AtualAnteriores → Edição nº 76

INFORM@TIVO

 

EVENTO INTERNACIONAL

 

AHESP PARTICIPA DE ENCONTRO COM MISSÃO DA COMUNIDADE EUROPEIA


Dr. Stefan Blankenborg, fundador da Enki Energy.
Formada por empresas italianas, francesas e holandesas do setor de agroalimentação e biotecnologia, a Missão da Comunidade Europeia intitulada Feeding the Planet (Alimentando o Planeta) esteve no Brasil de 18 a 23 de maio, promovendo encontros com o objetivo de cooperação e comercialização de alta tecnologia “verde”.

Os eventos ocorreram em Belo Horizonte, São Paulo e Salvador e contaram com o apoio da Enterprise Europe Network, FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos), NV Oost (Agência de Desenvolvimento do Leste da Holanda) e da Agência de Empresas da Holanda.

Atendendo ao convite da Enki Energy, fabricante de vários tipos de biodigestores, a AHESP esteve presente à reunião realizada no dia 21, na Capital, representada pelo 1º Tesoureiro da entidade, Dr. Ivo Garcia do Nascimento, que foi recepcionado pelo fundador e diretor da empresa holandesa, Dr. Stefan Blankenborg.

O Dr. Stefan explicou que sua empresa projetou um biodigestor que consegue converter quase por completo o lixo orgânico em biogás que, então, pode ser transformado em energia elétrica, através de um gerador. “Nós prevemos um futuro brilhante para nosso digestor anaeróbio no tratamento do lixo orgânico dos hospitais! Os resíduos das cozinhas, restos de alimentos e outros materiais orgânicos não serão mais um peso para as instituições, nem uma fonte de micro-organismos infecciosos, mas, sim, poderão ser transformados em uma fonte de energia renovável, em um processo que não produz nenhum odor”, resumiu após apresentação feita para o Dr. Ivo.

Na ocasião, o representante da AHESP teve a oportunidade de também falar sobre outra questão importante e delicada do setor hospitalar, que são os resíduos infectantes, perfuro-cortantes etc.

Considerando os conceitos universais de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa, o Dr. Ivo achou a tecnologia bastante interessante e passou todas as informações para os demais diretores e conselheiros da entidade, afirmando ter deixado as portas da AHESP abertas para novas discussões e futuros projetos de cooperação.



EM DESTAQUE

 

FBH ASSINA CONVÊNIO DE COOPERAÇÃO COM UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA

A Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e a Federação Brasileira de Hospitais (FBH) assinaram, no Rio de Janeiro, convênio de Cooperação Técnica, Científica e Cultural na área de saúde. A cooperação entre as duas instituições permitirá a realização de cursos e o ingresso de estudantes em estágios, na rede hospitalar.


Presidente da FBH e representantes da Universidade Salgado de Oliveira assinam convênio.
A solenidade contou com a presença da reitora da Universo, professora Marlene Salgado de Oliveira, do presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto, do diretor de convênios da Associação de Hospitais do Rio, Roberto Velasco, além do presidente da Associação de Hospitais do Rio, José Mansur e demais representantes universitários.

Durante o evento, a professora Marlene Salgado falou de sua satisfação com a assinatura do convênio.

Saúde e educação são irmãs gêmeas e deveriam ser as profissões prioritárias. Por conta do índice de violência nas escolas, ninguém quer ser mais professor. Assim como a medicina, essa é uma profissão fundamental. Fico muito feliz em fechar esse convênio e gostaria de levá-lo a todos os campi”, ressaltou a reitora.

O presidente da FBH, Luiz Aramicy, disse que ficou muito satisfeito com a parceria.

O governo tem feito muito pela indústria e agroindústria, mas a saúde e a educação estão sendo esquecidas. O grande problema na gestão da saúde é a falta de profissionais qualificados, inclusive, de nível médio. Nos preocupamos com isso”, avaliou.

Depois da assinatura, aconteceu o Workshop Hospitais, Saúde e Sustentabilidade – Experiências, Perspectivas e Desafios, ministrado pelos professores Samuel Maia, Gustavo Esteves e Sonia Maria Alves. Dentre os temas debatidos, Saúde no Brasil, Meio Ambiente, Gestão, Qualidade, Formação de mão de obra e qualificação profissional, foram alguns destaques.

Fonte: AHERJ – Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro

RAIO X DA SAÚDE

 

SUPLEMENTO DO VALOR ECONÔMICO TEVE COMO TEMA HOSPITAIS

SAÚDE: ESFORÇO CONJUNTO – Carlos Motta para Valor Econômico

O setor de saúde do Brasil ostenta números grandiosos: cerca de 6.800 hospitais públicos e privados, 195 mil unidades de serviços, 500 mil leitos hospitalares, 10,2% de participação no Produto Interno Bruto (PIB). Só a área de saúde complementar faturou, no ano passado, R$ 110,2 bilhões, uma impressionante alta de 15,5% em relação a 2012. No campo público, o controvertido Sistema Único de Saúde (SUS) oferece serviços desde a vigilância de alimentos, medicamentos e cosméticos até cirurgias de alta complexidade. Tem a difícil missão de prestar assistência gratuita a toda a população brasileira - é o maior sistema de saúde pública do mundo.

Números tão espetaculares escondem, porém, uma fragilidade notada por todos que integram o setor - usuários, profissionais, empresários e autoridades públicas. É praticamente unânime o diagnóstico de que ainda é preciso avançar muito para que a saúde do país atinja níveis que satisfaçam a população.

Uma das peças mais importantes dessa complicada engrenagem são os hospitais privados, que respondem por 70% do total do país. Um peso tão considerável implica responsabilidades proporcionais, traduzidas na manutenção da qualidade de atendimento, investimentos em tecnologia, equipamentos, recursos humanos e na ampliação física das unidades.

É um conjunto de medidas que os empresários estão sendo obrigados a tomar não só para não perder terreno num mercado altamente competitivo, mas porque já há alguns anos registrou-se no país um fenômeno que tem sacudido o setor: a ampliação das classes C e D, com o aumento da renda da população e níveis baixos de desemprego.

Com isso, um contingente enorme de pessoas, antes apenas assistidas pelo SUS, tem ingressado no sistema de saúde complementar. No ano passado o número de beneficiários de planos de saúde aumentou 4,6%, taxa superior aos 3,6% e 3% de crescimento verificados em 2012 e 2011, sempre em relação aos anos anteriores. Só em 2013 o sistema passou a contar com mais 2,2 milhões de beneficiários.

Essa pressão de demanda exigiu respostas rápidas. O superintendente-corporativo do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, Gonzalo Vecina Neto, diz que todos os grandes hospitais privados, não só de São Paulo, mas de várias capitais, expandiram suas redes. No caso do Sírio Libanês, informa, já havia planos para uma reestruturação em 2005, que acabaram coincidindo com o aumento da demanda.

Marcelo Pina, diretor-executivo-regional da Rede D'Or São Luiz, confirma a informação. "Nos últimos dois anos ampliamos em mais de 20% o total de leitos do Copa D'Or, assim como ampliamos e reformamos as instalações das emergências adulto e pediátrica." E para 2016, o grupo pretende inaugurar um novo hospital, o Copa Star, "com 150 leitos voltados à classe A", diz.

A estratégia é corroborada por Denise Santos, CEO da Beneficência Portuguesa de São Paulo: "Investimos na ampliação do atendimento para a área pública e particular. No ano passado investimos R$ 5 milhões na inauguração do Hospital Santo Antônio, na zona leste de São Paulo, dedicado exclusivamente a pacientes do SUS, e estamos investindo R$ 97 milhões na construção do anexo do Hospital São José".

O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, também acompanhou essa onda de investimentos: nos últimos cinco anos foi gasto R$ 1,1 bilhão, basicamente para a atualização e expansão do hospital, ampliação da rede de unidades avançadas e na implantação de tecnologia de informação para suporte às suas atividades. Segundo sua diretoria, os planos para os próximos cinco anos preveem mais R$ 1,7 bilhão, que será usado também na infraestrutura para operação de hospitais públicos, em uma faculdade de medicina e em um centro de ensino e pesquisa.

A incorporação de milhões de pessoas à rede de saúde complementar trouxe, porém, complicações extras para os empresários.

Atualmente, os contratos coletivos empresariais respondem por cerca de 70% do total dos planos de saúde. Ou seja, a maioria dos compradores dos serviços de saúde é de empresas, que, na tentativa de reduzir seus custos, passaram a negociar planos mais baratos com as operadoras. Essas, por sua vez, pressionam os hospitais para que eles reduzam seus gastos, "diminuam os honorários médicos, façam menos exames", diz Vecina Neto, do Sírio Libanês.

O setor de saúde complementar, segundo informa o diretor-executivo da Associação Brasileira de Medicina em Grupo (Abramge), Antonio Carlos Abbatepaolo, tem investido em hospitais, ambulatórios e laboratórios próprios para atender ao aumento de demanda, além de realizar investimentos em tecnologia e em pesquisas. "E há possibilidade de mais investimentos. Basta o governo estender à saúde medidas de desoneração que já beneficiam outros setores da economia", diz.

Não são apenas as operadoras que elegem a questão tributária como um dos maiores entraves para o desenvolvimento do setor de saúde. Em uníssono, os dirigentes das associações de classe afirmam que a alta carga tributária é um dos maiores empecilhos para que os investimentos do setor cresçam.

Os depoimentos são contundentes. "Apesar da representatividade do setor privado na saúde, ele ainda enfrenta resistências por parte do governo federal quando se trata de incentivos ao crescimento e desenvolvimento", diz Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

" O maior problema que o setor enfrenta hoje e faz com que não apareçam mais empreendedores para a área de saúde é a alta carga tributária", afirma Luiz Aramicy Pinto, presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH).

" O principal problema é antigo, anterior à criação do SUS: o subfinanciamento do setor, nossa sociedade deveria entender que o dinheiro para saúde é investimento e não despesa", diz Eduardo de Oliveira, presidente da Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo (AHESP).

Para esses empresários, o tratamento para a cura dos problemas setoriais passa por um modelo mais integrado e tecnologia. "É preciso investir em infraestrutura e tecnologia adequada à evolução da medicina, fomentar a inovação científica e tecnológica, criar um sistema de avaliação de qualidade, desenvolver um plano de ação público-privado para a integração dos sistemas de informação, bem como desenvolver um modelo assistencial integrado com foco no paciente, além de redes assistenciais integradas entre os setores público e privado", diz Francisco Balestrin, da Anahp.

Segundo ele, essas sugestões fazem parte do "Livro Branco: Brasil Saúde 2015", resultado de um ano de trabalho, que está sendo entregue aos candidatos à Presidência da República.

Os empresários também sugerem o fortalecimento das parcerias público-privadas, "algo que hoje vem sendo realizado modestamente por meio das organizações sociais", como explica Luiz Aramicy Pinto, da FBH.

Já o Ministério da Saúde colocou como uma de suas prioridades para aperfeiçoar o atendimento da rede hospitalar a melhoria do atendimento de urgência. Desde 2011 desenvolve o programa SOS Emergências, que visa qualificar a gestão em grandes hospitais que atendem pelo SUS. Já foram contempladas 28 unidade, restando apenas três para serem atendidas, em Roraima, no Acre e no Mato Grosso do Sul. Mensalmente, são repassados R$ 300 mil a cada unidade para custear a atividade e há ainda R$ 3 milhões disponíveis para a aquisição de equipamentos e R$ 48,9 milhões para reforma ou ampliação das 31 unidades.



É NOTÍCIA

 

SÍRIO LIBANÊS ADMINISTRARÁ HR DE JUNDIAÍ

No último dia 11 de junho, o Governo do Estado de São Paulo entregou as obras do novo Hospital Regional de Jundiaí, unidade com 136 leitos, sendo 120 de internação e 16 de UTI adulto, que deverá servir de referência também para os mais de 750 mil moradores dos municípios vizinhos. A unidade oferecerá atendimento em diversas especialidades, incluindo cirurgia geral, dermatologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ortopedia, ginecologia, urologia e cirurgia plástica.

No mesmo dia, o governador Geraldo Alckmin assinou acordo com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês para a administração do hospital, dentro do regime de Organização Social da Saúde.

O governo investiu R$ 45 milhões na construção, vai direcionar mais R$ 11,4 milhões para custeio até o final de 2014 e o hospital começará o atendimento no próximo mês de julho.



SANTA CASA DE SP TEM NOVA CENTRAL DE OPME

Visando melhorar o controle de órteses, próteses e materiais especiais, produtos hospitalares de alto valor agregado, a Santa Casa criou uma nova Central der OPME em parceria com a Logimed, especializada em gestão e logística da cadeia de suprimentos.

Com investimento em torno de R$ 2 milhões, a central conta com rastreabilidade via tecnologia de rádio frequência, permitindo o controle de validades dos produtos, realização de inventários, criação de relatórios gerenciais e, portanto, gerando indicadores operacionais e de performance. Com antenas também de rádio frequência, armários inteligentes conectados à internet possibilitam inventários online dos materiais disponibilizados nos centros cirúrgicos e o acesso a partir de tablets e smartphones.

Esse sistema é inédito entre as Santas Casas e ainda muito pouco utilizado no Brasil. Os hospitais que o adotarem terão mais agilidade e transparência nos processos, já que ele possibilita o acompanhamento remoto do consumo de produtos e as quantidades de itens consignados dentro da instituição, promovendo o rastreamento desde a fabricação até a utilização do item”, explicou o presidente da Logimed, Alexandre Dib. Além de promover agilidade, o investimento visa gerar economia de recursos. Nos últimos três anos, a Santa Casa de São Paulo conseguiu economizar R$ 120 milhões com a contratação da Logimed para cuidar da cadeia logística – incluindo o almoxarifado e a farmácia das 39 unidades de saúde da entidade.



HOSPITAL SANTA ISABEL TEM NOVO EXECUTIVO

Desde o mês de maio, Roberto Madid é o novo diretor geral do hospital administrado pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e tem como foco melhorar a receita do HSI e, consequentemente, ajudar a angariar recursos para atendimentos aos pacientes da Irmandade.

Por questões de realização pessoal e no sentido de sentir-me útil à comunidade, resolvi sair do trabalho onde estava e assumir esse novo desafio, pois o objetivo do Santa Isabel é auxiliar a custear o trabalho de filantropia em saúde, ensino e pesquisa da Santa Casa, que atende a população mais necessitada e carente de São Paulo e outros Estados”, disse Madid em comunicado à imprensa. “Meu papel é alinhar a administração com foco em sua missão principal. Precisamos mostrar ao mercado que somos excelentes e competitivos e assim conseguiremos em curto prazo colocar o hospital entre os grandes da medicina de São Paulo”, explicou o executivo que tem longa experiência em administração hospitalar, tendo atuado em banco de sangue, hospitais públicos e privados, medicina diagnóstica, operadoras de saúde e cooperativas médicas.

Fonte: Saúde Business Web



CURSO AHESP

 

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS HOSPITALARES E A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO

Um dos quesitos que definem as boas práticas da administração hospitalar é o processo de conscientização ambiental e a importância dada aos processos de implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). Para tanto, é necessário capacitar funcionários não só para a elaboração do plano, que é uma imposição legal, mas também para seu fiel cumprimento.

Neste sentido e como representante dos hospitais do Estado de São Paulo, a AHESP estará realizando, no próximo mês, um curso cuja proposta é justamente abordar as regras para a elaboração do PGRSS, assim como práticas de gestão de resíduos e os processos de capacitação.

A aula será ministrada no dia 24 de julho, das 8 às 12 horas, no Auditório AHESP, e contará com dois instrutores: Edison Ferreira da Silva, graduado em Saúde Ambiental e Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde pela Universidade Federal de Santa Catarina; em Gestão de Tecnologias Ambientais pela Escola Politécnica da USP e membro da Comissão Tripartite Regional do Ministério do Trabalho de São Paulo e Sueli Bavaresco Corraro, especialista na área de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, com capacitação em Riscos Biológicos e Ocupacionais, que é Supervisora de Gestão Ambiental.

O curso tem vagas limitadas é aberto para sócios (R$ 150,00) e não sócios (R$ 300,00). Para mais informações e inscrições, clique aqui.

** E atenção Hospitais do Interior de São Paulo! No segundo semestre, a AHESP estará realizando seminário em São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Acompanhem as informações e participem!



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