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INFORM@TIVO

 

EDITORIAL

 

APRESENTAÇÃO DO SISTEMA NOTIVISA REÚNE HOSPITAIS EM SÃO PAULO

Foi com o auditório cheio que a Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo recebeu os representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no último dia 19 de setembro, para o Workshop sobre o Notivisa.

Atendendo ao convite da AHESP, cerca de 70 pessoas estiveram representando 41 hospitais do estado durante as apresentações da Dra. Maria Eugênia Carvalhaes Cury, médica chefe do Notivisa, e do Sr. Leandro Roberto da Silva, estatístico responsável pela área operacional do sistema.

Embora o Notivisa seja um dos parâmetros de qualidade estabelecidos pela Resolução Normativa nº 267 da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ainda registra baixa adesão e é pouco conhecido pelos hospitais, o que motivou a iniciativa do nosso Departamento de Convênios.

Além da matéria desta edição com informações sobre o evento, quero informá-los que o conteúdo das apresentações está disponível para nossos associados no site da AHESP, na seção de Circulares, mediante login e senha.

Nesta oportunidade, em nome da Associação, quero agradecer à Anvisa, aos profissionais da equipe de Brasília que se deslocaram para essa apresentação e a todos os representantes dos hospitais que prestigiaram mais um importante evento da AHESP.

Convido a todos, mais uma vez, para que confiram o conteúdo desta edição e até a próxima!

 

Dr. Volney Waldivil Maia
Presidente

 

EM DESTAQUE

 

WORKSHOP NOTIVISA: SISTEMA É UMA RECOMENDAÇÃO DE QUALIDADE

Mesmo criado há seis anos e sendo um dos tripés para a qualificação hospitalar, o Notivisa ainda é pouco conhecido e utilizado pelo setor. Prova disso, é que, dos 70 participantes do workshop realizado pela AHESP no último dia 19, apenas três disseram que conheciam o Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária e um afirmou usá-lo, pelo fato de seu hospital fazer parte da Rede Sentinela (*).

Convidados pelo Departamento de Convênios da AHESP, a Dra. Maria Eugênia Carvalhaes Cury, médica chefe do Notivisa, e o Sr. Leandro Roberto da Silva, estatístico responsável pela área operacional, apresentaram detalhadamente o funcionamento do sistema e tiraram todas as dúvidas dos representantes de 41 hospitais do estado que compareceram ao workshop.

Segundo a Dra. Maria Eugênia, todas as tecnologias usadas na área da saúde têm um potencial de risco e o objetivo da Anvisa é justamente gerenciar esses riscos. “O Notivisa é um sistema de informação que visa fortalecer a vigilância pós-uso, pós-comercialização de produtos e serviços de interesse da saúde, que chamamos de VIGIPÓS”, explicou.

A médica destacou os principais objetivos da VIGIPÓS com as informações recebidas: identificar reações adversas ou efeitos não desejados associados ao uso de produtos e tecnologias, minimizando seus riscos; aperfeiçoar o conhecimento dos efeitos e, quando indicado, alterar recomendações sobre uso e cuidados; avaliar a relação benefício/risco das tecnologias; regular produtos sob vigilância sanitária e apoiar outras tecnologias de intervenção; apoiar o planejamento de ações; justificar e apoiar ações voltadas ao uso racional e nortear a adoção de políticas públicas de regulação sanitária e de proteção à saúde.

Além de destacar as características do que deve ser considerado como evento adverso e queixa técnica, no âmbito da VIGIPÓS, o responsável pela área operacional informou quem pode ser notificante do sistema e salientou: “as notificações são mantidas sob sigilo, o acesso é restrito ao notificador, à Anvisa e às Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais”.

Na sequência, Leandro mostrou o sistema passo-a-passo, as principais telas, explicando como e quem cadastrar, quais os perfis de acesso ao Notivisa e ressaltou que podem ser notificados casos confirmados ou suspeitos. “É importante lembrar que nem toda notificação gera uma medida sanitária, seja ela regulatória ou não. Muitas vezes é necessário um conjunto de notificações para que as informações geradas sejam consistentes a ponto de desencadear ações. Por isso, é importante notificar sempre que houver suspeita de um evento adverso ou queixa técnica”, complementou.


 

 Entrevista
Informativo AHESP – Criado há seis anos, como a senhora avalia a adesão ao Notivisa?
Dra. Maria EugêniaO número de notificações está entre 160 e 170 mil. Embora possa parecer um número grande, ainda é muito pequeno frente à potencialidade que existe.

Informativo AHESP – Em sua opinião, qual o motivo da baixa adesão?
Dra. Maria EugêniaTêm vários fatores que podem justificar a baixa adesão até agora e não podemos atribuir a um único. O primeiro deles é que essa área da VIGIPÓS é relativamente nova. Existe um conceito de que uma vez registrada a tecnologia, ela vai funcionar eternamente. As pessoas supervalorizam os aspectos bons da tecnologia e subestimam seu uso, ou seja, não lembram que o potencial de risco é razoavelmente grande. Um outro fator é que, geralmente, as instituições criam um vínculo com o produtor da tecnologia e, então, reclamam diretamente para ele, que repõe o desvio de qualidade, conserta etc. A instituição não tem a percepção de que, ao fazer isso, não permite a visualização de um problema que pode ser muito maior, que precisa ser resolvido na dimensão da vigilância sanitária.

Informativo AHESP – Como resolver isso? Como ampliar essa adesão?
Dra. Maria EugêniaInfelizmente, o sistema de notificações ainda é encarado por muitos como algo punitivo e precisamos esclarecer essa distorção. Tem que ser algo motivacional e, para isso, precisamos estreitar nossa relação com as associações, com as instituições, como fizemos aqui hoje, com a AHESP e os hospitais de São Paulo. Afinal, ainda são poucas as notificações obrigatórias por lei, o que não significa que, eticamente, já não esteja implícito que todo profissional de saúde que se depara com um evento adverso, deveria ter a responsabilidade de notificar até mesmo o caso de um problema de desvio de qualidade.

 

(*) Rede Sentinela - é um projeto criado pelo setor de Vigilância em Serviços Sentinela, integrante da área de Vigilância em Eventos Adversos e Queixas Técnicas da Anvisa, em parceria com os serviços de saúde brasileiros (hospitais, hemocentros e serviços de apoio diagnóstico e terapêutico), Associação Médica Brasileira (AMB) e órgãos de Vigilância Sanitária Estaduais e Vigilâncias Municipais. A rede se comunica por meio da Comunidade Virtual em Vigilância Sanitária e em encontros presenciais regulares e programados. O objetivo é construir uma rede de serviços em todo o País preparada para notificar eventos adversos e queixas técnicas de produtos de saúde, insumos, materiais e medicamentos, saneantes, kits para provas laboratoriais e equipamentos médico-hospitalares em uso no Brasil, para ampliar e sistematizar a vigilância de produtos utilizados em serviços de saúde e, assim, garantir melhores produtos no mercado e mais segurança e qualidade para pacientes e profissionais de saúde. Essas informações integrarão o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária Pós-Comercialização, com a finalidade de subsidiar a Anvisa nas ações de regulação desses produtos no mercado.

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É NOTÍCIA

 

SÍRIO-LIBANÊS E SANTA PAULA FIRMAM PARCERIA EM ONCOLOGIA

Os dois hospitais assinaram um acordo de parceria para o novo Centro Oncológico do Santa Paula, seguindo o modelo de coopetição (colaboração entre empresas concorrentes) já presente em outros setores da economia. O novo centro, de quatro mil metros quadrados, será inaugurado no final deste ano e o acordo prevê padronização de protocolos, transferências de know how e compartilhamento de equipes. O contrato firmado pelas duas instituições tem validade de 10 anos e prevê que o Sírio forme, forneça e treine os profissionais de oncologia, determine protocolos e faça a supervisão de qualidade das áreas relacionados ao atendimento de pacientes oncológicos. Outro compromisso previsto pela parceria é a não contratação dos profissionais por parte do Santa Paula e, em contrapartida, o Sírio manterá equipes de alto padrão no centro oncológico. Os resultados já começaram a ser percebidos no hospital Santa Paula, onde as consultas aumentaram em 22% e as sessões de quimioterapia, em 50%.

Fonte: Saúde Business Web


PLANO DE SAÚDE TERÁ QUE JUSTIFICAR NEGATIVA POR ESCRITO

Nesta quinta-feira, 27 de setembro, a ANS está abrindo consulta pública sobre uma nova norma que propõe um prazo de 48 horas para que os planos de saúde justifiquem por escrito a negativa de fornecimento de qualquer serviço, seja um tratamento, consulta, exame ou cirurgia. A justificativa deverá ser detalhada, apontando a cláusula contratual em que se baseia a negativa e, se o cliente solicitar, deverá seguir por carta ou e-mail. A norma define também que, em casos de urgência e emergência, a justificativa terá que ser fornecida imediatamente. A medida entrará em vigor a partir de janeiro de 2013 e as operadoras que se negarem a prestar a informação pagarão multa de R$ 30 mil. A sociedade civil terá 30 dias para apresentar críticas e sugestões, através do site da ANS que, após a consulta, avaliará os comentários e redigirá o texto final da resolução.

Fonte: Agência Estado e Portal G1


SAMARITANO LANÇA PROGRAMA INÉDITO NO PAÍS

O Hospital Samaritano de São Paulo fechou uma parceria com a Companhia Athlética para o lançamento do programa Médico Ativo. O objetivo é combater o sedentarismo através de um sistema diferenciado para a prática de atividade física. A proposta prevê a atuação conjunta de médicos e educadores físicos não só para prescrever exercícios, mas também para mudar os hábitos dos pacientes, com um programa individualizado e com acompanhamento nutricional. Segundo o superintendente corporativo do hospital, Luiz De Luca, é a primeira vez no Brasil que um Hospital acreditado internacionalmente por sua qualidade estabelece uma parceria formal com uma rede de academias que é a primeira fora dos EUA a possuir certificação internacional pela Medical Fitness Association (MFA). A iniciativa vem de encontro ao resultado de uma pesquisa realizada pelo American College of Sports Medicine, que apontou que aproximadamente dois terços dos pacientes ficariam mais interessados em se exercitar se fossem orientados por seus médicos.

Fonte: Hospital Samaritano

 

RECURSOS HUMANOS

 

III FÓRUM DE RH DA AHESP SERÁ EM OUTUBRO

Em parceria com o CenaHosp, a AHESP estará promovendo o terceiro encontro dos profissionais de Recursos Humanos da área hospitalar no próximo dia 17 de outubro, das 9 às 13 horas e as inscrições são gratuitas.

Na ocasião, os grupos que foram montados no último Fórum, em agosto, estarão discutindo os temas escolhidos: Indicadores de RH, Clima Organizacional, Plano de Carreira e Mapeamento de Competências e, por fim, Treinamentos e Capacitação.

Os grupos são formados por representantes de Atibaia, Botucatu, Campinas, Leme, Litoral, Santa Cruz do Rio Pardo e São Paulo.

Para mais informações, ligue (11) 3337.5757 ou escreva para forumrh@ahesp.com.br


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