AtualAnteriores → Edição nº 64

INFORM@TIVO

 

EDITORIAL

 

TISS: NOVO PRAZO PARA IMPLANTAÇÃO E NOVA VERSÃO

Como divulgado pela Circular AHESP 045/13, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar publicou, no último dia 28 de novembro, a Resolução Normativa nº 341, alterando para 30 de maio de 2014 a data limite para adoção do padrão TISS.

Para tanto, desde 1º de dezembro passado, encontra-se em vigência a nova versão 3.01.00, que substitui a anterior 3.00.01, de 01 de maio deste ano. Para acessar a nova versão, clique aqui

Vale lembrar que, segundo a ANS, a TISS foi estabelecida como um padrão obrigatório para as trocas eletrônicas de dados de atenção à saúde dos beneficiários de planos, com o objetivo de padronizar ações administrativas, subsidiar ações de avaliação e acompanhamento econômico, financeiro e assistentical das operadoras e, ainda, compor o Registro Eletrônico de Saúde.

O padrão TISS tem por diretriz a interoperabilidade entre os sistemas de informação preconizados pela Agência e pelo Ministério da Saúde e a redução da assimetria de informações para os beneficiários de planos privados.

Em março deste ano, a AHESP realizou evento para prestar esclarecimentos sobre o Padrão TISS, que contou com a participação de representantes do DIDES e da ANS. Independente da nova versão já disponível, vale a pena conferir as informações prestadas na ocasião pelos especialistas, o que pode ser feito clicando no banner sobre o tema, na parte superior do nosso site

Boa leitura e até a próxima!

Eduardo de Oliveira
Presidente

É NOTÍCIA - ASSOCIADOS

 

RESIDÊNCIA MÉDICA NO EDMUNDO VASCONCELOS ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS

Os candidatos interessados no programa de Residência Médica do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos têm até o próximo dia 6 de dezembro, sexta-feira, para efetuarem inscrição pessoalmente ou através do site.

No total, são 15 vagas, sendo 4 em Clínica Médica, 4 em Cirurgia Geral, 4 em Pediatria, 2 em Otorrinolaringologia e 1 em Urologia e a taxa de inscrição é de R$ 500.

No dia 7 de janeiro de 2014, os candidatos realizarão a prova escrita e aqueles que obtiverem as maiores notas serão submetidos à entrevista. O resultado final será divulgado em 27 de janeiro e a matrícula dos aprovados deverá ser feita de 3 a 5 de fevereiro.

Informações adicionais, edital do concurso e manual do candidato estão disponíveis no site www.hospitaledmundovasconcelos.com.br.

Fonte: Revista Hospitais Brasil



SÃO CAMILO: PIONEIRO NA ADOÇÃO DO SISTEMA LEAN PARA GESTÃO

A experiência da rede de hospitais São Camilo foi apresentada, na semana passada, no 1º Lean Summit Saúde, evento realizado em São Paulo com apoio institucional da AHESP. A implementação do sistema, iniciada em 2007, foi descrita pela gerente de Qualidade do grupo, Daniela Akemi.

Segundo ela, depois de erros e aprendizados, foi selada este ano uma parceria com o Lean Institute Brasil para execução de um plano de melhoria contínua e o propósito do São Camilo é adotar o sistema como principal modelo de gestão por processos e utilizar o conceito de produção “puxada” para projetos a partir dos gestores.

Aplicado em áreas como de suprimentos, farmácia, nutrição, centro cirúrgico, entre outras, a rede aumentou cerca de 45% sua produtividade. O centro cirúrgico, por exemplo, economizou R$ 11 milhões em um ano”, informou. Para ela, o pensamento enxuto, colaborativo e humanizado que envolve o Lean está na essência das pessoas.

Fonte: Saúde Business Web

É NOTÍCIA - SETOR

 

IBGE PUBLICA INDICADORES DA SAÚDE BRASILEIRA

Publicado na última sexta-feira, 29 de novembro, o relatório afirma que houve “relevantes evoluções” no setor de saúde, nos últimos anos, “com crescente (mesmo se ainda insuficiente) investimento público” e destaca, entre as áreas que obtiveram melhorias, a redução da mortalidade infantil e materna, o tratamento da AIDS e capilaridade da atenção básica.

O IBGE pondera, no entanto, que são necessários esforços adicionais para melhorar a qualidade dos serviços, tornar a saúde pública mais equânime, homogênea em todo território e capaz de enfrentar os crescentes desafios ligados à dinâmica demográfica.

Os indicadores brasileiros são comparados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU para serem cumpridos até 2015 e aborda, também, o ítem referente a gastos com saúde.

Para ver a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, acesse aqui

Fonte: Portal G1




HIV TEM NOVO PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS

A partir de agora, assim que uma pessoa for diagnosticada com o vírus, receberá o tratamento imediato pela rede pública, com uso de antirretrovirais. É isto que estabelece a portaria do Ministério da Saúde publicada na última segunda-feira, dia 2 de dezembro, que tem caráter nacional e deve ser aplicada por todas as secretarias de Saúde dos estados e municípios.

A expectativa do Ministério é incluir mais 100 mil pessoas no tratamento em 2014. Para tanto, gestores do SUS deverão estruturar a rede assitencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para atendimento.

A partir de fevereiro de 2014, para facilitar o diagnóstico do HIV e antecipar o tratamento de pessoas que podem desenvolver a Aids, o Ministério da Saúde deve autorizar também a venda, em farmácias, de um teste rápido para detectar o vírus. Produzido pela Fiocruz, o exame é feito em 20 minutos, com coleta de saliva pela própria pessoa, e deverá custar R$ 8.

A informação foi confirmada pelo diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do ministério, Fábio Mesquita

Fonte: Portal Uol e ANS


ASSESSORIA JURÍDICA

 

PENSEMOS MAIS EM SOLUÇÕES

O ato da crítica faz, de fato, parte do universo abstrato do Ocidente. Apesar de certamente anterior aos principais trabalhos de Immanuel Kant, não se pode negar que o formato, disposto nos textos mais importantes do autor, teve uma influência sobre a ciência e em nossa cultura como um todo.

O crítico coloca-se de fora, como um espectador superior às complicações por ele apresentadas, o que gera uma distorção da realidade. E uma exemplificação positiva é o problema da qualidade de atendimento dos hospitais e centros de saúde no Brasil.

Os dedos em riste apontando em tons acusativos, como os dos governantes, dos órgãos regulamentadores e da mídia, têm uma experiência dos problemas diametricamente oposta à dos usuários e dos prestadores de serviços clínicos, que conhecem empiricamente as verdadeiras arestas a serem aparadas, seja na saúde pública ou na privada.

Com essa perspectiva e uma larga experiência na militância pela saúde suplementar, posso afirmar que ações como a Acreditação Hospitalar, uma espécie de ISO da medicina, são soluções que deveriam ser mais enfocadas pelos atores externos ao processo de provimento e de demanda do tratamento médico.

Promovida pela Organização Nacional de Acreditação, uma entidade sem fins lucrativos criada em 1999, o certificado tem, como princípio, promover os padrões internos à altura das melhores práticas. Com os processos acelerados e assegurados, além do devido desenvolvimento de pessoas, tem-se, forçosamente, uma melhor atenção ao público. Avalia-se, durante a aplicação para a Acreditação, indicadores dos mais diversos, como a admissão e alta de pacientes, a área de farmácia, nutrição e laboratório, tanto do ponto de vista da qualidade da assistência, como dos planos de rotinas. A visão, portanto, é global e em diversos níveis.

Os benefícios são bilaterais. De um lado, a melhoria do padrão do serviço, indiscutivelmente, responde aos anseios dos usuários dos serviços hospitalares, reduzindo filas, aumentando a qualidade e a presteza nos atendimentos, assegurando a consistência e a confidencialidade das informações retidas no processo. Do outro, a instituição acreditada atinge uma alta eficiência financeira.

Assim, a atração de investimentos e de aportes financeiros no mercado é facilitada, algo de valor inestimável, já que sabemos que a infraestrutura da saúde precisa, urgentemente, de um upgrade – e isto depende totalmente de recursos que se tornam cada vez mais áridos. Por fim, quando os profissionais médicos, de enfermagem e do setor administrativo empreendem ações com base nos melhores processos, é gerada uma sinergia positiva que aprimora o ambiente de trabalho.

Em suma, quanto mais as próprias administrações seguirem em busca de melhorias como essa, mais elas estarão em sintonia com as próprias urgências dos pacientes. É o sinal de que os dois lados da moeda estão em sinergia e o lado responsável busca soluções práticas, ao invés do que ocorre com a regulamentação instaurada com base em impressões completamente distantes do dia a dia hospitalar.

Dr. Dagoberto José Steinmeyer Lima
Consultor Jurídico da FBH e da AHESP

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