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INFORM@TIVO

 

AGENDA DO PRESIDENTE

 

Empossados os três novos diretores da ANS

No último dia 1º de setembro, o Ministro da Saúde, Artur Chioro, empossou os três novos diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar: José Carlos Abrahão, Martha Oliveira e Simone Freire, destacando a trajetória profissional de cada um e afirmando que, certamente, enfrentarão grandes desafios, mas trarão enorme contribuição ao setor.


Esq. p/ dir.: Francisco Balestrin, José Carlos Abrahão, Tercio Egon Paulo Kasten e Eduardo Oliveira.
A cerimônia foi realizada no Rio de Janeiro, no Centro de Convenções do Hotel Guanabara e a mesa de autoridades contou com as presenças dos secretários Estadual e Municipal de Saúde, Marcos Musafir e Daniel Soranz, respectivamente, André Longo, diretor-presidente da ANS e Leandro Reis, diretor de Normas e Habilitação de Operadoras. Entre os convidados para o evento, além de servidores e ex-diretores da entidade, estiveram representantes de órgãos governamentais, de defesa do consumidor e de instituições ligadas ao setor saúde, como Eduardo de Oliveira, secretário geral da FBH e presidente da AHESP.

Existe uma agenda comum que precisa ser compartilhada entre todos os integrantes dos setores público e privado”, disse Chioro, ressaltando a importância de uma gestão cada vez mais integrada no sistema nacional de saúde. Já o diretor-presidente, além de dar as boas-vindas aos novos integrantes, assegurou que a ANS está cada vez mais comprometida com o rigor técnico, a transparência e a previsibilidade. "A Agência tem tido assento e participado de todas as mais importantes discussões que passam no colegiado de gestão do Ministério, sempre com esse olhar objetivo de maior e melhor integração, com um verdadeiro sentido de parceria", complementou André Longo.

O novo diretor de Gestão é o médico pediatra José Carlos Abrahão, que tem pós-graduação em Administração Hospitalar. Com a experiência adquirida como presidente da Confederação Nacional de Saúde, da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, da Federação Internacional de Hospitais e membro do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro, falou: “Nós temos a saúde como um bem, um bem que não se mensura porque lida com a vida humana. Na saúde suplementar, necessitamos cada dia mais convergir e agregar para fortalecer o Sistema Único de Saúde. Temos que nos preocupar em cada dia construir uma saúde mais digna, mais humana e de melhor qualidade”.

Também médica pediatra, com mestrado em Saúde Coletiva e doutorado na área de envelhecimento humano, Martha Regina de Oliveira é uma servidora de carreira desde 2004 e assumiu a diretoria de Desenvolvimento Setorial. “Inicio uma nova fase de estudo, aprimoramento, conhecimento e de desafios: a DIDES. Desenvolvimento de um setor tão complexo e que ainda busca algumas definições; desenvolvimento de um setor que lida com vidas e com desafios no seu cuidar; desenvolvimento que em 2014 precisa se traduzir em um maior diálogo entre os atores e em inovação para lidar com problemas multifatoriais. Grandes desafios estão colocados diante da ANS e da DIDES e teremos que, com transparência, firmeza, segurança e diálogo, enfrentá-los”, avaliou.

A terceira empossada, Simone Sanches Freire, é graduada em Ciências Jurídicas, com pós-graduação em Direito Administrativo, Tributário e Constitucional e especializações em Direito Público e Regulação de Saúde Suplementar. Ela, que também é funcionária de carreira desde 2005, é a nova diretora de Fiscalização. “Essa é uma honra tão grande quanto o desafio que representa. A regulação exercida pela ANS com o objetivo de resguardar o interesse público pode estar mais fortemente focada em seu poder regulador, para que nossas ações ganhem celeridade, eficácia e eficiência”, afirmou.




EM DESTAQUE

Conselheiro da AHESP foi vencedor do Prêmio de Administração Hospitalar

Renato Sargo, que é superintendente do Hospital Augusto de Oliveira Camargo, em Indaiatuba, há 17 anos e membro da Fundação Leonor Barros de Camargo desde 1986, é um dos conselheiros da Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo e, depois de premiado no último mês de maio, conta um pouco de sua história e trajetória profissional em entrevista especial da edição de agosto da revista Panorama Hospitalar.

Formado em Administração de Empresas, Sargo entrou para o setor de Saúde em 1977, quando construiu, na capital, o Pronto Socorro Jardim Paulista, onde permanece como diretor superintendente, mas atribui o reconhecimento obtido com o 10º Prêmio da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares categoria Hospital Filantrópico ao desempenho do HAOC e também de sua mantenedora, a fundação.

Segundo ele, desde que assumiu a diretoria, passou a contribuir para o desenvolvimento da instituição e cita o aumento de quatro para 23 leitos na UTI, a ampliação da área física de nove mil para 18 mil metros quadrados e a construção do novo Pronto Socorro, entre outras melhorias. Atualmente, a capacidade de atendimento é de 15 mil pacientes por mês e as sete salas do centro cirúrgico permitem que sejam realizados 500 procedimentos mensalmente.

Quanto à Fundação Leonor de Barros Camargo, Sargo informa que o patrimônio líquido passou de R$ 18 milhões para R$ 780 milhões nesses 17 anos, graças a muito trabalho e dedicação de todos os envolvidos.

Perguntado sobre as conquistas do hospital que mais se orgulha de ter participado, veja a resposta de Renato Sargo:

De todas as conquistas após esses 17 anos, orgulho-me muito de ter participado da construção do novo Pronto Socorro, que foi ampliado e modernizado para oferecer um atendimento de qualidade à população que utiliza o Sistema Único de Saúde. Também criamos o departamento de Oncologia e agora contamos com um espaço para a Hemodiálise e para a Cardiologia, e temos também a alta complexidade da Neurologia. Podemos dar destaque ainda ao embrião de uma Faculdade de Medicina, após a transformação do HAOC em Hospital Escola, a partir da instituição de Residências Médicas iniciadas neste ano de 2014.

A AHESP, honrada por contar com a contribuição desse valoroso profissional em seu Conselho Diretor, convida todos a conferirem a entrevista de Renato Sargo na íntegra, acessando aqui.




É NOTÍCIA - SETOR

Admissões no setor Saúde seguem estáveis, segundo Caged.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aproximadamente 100 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho de agosto de 2013 a julho deste ano e os dados revelam estabilidade no setor saúde.

No período avaliado, 526.011 profissionais foram demitidos e 624.630 admitidos. Portanto, um saldo de 98.619 pessoas que entraram no mercado de trabalho de saúde de agosto de 2013 a julho de 2014, ficando o melhor saldo com a região Sul.

Os estados com os melhores resultados permanecem os mesmos do levantamento anterior, ou seja, São Paulo (34.632), Rio de Janeiro (15.083), Minas Gerais (7.167), Rio Grande do Sul (5.591) e Ceará (5.304).

Fonte: Caged e Setor Saúde



Governo de SP assume hospitais desativados

Com projetos que já demandaram R$ 135 milhões em desapropriações, reforma predial e compra de equipamentos desde o ano passado, o governo do Estado considerou quatro hospitais particulares desativados como de utilidade pública e está transformando os prédios em hospitais públicos.

No mês passado, a Secretaria Estadual de Saúde inaugurou uma unidade do Instituto do Câncer (Icesp) em Osasco, no local onde havia uma clínica oncológica que faliu. Ela faz parte de um projeto do governo que pretende criar uma rede de centros especializados em oncologia e dos R$ 26 milhões investidos, metade foi pela desapropriação e a outra para obras e aquisição de equipamentos.

Agora, será a vez do prédio que abrigou por 40 anos o Hospital Panamericano, da operadora Samcil em liquidação judicial desde 2011, no Alto de Pinheiros. O imóvel será, a partir do ano que vem, uma unidade especializada em Ortopedia e Traumatologia e funcionará como um braço do Hospital das Clínicas. A nova unidade também faz parte de um projeto para criar uma rede de hospitais especializados em trauma.

Fonte: Valor Online



SP: em cinco anos, 17 maternidades são fechadas e Brasil perdeu mais de 4 mil leitos do SUS.

No mês que vem, depois de 35 anos, o Hospital Santa Catarina estará fechando as portas de sua tradicional maternidade e, com isso, engrossando os números do levantamento que aponta que, em São Paulo, 17 já encerraram suas atividades, nos últimos cinco anos. Embora não existam dados consolidados sobre os leitos da rede privada, no SUS, o país perdeu 4.086 leitos para gestantes desde 2009, queda puxada pelos hospitais particulares conveniados o que diminuiu em 36,5% a capacidade de atendimento.

Gestores hospitalares falam sobre a redução na taxa de nascimentos no Brasil, mas reiteram que as instituições estão optando por áreas mais rentáveis, pelo atendimento a pacientes de maior complexidade, que demandam maior custo, para viabilizarem suas receitas. O secretário de Atenção à Saúde Fausto Pereira dos Santos, do Ministério da Saúde, concorda que regras que elevaram os custos contribuem para o fechamento e afirma: “Hoje é inadmissível não ter retaguarda de um leito de UTI, por exemplo. Manter uma maternidade ficou caro e deixou de ser bom negócio”.

Para o presidente da AMB, Florentino Cardoso, há uma necessidade urgente dos setores competentes dimensionarem adequadamente os leitos públicos e privados do Brasil. “Além disso, é preciso também estratificar por áreas. Caso isso não ocorra, vai piorar ainda mais a carência de leitos para obstetrícia e pediatria. Certamente nesse cenário, precisaremos ter atualizados modelos remuneratórios hoje existentes”, avaliou.

Fonte: AMB e Folha de S. Paulo




TECNOLOGIA

Cartão inteligente é opção de segurança física e online para hospitais


Hospitais modernos têm enfrentado uma crescente combinação de atos criminais. A International Association for Healthcare Security and Safety (IAHSS) publicou em seu relatório “2012 Crime and Security Trends Survey” (Pesquisa de Crimes e Segurança de 2012) que o número de infrações relacionados à área de saúde aumentou quase 37% em apenas dois anos, sendo que a privacidade do paciente e o acesso a seus dados confidenciais são áreas-chave de preocupação no setor.

Devido às limitações de tempo dos profissionais da medicina, os hospitais devem possuir uma forma intuitiva e versátil para o acesso às informações necessárias. Enquanto muitas práticas médicas e tecnológicas evoluem de inúmeras formas, certos processos continuam travados e ineficientes, até mesmo processos básicos diários, como o login e o logout dos computadores compartilhados. Com acesso a registros médicos e outras informações altamente reguladas, essas estações de trabalho compartilhadas são portais a informações sensíveis. Além disso, essas máquinas de uso coletivo muitas vezes utilizam desktops virtuais baseados em Citrix e VMWare para cada usuário, que são altamente seguros, mas como resultado, requerem várias etapas para se obter o acesso. Esse processo toma muito tempo do médico.

Facilidade de acesso, porém, não é nada fácil de adquirir. Cada vez mais, os departamentos de segurança e de TI dos hospitais estão trabalhando juntos para projetar, implementar e manter robustas as estratégias e regulações de controle de acesso seguro. Muitas organizações, não somente instituições de saúde, encontram um desafio ao fazer isso, pois os domínios de segurança física e online são, tradicionalmente, mundos separados. No entanto, assim como as separações dos espaços físicos estão desaparecendo conforme a população de usuários mobile está cada vez mais distribuída, as fronteiras que separam a segurança física e online também estão sumindo.

Toda essa pressão e requisitos estão incentivando os hospitais a se tornarem melhores na coordenação de sua abordagem de gerenciamento de identificação dos funcionários e acesso a informações de pacientes. Uma credencial única para acesso físico, da rede e online, oferece uma abordagem mais eficaz.

Cartões Inteligentes
Enquanto tokens e outros dispositivos com senha de uso único (one-time password, OTP) aumentam a segurança, eles podem tomar muito tempo quando são usados diversas vezes ao longo do dia, além de ser uma coisa a mais que os profissionais de saúde têm que se lembrar de levar consigo diariamente. Um crachá de identificação, por outro lado, é algo que o pessoal já leva e se sente confortável em usar na verificação de sua identidade e para obter acesso às instalações e áreas restritas que precisam para trabalhar. Graças ao desenvolvimento da tecnologia dos cartões inteligentes (smart cards), um médico, uma enfermeira ou administrador pode usar o mesmo crachá de identificação que usa para entrar nas áreas restritas do hospital para acessar as informações que precisam em seu PC ou nas estações de trabalho compartilhadas. Eles apenas encostam o crachá na leitora e ganham acesso imediato aos registros de que precisam – não há nada mais para lembrar ou transportar.

Os cartões inteligentes podem ser com contato ou sem contato e podem oferecer três níveis de segurança: autenticação de primeiro, segundo e terceiro fator. O primeiro fator de autenticação é referente apenas ao uso de cartão para acessar portas ou sistemas; o segundo fator – mais comum em processos de autenticação de hospitais – adiciona um nível de segurança, pois requer uma senha de acesso, em adição ao uso do cartão; já o terceiro fator vai mais além, utilizando algum outro método de segurança, como biometria, somado à senha e ao cartão inteligente. Cartões inteligentes sem contato são os mais utilizados para controle de acesso físico e estão sendo adotados para o controle de acesso lógico também.

Uma área em que essa tecnologia pode ter maior impacto é a de controle de infecção. É comum ver álcool gel nas portas e corredores de hospitais, além dos muitos pôsteres com avisos do governo sobre doenças ameaçadoras, como a gripe suína há alguns anos. Por exemplo, durante apenas o período da manhã, um médico pode receber cerca de 20 pacientes em cinco alas diferentes do hospital, acessando diversas áreas e sistemas em computadores. Com tantos pontos de toque, é fácil entender a rapidez com que uma infecção pode se espalhar. Cartões sem contato – onde é preciso apenas passar o cartão na frente da leitora – podem ter um papel chave na limitação da propagação de infecções. Afinal, se o cartão não encosta na leitora, não pode propagar germes. Com essa vantagem, adotar a tecnologia de cartões inteligentes sem contato parece uma opção óbvia. No entanto, muitos hospitais ainda utilizam o processo de controle de acesso mais básico: o cartão de tarja magnética, onde dados magnéticos são armazenados na parte de trás do cartão.

Enquanto os cartões de tarja magnética são de baixo custo de produção, eles podem gerar maiores gastos em termos de manutenção. Esses cartões entram em contato direto com a leitora quando inseridos e todos os detritos que se acumulam no cartão acabam dentro do leitor e sobre os seus pinos de contato. Eles também são suscetíveis à interferência magnética e desgaste de uso: constantemente passar o cartão na leitora faz com que a tarja se deteriore eventualmente. Esse tipo de cartão também é restrito em termos de capacidade de armazenamento de informações, se comparados aos cartões inteligentes. No entanto, a maior desvantagem de cartões de tarja magnética é que eles são facilmente clonados.

Com uma base de cartões inteligentes altamente seguros em uso, os hospitais podem agilizar as operações e estarão bem posicionados para melhorar a gestão de riscos e cumprir com novas legislações e requerimentos. Um único cartão de identificação se encaixa nos desafios de segurança e autenticação no mercado de saúde com envolvimento mínimo da equipe. Aproveitando esse mesmo cartão para conceder acesso físico e online pode melhorar os fluxos de trabalho dos profissionais de saúde, expandir o uso dos investimentos de infraestrutura de acesso da organização e entregar a segurança necessária para garantir a confidencialidade do paciente e regulações de proteção de dados.

Claro que instituições de saúde também devem conter os custos e minimizar investimentos de capital e despesas operacionais associados à implantação e gestão de sistemas de controle de acesso. Por isso, vale dizer que, para alguns hospitais, o custo do upgrade para cartões inteligentes sem contato pode ser visto como barreira para a implementação. Porém, quando se mede o peso dos custos da tecnologia de cartões inteligentes sem contato com os benefícios de maior segurança, a solução de um cartão único para controle de acesso pode oferecer alto valor para o setor de saúde, economizando tempo e dinheiro, protegendo pacientes e equipe e garantindo a segurança de suas informações pessoais.

Gustavo Gassmann
Diretor de Vendas da HID Global no Brasil
**As opiniões do artigos refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou da AHESP.

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