguem até o dia 29 de junho e o prazo para matrícula é 13 de julho. Todas as informações estão disponíveis em https://ona.org.br/pagina/136/exame-de-proficiencia-editais



Eli Serenza
Assessora de Imprensa ONA

 

 

 

ARTIGO

 

O MARKETING SOCIAL E A EMPRESA

Há diversas definições sobre marketing. De uma maneira ou de outra, todas visam demonstrar a importância do estudo de mercado para promover trocas. As empresas conhecendo bem seus mercados podem oferecer produtos e serviços que realizem trocas satisfatórias, tanto para o consumidor como para a empresa.

Sua definição mais simples é atender as necessidades e desejos dos consumidores e, olhando sob este ângulo, o marketing também deve atender as necessidades da sociedade, ou seja, não basta atender apenas o consumidor, o individual, mas também tem que atender o coletivo. A compreensão de que atender o consumidor a qualquer custo, poluindo ar, águas, utilizando mão de obra infantil ou “escrava”, bem como produzindo produtos inseguros ou prejudiciais à saúde como, por exemplo, com excesso de sódio ou de gordura trans, não está mais de acordo com os anseios sociais e passou a ser uma preocupação das empresas e principalmente do marketing que, estrategicamente, define os processos da empresa.

O marketing, ao longo dos anos, vem sofrendo diversas adaptações para se adequar às mudanças de cenário mundial e o marketing social veio para agregar novos recursos e fundamentos para uma nova realidade.

Segundo Kother (2204), marketing social pode ser conceituado como a criação, implementação e controle de programas voltados para influenciar a aceitabilidade das ideias sociais, envolvendo planejamento de produto, preço, comunicação, distribuição e pesquisa. Para a empresa, é a preocupação consciente em contribuir com ações que gerem melhorias sociais, transformando uma realidade desfavorável. Também é uma forma de guiar a empresa em condutas éticas e socialmente responsáveis que, direta ou indiretamente, tragam benefícios para a empresa.

A adoção do marketing social pela empresa é trabalhada em três vertentes: a melhoria social de seu entorno, com ações na comunidade local, melhorando a relação da empresa com a sociedade e preservando seu mercado futuro; a melhoria dos colaboradores, que ficam mais motivados com os investimentos sociais internos em capacitação, respeito e benefícios complementares, gerando um clima organizacional proativo que reflete na qualidade dos produtos e serviços da empresa; e na associação do nome ou marca da empresa com suas ações sociais, fortalecendo sua imagem no mercado.

Com investimentos relativamente baixos para a empresa, as ações sociais planejadas pelo marketing social permitem o retorno financeiro através do fortalecimento da marca, do prestígio social adquirido no mercado e na diferenciação de seus produtos perante seus concorrentes, deixando-os mais competitivos.

A ação mercadológica associada a ações sociais traz benefícios de diversas formas para a empresa. É o fazer correto, visando capitalizar recursos para empresa.


Marcos Borghi

Ministrou palestra durante o I Fórum AHESP de RH. É sócio na Visão Social Assessoria e Treinamento, formado e pós-graduado em Marketing e professor universitário, nas disciplinas relacionadas a sua graduação.

 

 

ASSESSORIA JURÍDICA

 

MAPA DA SAÚDE

Beneficiários de planos de saúde não terão mais dificuldade em localizar clínicas, hospitais e unidades de saúde, onde médicos credenciados atendem. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou a Resolução Normativa nº 285, de 23 de dezembro de 2011, que obriga as operadoras a divulgar por meio de mapas ou imagens, em sua página na internet, a localização dos seus prestadores de serviço.

A norma entrou em vigor no último dia 23 de junho e, nesse primeiro momento, atinge apenas os convênios com mais de 100 mil beneficiários. Já para os demais planos, o prazo para cumprir a nova regra é dezembro deste ano. Regularmente, esses convênios também devem atualizar todas as informações como endereço, telefone para agendamentos e CEP.

Com isso, as operadoras de planos privados de assistência à saúde deverão disponibilizar um portal corporativo destinado ao público em geral, especialmente aos seus beneficiários, e aos prestadores de serviço de saúde. O portal deve estar disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, para acessos gratuitos. As operadoras também estão proibidas de restringir o acesso às informações de sua rede assistencial somente aos seus beneficiários.

A Resolução Normativa facilitará a vida dos pacientes e de seus familiares, que terão informações suficientes para chegar ao destino sem imprevistos. Além disso, com o painel geográfico de cada operadora, o conveniado poderá escolher clínicas que estejam mais próximas de sua residência e do local de trabalho. Localizar os prestadores de serviços ficará bem mais fácil.

Na internet, o cidadão também poderá pesquisar informações sobre a rede credenciada, mapeando os prestadores de serviço por especialidade médica – que deve atender ao contrato firmado com o convênio –, nome fantasia (pessoa jurídica), nome do profissional (pessoa física) e tipo de estabelecimento. Com isso, aumenta a concorrência no setor, pois todos os profissionais passam a ficar visíveis, possibilitando livre escolha dos conveniados.

Para quem está escolhendo um plano de saúde, a norma também é positiva. Agora, o consumidor terá uma gama de informações, entre elas a de identificar todos os prestadores de serviço associados, para decidir qual atende melhor suas necessidades. Muitos convênios, inclusive, devem adicionar recursos como o sistema de georreferenciamento. Portanto, será possível traçar rotas e visualizar com zoom o local e suas redondezas para melhor localização. Funcionará como uma espécie de GPS.

A norma não muda drasticamente o procedimento das operadoras de saúde, pois elas já possuem esse banco de informações. Agora, basta disponibilizá-lo na internet para todos os usuários. Segundo a ANS, os custos para a produção do portal online são reduzidos e a Normativa não impacta negativamente. Pelo contrário, facilita inclusive os encaminhamentos de pacientes, proporcionando mais rapidez nos agendamentos e localização dos profissionais credenciados. Espera-se que, na prática, isso se confirme, para que não se onere mais ainda os custos dos Planos e Seguros de Saúde, em detrimento da própria produção assistida.

Caso alguma operadora descumpra a regra e não forneça as informações aos consumidores, a ANS aplicará multas de R$ 25 mil. No entanto, é essencial que exista uma denúncia no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do órgão e efetivo descumprimento da norma de parte da operadora.



Dr. Dagoberto José Steinmeyer Lima
Consultor Jurídico da FBH e da AHESP

 

 

LEGISLAÇÃO

 

DESTAQUES DO LEGISLATIVO PARA O SETOR

Clicando nos respectivos links, você vai ter acesso à íntegra da Resolução Normativa da ANS e à Circular AHESP – Indicadores Hospitalares.

 

Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS


● RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN Nº 298 – 13/06/2012: Dispõe sobre mecanismos de transparência ativa e passiva no âmbito da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, institui o Serviço de Informação ao Cidadão – SIC da ANS, classifica em graus de sigilo informações em poder da ANS e dispõe sobre o seu tratamento; e dá outras providências. Veja mais


Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo - AHESP


● CIRCULAR AHESP Nº 024/12 – 18/06/2012: Pesquisa Indicadores Hospitalares – encaminha a proposta resultante da última reunião do grupo de trabalho, referente aos indicadores de qualidade para análise, críticas e sugestões. Veja mais / Planilha de Indicadores


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