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INFORM@TIVO

 

AVALIAÇÕES

 

Do Secretário Geral da FBH e Vice-Presidente da AHESP

Informativo AHESP – Como o senhor avalia este primeiro encontro?
Dr. Eduardo de Oliveira – O evento foi muito bom. Foi o primeiro e percebemos que a TISS é realmente uma coisa que veio para ficar, mas que ainda há muita dificuldade em nosso país. O que chama muito atenção é que o objetivo era sumir com o papel e nós não conseguimos isso. Mas acho que a legislação existe, a ANS está do nosso lado e creio que vamos progredir, vamos resolver esse problema de relacionamento hospital/operadora.

IA – O senhor informou sobre outros encontros que serão realizados, correto?

Dr. Eduardo – Sim, serão mais quatro, um em cada região do pais: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. As datas ainda estão sendo definidas, mas o próximo certamente será em 30 ou 60 dias. Para esses próximos eventos, nossa ideia é que sejam mais técnicos, uma discussão mais operacional e, por isso, será muito importante a presença dos responsáveis pela informática e pelo faturamento do hospital.


Do Presidente da FBH

Informativo AHESP – Qual sua impressão deste primeiro encontro e o que acha que a implantação trará de benefício para os hospitais?
Dr. Luiz Aramicy Bezerra Pinto – Em primeiro lugar, eu tenho que louvar a atuação da AHESP e a participação grande e efetiva dos representantes hospitalares. A implantação do padrão TISS 3.0 vai realmente mudar o relacionamento entre as operadoras e os prestadores de serviços, porque dará uma agilidade maior, sendo totalmente eletrônica, quer dizer, vai haver uma confiabilidade maior para quem presta o serviço e para quem remunera por esse serviço. Esse tipo de relacionamento tem que avançar, porque hoje gera um grande prejuízo para quem presta o serviço e até mesmo para quem paga, mas, acima de tudo, temos que reconhecer que a ANS está no caminho certo, quando procura dirimir as questões antagônicas que existem entre operadoras e prestadores.
Acredito que as mudanças realmente encontram resistências, que já vivenciamos no passado, em algumas outras áreas, mas não podemos mais deixar de olhar para frente, porque precisamos procurar empreender. Se nós empreendermos juntos, venceremos. Se houver esse tipo de recusa, de operadora querendo se impor porque é maior que outra, de um hospital maior em detrimento de um menor, não chegaremos a lugar nenhum. Todos têm que se tratar igualitariamente em benefício do usuário que está comprando e pagando os planos.

IA – Qual a observação que gostaria de deixar para os gestores hospitalares?
Dr. Aramicy – É absolutamente relevante que os gestores juntamente com suas equipes participem, que detectem os problemas. O país é muito grande e, portanto, existe uma diversificação de comportamento também grande. Os gestores, através de suas associações estaduais ou diretamente com a FBH, devem encaminhar os questionamentos, pois somente dotados dessas informações poderemos salvaguardar seus interesses. Acho muito importante que eles saiam desse período de acomodação para um período de participação, sob pena de, terminados esses prazos da ANS, virem a se sentir prejudicados.

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