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INFORM@TIVO

 

EM DESTAQUE

 

TISS: a AHESP quer ouvir os Hospitais e auxiliá-los nesta importante transição

Como já é do conhecimento de todos, desde 31 de agosto último, está em vigor a versão 3.02.00 do Padrão para Troca de Informação na Saúde Suplementar – TISS, cujo objetivo, de acordo com a ANS, é padronizar as ações administrativas, subsidiar as ações de avaliação e acompanhamento econômico, financeiro e assistencial das operadoras de planos privados de assistência à saúde e compor o Registro Eletrônico de Saúde.

Além disso, o novo padrão tem por diretriz a interoperabilidade entre os sistemas preconizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar e pelo Ministério da Saúde e a redução da assimetria de informações para os beneficiários dos planos.


Reunião Grupo de Hospitais na AHESP
Como representante dos hospitais do Estado, a AHESP promoveu uma reunião no último dia 23 de setembro, para saber como foi e como tem sido a transição para a nova versão da TISS, a transposição da TUSS hospitalar, de materiais, medicamentos e OPME e diagnosticar os possíveis problemas enfrentados para, então, levar à ANS e interceder pela categoria.

A principal dificuldade relatada pelos representantes hospitalares diz respeito à imposição pelas operadoras de “seu modelo de TUSS hospitalar”, contrariando, inclusive, as propostas do hospital, quando a AHESP reiterou que a conversão das tabelas para o TUSS é uma prerrogativa dos hospitais e que cabe às operadoras conferir e criticar a proposta, negociando correções quando houver alguma inconsistência.

Solicitamos àqueles que estão enfrentando esse problema, que negociem com as operadoras, lembrando que as terminologias devem ser as mais fiéis possíveis aos itens vigentes na tabela hospitalar e, ao mesmo tempo, estar em conformidade com a TUSS, não podendo haver nenhuma alteração nos valores em vigor”, explicou Walter Valle, do Departamento de Convênios da AHESP.


Walter Valle, Depto. Convênio AHESP
Segundo ele, foi dada grande ênfase também ao fato de que, com a nova versão da TISS, os hospitais têm que exigir das operadoras a emissão do “demonstrativo de análise de contas” e o envio por arquivo eletrônico XML, no qual devem estar detalhadas as glosas e seus respectivos motivos. Do mesmo modo, devem encaminhar também o “demonstrativo de pagamento” condizente com o “de análises de contas”. “Em contrapartida, reforçamos a informação de que os hospitais devem recorrer por meio da “guia recurso de glosa” também via arquivo eletrônico XML”, complementou.

Durante a reunião, a AHESP apresentou exemplos de minutas de contratos, ratificando a necessidade de cláusulas especificando claramente itens relevantes como:

• as tabelas de serviços hospitalares, tabela de SADT e de HM, todas dentro dos padrões da TUSS - ambas as partes devem ter o arquivo eletrônico dessas tabelas (devidamente acordadas/ratificadas entre as partes) com os respectivos valores para não haver glosas;

• determinação clara de prazos para recursos e solução das glosas, inclusive por instâncias superiores, quando não se chega a conclusões após réplicas de justificativas entre as partes;

• finalmente, a cláusula de reajuste que deve estar em conformidade com as normas da ANS e, agora, com a lei nº. 13.003, de 24/06/2014, (Vide Circular AHESP n.014/14), lembrando as diversas alternativas para a definição dos índices de reajuste, inclusive com cláusula de desempenho.

Para buscar soluções junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar, a AHESP está fazendo um levantamento dos hospitais que estão enfrentando problemas para a implantação da TISS e da TUSS e solicita a sua colaboração, respondendo à pesquisa que pode ser acessada aqui.






É NOTÍCIA

 

Anvisa lança Manual de Segurança contra Incêndio em Hospitais

Com tiragem inicial de três mil exemplares e distribuição prevista para as vigilâncias, a Anvisa acaba de lançar o manual “Segurança contra Incêndio em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde”. Direcionada a gestores e profissionais envolvidos com projetos e obras, a publicação está disponível para consulta no site da Agência e tem por objetivo fornecer orientações sobre prevenção e combate a incêndios nos serviços de saúde, complementando as regulamentações contidas na Resolução nº 50/2002.

Além de estarem em constante transformação espacial, os equipamentos existentes nos serviços de saúde exigem instalações bastante complexas. O risco de incêndio num estabelecimento desses é tão presente ou maior que em outros, evidenciando, assim, a necessidade de medidas de controle rígidas e atualizadas”, afirma Diana Carmem Almeida, Gerente de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa.

Segundo ela, todas as providências estão baseadas no tripé Segurança da Vida, Proteção do Patrimônio e Continuidade das Operações e estão listadas passo a passo na publicação, mais uma iniciativa da Anvisa para colaborar com a diretriz da OMS que preconiza segurança máxima no atendimento aos pacientes.

Para acessar o manual, clique aqui

Fonte: Anvisa


Brasil é o único país onde União gasta menos em Saúde do que convênios

Estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde aponta que o Brasil é o único caso no mundo em que os planos de saúde investem mais no setor do que o Governo Federal no SUS. Em outras palavras, de acordo com o relatório da OMS, em nenhum outro lugar em que a saúde pública é universal, o sistema privado investe mais.

Por aqui, o orçamento federal destinado à saúde gira em torno de 8,7%, número abaixo da média dos países africanos (10,6%) e mundial (11,7%). Quando se compara os gastos federais com os efetuiados pelos planos de saúde, a diferença fica evidente: os convênios investem quatro vezes mais do que a verba anual que o Ministério da Saúde destina ao SUS. Um exemplo é que, em 2013, as operadoras desembolsaram R$ 90,5 bilhões, de acordo com a ANS, para atender um total de 50 milhões de clientes e o SUS, este ano, recebeu da União R$ 91,6 bilhões para chegar a 200 milhões de pacientes.

Enquanto o Ministério da Saúde se defende afirmando que os recursos mais que triplicaram nos últimos 11 anos, o presidente da APM, Florival Meinão, atribui à falta de investimento público o fato de 93% da população estar insatisfeita com o SUS, de acordo com recente pesquisa Datafolha. Já Antônio Carlos Abbatepaolo, diretor executivo da Abramge, acredita que o baixo investimento em saúde pública prejudica também o setor privado, que acaba assumindo atendimento básico, quando deveria priorizar áreas de alta complexidade e atendimento especializado.

Fonte: Tribuna União


ANS realiza primeira reunião para regulamentação da Lei 13.003/2014


A Agência Nacional de Saúde Suplementar realizou no último dia 25, no Rio de Janeiro, o primeiro encontro do Grupo Técnico para a Regulamentação da Lei 13.003/2014, que estabelece a contratualização entre operadoras de planos de saúde e os prestadores de serviços de saúde. Foram apresentadas as contribuições e sugestões enviadas por representantes de instituições ligadas ao setor de saúde suplementar, como associações de operadoras e prestadores de serviços.

Os temas definidos com os participantes para a construção dos artigos da lei foram:

• a necessidade de adaptação à nova lei dos contratos vigentes,
• os critérios de equivalência para substituição de prestadores,
• a elaboração das formas e dos conteúdos dos contratos estabelecidos entre as partes,
• a definição do ano/calendário,
• o modo que se dará a utilização do índice de reajuste definido pela ANS,
• a definição desse índice pela agência reguladora,
• formas de comunicação com os beneficiários no que se refere a exclusão e inclusão de prestadores pelos planos.

As próximas reuniões estão previstas para 17 de outubro, quando serão detalhados os pontos apresentados no encontro; 04 de novembro, para discutir o índice de reajuste e 11 de novembro, quando será apresentada e discutida a minuta de regulamentação.

A Lei 13.003/2014 foi sancionada em 24 de junho deste ano e torna obrigatória a existência de contratos escritos entre as operadoras e seus prestadores de serviços. A nova legislação altera a Lei 9656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde e entra em vigor em 24 de dezembro. Entre os principais pontos de discussão estão a regulamentação de itens como a exigência de comunicação da substituição de profissionais de saúde, laboratórios e clínicas e a definição de percentual de reajuste de honorários nos casos em que operadoras e prestadores não chegarem a um consenso.

Confira as informações sobre o Grupo Técnico de Regulamentação da Lei 13.003/2014, clicando aqui.




CURSOS AHESP

 

Depois de abordar NR 32 e Resíduos Biológicos, será a vez de Higiene e Limpeza Hospitalar

Visando orientar profissionais de estabelecimentos de saúde quanto à prevenção de acidentes de trabalho, principalmente os que envolvem materiais perfuro-cortantes, no último dia 25 de setembro, o engenheiro Gilberto Jorge Arruda ministrou o curso “Capacitação na Aplicação da NR32 na Prevenção dos Resíduos Biológicos”, no auditório da AHESP.

Na avaliação da turma, composta por 15 representantes de hospitais da Capital e do Interior, o tema apresentado pelo instrutor é de muita aplicabilidade no dia a dia (74%), o conteúdo atendeu às expectativas (94%) e a exposição foi simples e clara (66%). Vários participantes manifestaram o desejo de aprofundar as questões de resíduos, como logística e armazenamento, e sugeriram ainda um novo curso sobre a NR10.

Ao final da aula, houve o sorteio de um tablet na turma e a sortuda da vez foi Rosemeire Aparecida Gomes, Enfermeira Técnica da empresa Fernandes&Fernandes.

E dando continuidade à programação 2014 da AHESP, informamos que estão abertas as inscrições para o próximo curso: “Capacitação para Supervisores dos Serviços de Higiene e Limpeza Hospitalar”, que será ministrado pela especialista Tereza do Carmo Rodrigues, no dia 23 de outubro, das 8 às 12 horas, quando haverá entre os participantes um novo sorteio de tablet.

Confira as informações, inscreva-se e participe!




EM PAUTA

 

Biodigestor: um dos caminhos de sustentabilidade também para hospitais


Com o objetivo de cooperação e comercialização de alta tecnologia “verde”, a Missão da Comunidade Europeia intitulada Feeding the Planet (Alimentando o Planeta) esteve no Brasil, no último mês de maio, promovendo encontros em Belo Horizonte, São Paulo e Salvador.

Aqui na Capital, com apoio da FIESP, o matchmaking foi realizado no dia 21 e, a convite da Enki Energy, a AHESP esteve representada por seu 1º Tesoureiro, Dr. Ivo Garcia do Nascimento, que considerou a tecnologia do biodigestor anaeróbio para tratamento do lixo orgânico dos hospitais muito interessante e deixou as portas da Associação abertas para discussões e futuros projetos de cooperação.

Neste sentido, uma apresentação exclusiva para os Conselheiros da AHESP foi agendada e ocorreu no dia 30 de setembro, quando o representante da fabricante holandesa no Brasil, Frans Lindenkamp, esteve explicando sobre o Swillgasser, solução sustentável e rentável para o processamento de resíduos orgânicos, convertendo-o, quase por completo, em biogás que pode ser transformado em energia elétrica. “Nosso biodigestor é compacto, processa o lixo orgânico diretamente na fonte, acaba com custos de transporte ou processamento adicional e gera subprodutos que podem ser reutilizados”, destacou.


Para estreitar ainda mais os laços com a AHESP e fornecer maiores detalhes, foi realizada uma vídeo conferência com Dr. Stefan Blankenborg, fundador e diretor da Enki Energy, na Holanda, que complementou: “Nós prevemos um futuro brilhante para nosso digestor anaeróbio no tratamento do lixo orgânico dos hospitais! Os resíduos das cozinhas, restos de alimentos e outros materiais orgânicos não serão mais um peso para as instituições, nem uma fonte de micro-organismos infecciosos, mas, sim, poderão ser transformados em uma fonte de energia renovável, em um processo que não produz nenhum odor, agregando valores de sustentabilidade e responsabilidade social às instituições”.

Agora, a AHESP está levantando questões legais, burocráticas e estudando a viabilidade da instalação de um projeto piloto no Brasil, que poderá ser um grande passo em direção à alta tecnologia verde para hospitais.

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