AtualAnteriores → Edição nº 39

INFORM@TIVO

 

EDITORIAL

 

O QUE ESPERAR PARA A SAÚDE NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO?

Ao preparar este texto para o Informativo AHESP, já conhecemos os nomes dos prefeitos eleitos em segundo turno para estar à frente de todas as cidades do Brasil, nos próximos quatro anos. Aqui em São Paulo, será Fernando Haddad, do PT, confirmando o que apontavam as pesquisas.

Nosso município foi palco da disputa que talvez tenha concentrado a maior atenção dos quatro cantos do país, devido à histórica batalha entre PT e PSDB e à influência que poderá ter nos rumos para as eleições de 2014.

Aqui, no entanto, como presidente da Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo, devo suscitar reflexões sobre o que podemos esperar para a área de saúde em nossa cidade, baseado, por hora, apenas nas propostas divulgadas pelo então candidato.

Para acabar com o drama dos paulistanos no que se refere à saúde, Haddad promete criar 1.000 novos leitos, três novos hospitais e a tão divulgada Rede Hora Certa, que pretende levar, para cada uma das 31 subprefeituras, estrutura capaz de oferecer consultas, exames, inclusive de imagem, e serviços permanentes de cirurgia ambulatorial.

Ponto polêmico ressaltado durante a campanha foi a proposta do plano de governo petista para “implementar instâncias e ações de controle, fiscalização e auditoria sobre contratos de gestão de serviços, convênios e parcerias existentes”, visto e atacado pelos adversários como o fim das parcerias com as Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Haddad, ainda, criticou firmemente a “privatização” de 25% dos leitos hospitalares nos serviços municipais e, já eleito, garantiu que a cidade terá tratamento de “metrópole estratégica” por parte do governo federal.

Nomes para ocupar cargos no governo municipal já começam a pipocar por todos os lados. Para a Secretaria de Saúde, o aliado PMDB indicou Marianne Pinotti, que foi vice de Chalita e ocupou o cargo em Ferraz de Vasconcelos, mas o PT reivindica a vaga. O prefeito eleito gosta de Carlos Neder, que coordenou seu programa nessa área e foi secretário de Erundina, mas enfrenta oposição de algumas alas do partido. Correndo por fora, está o titular da Faculdade de Medicina da USP, Milton Arruda, que trabalhou com o ministro Alexandre Padilha.

Por enquanto, certo mesmo é que Fernando Haddad terá até março de 2013, ou seja, 90 dias após a posse, para transformar seu programa em plano de metas.

Agora, é esperar para ver!



Boa leitura e até a próxima!

Dr. Volney Waldivil Maia
Presidente

 

EM DESTAQUE

 

MAIS UMA VEZ, FÓRUM DE RH REÚNE PROFISSIONAIS EM SÃO PAULO

Promovido pela Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo em parceria com o CenaHosp, o Fórum de Recursos Humanos da Área Hospitalar tem o objetivo de propiciar a troca de conteúdo e experiências entre os diferentes tipos de instituição e vem sendo realizado desde o início deste ano.

O terceiro encontro ocorreu no último dia 17 de outubro, na sede da AHESP, quando 22 participantes representaram 16 estabelecimentos de saúde, entre universitários, privados e filantrópicos, de várias regiões do estado.
Para dar sequência aos trabalhos e temas definidos nos encontros anteriores, os participantes assistiram às apresentações de Danielle Dutra Pery e Karen Yumi O. Rothenberg, da Santa Casa de Leme, e de Kelri Aparecida C. Carvalho, do Hospital e Maternidade Celso Pierro, da PUC de Campinas e, em seguida, realizaram um verdadeiro benchmarking.

A troca de informações foi muito rica e de grande aplicabilidade, pois os representantes de instituições pequenas, médias e até mesmo com 15 mil colaboradores, que compareceram ao encontro, participaram intensamente do debate, o que resultou em um conteúdo que não seria encontrado em nenhum curso sobre o tema”, avaliou o coordenador Hélio Borin.


Na próxima edição do Informativo AHESP, você vai conferir a repercussão deste terceiro encontro junto aos participantes e, também, mais informações sobre o 4º Fórum de RH, que acontecerá no mês de dezembro, com apresentações de debates de outros temas.

Vale informar que o grupo continua aberto para os profissionais de recursos humanos dos hospitais que queiram ingressar, mesmo não tendo participado dos encontros anteriores. Dúvidas e outras informações, escreva para forumrh@ahesp.com.br.

 

 

 

 

É NOTÍCIA

ANS APROVA COMPRA DA AMIL PELA UNITEDHEALTH

O anúncio foi feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar no último dia 22 e marca a entrada do maior grupo internacional de planos de saúde no Brasil. Com relação à participação de capital estrangeiro na operação, nota da agência reguladora informa que isso já ocorre no país desde 1997, fazendo parte, inclusive, do cotidiano das empresas cujo capital seja objeto de negociação em bolsa de valores. Direitos e deveres permanecem inalterados ressalta a ANS e complementa: "qualquer empresa que comercialize planos de saúde no Brasil, independente de possuir capital estrangeiro ou não, obedece ao mesmo regramento legal e normativo, seguindo o rigor assistencial e econômico-financeiro exigido pelo órgão regulador". Por outro lado, antes mesmo da aprovação pela ANS, no dia 16 de outubro, o deputado Eleuses Paiva (PSD-SP) apresentou um projeto de lei que pretende limitar a aquisição de operadoras de planos de saúde por empresas estrangeiras. "A situação é preocupante, uma vez que a centralização do setor privado de saúde entre poucos nunca será uniforme e continuada. Além disso, pode-se depreender que as qualidades dos sistemas de saúde nacional não são o principal interesse das empresas estrangeiras e sim, o lucro e a expansão de mercado", justificou o deputado. O PL está sendo analisado pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

Fonte: Valor e Época Negócios

 


HOSPITAL PAULISTA USA MODERNAS TÉCNICAS DE RADIOFREQUÊNCIA

O Hospital Paulista, especializado em otorrinolaringologia, inova mais uma vez e é um dos primeiros hospitais brasileiros a realizar cirurgias com este moderno equipamento. A técnica pode ser utilizada em procedimentos como: adenoidectomia, amigdelectomia, turbinoplastia e cirurgias nasais. Para aprimorar o conhecimento sobre o procedimento, o hospital recebeu a biomédica Kelly Etheridge, consultora da Arthrocare, que veio ao país apresentar aos médicos da instituição uma nova tecnologia da radiofrequência, o Coblation. "Comprovadamente seguro e eficaz, este método já é bem difundido nos grandes centros da medicina mundial", explicou a biomédica. A tecnologia consiste na ablação do tecido através de um plasma produzido por uma fina camada salina ionizada que rompe as ligações moleculares sem produzir calor. Baseado neste ambiente controlado por processo de calor, o plasma, precisamente focado, limita a penetração térmica com o mínimo de dano aos tecidos adjacentes. A técnica moderna e não invasiva, tem um menor risco de complicações uma vez que a temperatura produzida fica entre 40ºC e 80°C, promovendo a dissociação molecular. Já em outras técnicas, esta temperatura pode chegar a 500°C.

Fonte: ACP Comunicação

 


INSCRIÇÃO PARA ÚLTIMO EXAME DE PROFICIÊNCIA DE 2012 TERMINA NA SEXTA

A Organização Nacional de Acreditação informa que as inscrições para o XIV Exame de Proficiência Avaliador SBA/ONA podem ser feitas até o próximo dia 2/11. O período de matrícula se estende de 5 a 16 de novembro e a prova online, agendada para o dia 24 de novembro, será a última realizada em 2012. Para garantir a realização da prova é preciso atender a todos os procedimentos detalhados no edital e os prazos especificados no cronograma, incluindo a postagem dos documentos exigidos, juntamente com o formulário de inscrição e o comprovante de pagamento. O envio pelo correio deve ser feito no máximo até 5/11. Só podem inscrever-se os candidatos que realizaram o Curso Preparatório de Avaliadores e foram aprovados nos últimos dois anos. Maiores informações podem ser obtidas em www.ona.org.br, onde pode ser acessado também o manual do candidato e o edital do concurso.

Fonte: Assessoria de Imprensa ONA

 

HOSPITAL SANTO AMARO ANUNCIA AQUISIÇÃO DO HOSPITAL ANA COSTA

O anúncio foi feito no início do mês por Urbano Bahamonde Manso, presidente da Associação Santamarense de Beneficência de Guarujá, gestora do Hospital Santo Amaro. Segundo ele, o prédio em Vicente de Carvalho será reformado e contará com 100 leitos de internação SUS, passando a se chamar Santos Dumont. "Nossa previsão é que o primeiro módulo desse projeto, com 50 leitos, deva ser concluído no início do próximo ano e comece a receber internações. Na segunda etapa, serão acrescentados outros 50 leitos. Além disso, também teremos estrutura para pequenas e médias cirurgias", acrescentou Mauro Bignardi, assessor executivo. Urbano se mostrou muito animado com a nova fase do Hospital Santo Amaro e da saúde pública de Guarujá e complementou: "definitivamente, vamos atender a demanda municiapl de leitos de internação e de UTI, com os melhores recursos profissionais e tecnológicos".

Fonte: Assessoria de Imprensa do Hospital Santo Amaro

 

 

 

ASSESSORIA JURÍDICA

 

COMO A ECONOMIA REFLETE NOS CUSTOS HOSPITALARES

Os impactos da situação macroeconômica nacional sobre os custos hospitalares foram trazidos à baila pelo economista e contador Wagner Barbosa de Castro, durante workshop promovido pela Federação Brasileira dos Hospitais (FBH), no último mês de setembro. A palestra garantiu aos participantes, todos responsáveis pelo planejamento estratégico das organizações hospitalares, uma oportunidade única para se aprofundar sobre as mudanças do setor e os reflexos da economia interna e global sobre a atividade.

Apesar de constatarmos o empenho do governo federal para manter os índices de crescimento econômico dos últimos anos, as projeções caminham na via contrária – com direito a uma projeção de mísero 1,6% de aumento no PIB. Cenário que preocupa o consumo interno no setor de saúde. A população das classes A, B e C representa um total de 112 milhões de pessoas e um desequilíbrio na relação com esse público pode resultar em uma grave crise econômica. A pirâmide etária brasileira tem pesado muito na apuração dos índices de inflação do setor, principalmente quanto à sinistralidade. A taxa de natalidade declinante significa uma redução do tamanho das famílias, gerando em um futuro bem próximo problemas para o financiamento da saúde.

Cerca de 75% dos brasileiros depende do Sistema Único de Saúde (SUS), mas o governo remunera muito mal os serviços contratados. Caso os hospitais dependessem unicamente da União, muitos não teriam a menor condição de funcionamento. Hoje, os recursos federais impossibilitam o investimento em equipamentos e novas tecnologias. Existem no Brasil, atualmente, 6.742 hospitais – sendo 70% privados, 21% municipais, 8% estaduais e 1% federais. Do total de 498.562 leitos disponíveis, 72,7%, ou 362.308 são pelo SUS e 136.194 (27,3%) atendem pelo sistema privado de saúde.

Dados de 2007 apontam que o Brasil investe 8,4% do PIB com saúde, sendo que 41,6% desses gastos provêm do setor público e 58,4% da iniciativa privada. A saúde representa cerca de 5,4% do total do gasto público e 39,4% dos planos pré-pagos sobre gastos privados em saúde. O gasto per capita é de US$ 606, dos quais US$ 252 vêm do setor público.

Para equilibrar a situação, o segmento de saúde suplementar, seja como prestador de serviços ou operador de planos de saúde, tem uma grande relevância. Isto porque as pessoas com maior poder aquisitivo acabam recorrendo a esses serviços para receber um atendimento de qualidade. No Brasil, o setor privado congrega 48,7 milhões de pessoas e os planos de saúde já representam a segunda maior despesa entre os benefícios oferecidos pelas empresas a seus funcionários e colaboradores.

A inflação médica em 2011 foi quase três vezes superior à oficial, devido à sinistralidade elevada, à ampliação do rol de procedimentos e à elevação dos insumos acima da inflação. Esse alto índice dificulta uma negociação mais eficaz dos hospitais com o mercado comprador de seus serviços.

Em curto prazo, não vislumbramos um apoio mais efetivo do governo a um setor gerador de muitos empregos, com medidas como a desoneração dos pesados encargos sobre a folha de pagamento dos hospitais. A explanação de Wagner Barbosa de Castro deixa clara a importância dos executivos hospitalares abusarem da criatividade nas suas práticas e metodologias de gestão.



Dr. Dagoberto José Steinmeyer Lima
Consultor Jurídico da FBH e da AHESP

 


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