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INFORM@TIVO

 

EM PAUTA

 

Passadas as eleições, o que esperar para a área de Saúde?

Em uma das mais acirradas disputas da história do país, no último domingo, Dilma Roussef foi reeleita para mais um mandato como Presidente da República. A candidata do PT obteve 51,64% dos votos, vencendo em 15 estados, e derrotou Aécio Neves, do PSDB, que ficou com 48,36% e saiu vitorioso em 12 estados brasileiros.


Com o novo mandato, de 2015 a 2018, o PT deverá ficar no governo pelo dobro do tempo ocupado pelos tucanos (1995 a 2002) e terá que lidar com a vigilância e a cobrança mais firme prometida pela oposição, por vários setores que manifestaram apoio ao candidato mineiro como, por exemplo, a Associação Médica Brasileira e, também, por praticamente metade dos eleitores do país, que demonstraram o desejo de alternância no poder.

Agora, caberá a todos fiscalizar e cobrar o cumprimento das propostas feitas pela presidente. No tocante à saúde, mesmo com os 12 anos de governo petista, Dilma Roussef afirmou, em agosto, que o povo brasileiro ainda não possui um sistema minimamente aceitável e explicou que “para atingir um patamar aceitável, o país não depende apenas do Governo Federal e, portanto, será necessária uma reforma federativa e o comprometimento dos estados e municípios”.

No site oficial da campanha, a área de Saúde é considerada como um dos elementos estruturantes do projeto de desenvolvimento para o Brasil: “A saúde é uma política social de alta relevância pública, dever do estado e direito fundamental da pessoa humana. É, ao mesmo tempo, fator de desenvolvimento econômico e social e o resultado do modelo de desenvolvimento adotado pelo País”.

Para mudar o patamar de qualidade e a amplitude de atendimento dos serviços, as propostas são:
Agora, mais uma vez, é esperar para ver e, certamente, cobrar!

Em nome dos hospitais do estado de São Paulo e em prol de toda sociedade brasileira que clama por saúde, a AHESP deseja êxito à nova gestão.


ARTIGO

 

Saúde no CTI


Na corrida eleitoral aos governos de estado e à Presidência da República, a Saúde é um tema-chave, que figura no topo da pauta dos candidatos e que determina o voto de muitos eleitores. É comum, entretanto, o eleitor se alarmar com o caos do sistema de saúde pública – com unidades abarrotadas, falta de profissionais e, em muitos casos, um atendimento que deixa a desejar – sem se ater à crise financeira que assola os hospitais particulares, que atendem a planos de saúde e ao SUS. O elo entre os dois sistemas não deve ser ignorado. A problemática do setor não pode ser atacada em uma única frente.

Pela constituição, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Mas quando um paciente não consegue atendimento na rede pública, o socorro vem dos estabelecimentos privados, que recebem – muitas vezes por força de liminar – um número cada vez maior de pacientes desassistidos e carentes de procedimentos de alta complexidade. Os valores gastos, porém, não estão sendo ressarcidos nem pelo estado e nem pelo município.

Estamos todos no CTI. De um lado, a crise nas unidades públicas. Do outro, a judicialização crescente e os altos custos imputados aos hospitais privados. Os estabelecimentos particulares não podem ser a tábua de salvação na atribuição que é, legalmente, do poder público. Hoje, podemos afirmar que os hospitais privados são responsáveis pelo atendimento de 70% da população do Rio.

O cenário é preocupante. Trabalhando em sua capacidade máxima, sem linhas de crédito e incentivos fiscais, tendo que investir em tecnologia, manutenção e honrando suas folhas de pagamento, muitos hospitais privados estão no vermelho, reduzem leitos e até mesmo fecham as portas. Nos últimos cinco anos, 286 encerraram as atividades.

Outra questão merece reflexão: levantamento da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) aponta que o número de pessoas com plano de saúde tende a aumentar 2,1% ao ano. Isso implica a necessidade de mais 13,7 mil novos leitos até 2016. A conta não fecha.

Voltando às eleições, há propostas de se investir em unidades públicas de urgência e emergência já existentes, que estão agonizando a olhos vistos. Não precisamos de promessas demagógicas de investimentos em novas unidades, precisamos de uma força-tarefa e de uma injeção financeira nos hospitais já existentes, com a abertura de mais leitos de terapia intensiva, além de uma auditoria séria e permanente.

No âmbito federal, para reverter o quadro que se criou, é urgente a redução da carga tributária para a rede hospitalar, linhas de financiamento e outros incentivos fiscais, que são garantidos a vários segmentos da economia. O Governo Federal desonerou 57 segmentos, como o da cultura, indústria alimentícia, hotelaria, automotivo, aviação e portos, sem se preocupar com o setor que é vital à população: o da Saúde.



Armando Carvalho Amaral
Presidente da FEHERJ
Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio




É NOTÍCIA - SETOR

 

Abramge lança “Cenários da Saúde”


Representante dos planos de saúde, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo lança caderno com as principais informações sobre saúde suplementar, que será editado trimestralmente, com dados atualizados pela ANS. Segundo a entidade, o objetivo é apresentar indicadores econômicos e análises sobre o setor.

A primeira edição destaca o incremento do número de beneficiários em planos médico-hospitalares no interior do país (3,8%), superior à média nacional (3,6%). “Esse resultado evidencia a importância das pequenas e médias operadoras presentes nessas regiões, para o desenvolvimento e expansão do mercado”, afirma Antonio Carlos Abbatepaolo, diretor-executivo da Abramge.

Seguindo a mesma tendência, o mercado de planos individuais no segundo trimestre de 2014 cresceu 0,7%, índice superior ao dos coletivos empresariais (0,5%) e por adesão (0,4%), resultado apoiado no desempenho do segmento de medicina de grupo, onde o número de beneficiários também cresceu e, portanto, segundo a entidade, contraria as notícias de que os individuais estejam deixando de ser comercializados pelas operadoras.

Os dados da ANS revelaram também que foram adicionados 1,8 milhão de novos vínculos de planos no sistema suplementar e que as operadoras de medicina de grupo oferecem cobertura médica para 17,9 milhões de pessoas.

Fonte: Jornal Monitor Mercantil.


Prédio de hospital privado na Zona Leste é vendido para a Prefeitura


Na semana passada, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou a compra do Hospital e Maternidade Menino Jesus, em Ermelino Matarazzo, que será transformado em hospital dia para cirurgias simples. Depois de 40 anos em funcionamento, o estabelecimento privado da Zona leste deixou de funcionar como hospital há cinco anos e, atualmente, estava realizando apenas consultas.

João Tanaka, um dos proprietários, informa que chegou a ter 150 funcionários, mas não resistiu ao acúmulo de exigências e que fez o acordo para manter o hospital no bairro. Segundo a Prefeitura, o prédio será comprado por R$ 2,5 milhões e, depois, outros R$ 5 milhões deverão ser investidos em reforma e compra de equipamentos.

Haddad estima que o hospital entrará em funcionamento no segundo semestre de 2015, oferecendo consultas em 24 especialidades, 12 tipos de exames e seis de procedimentos cirúrgicos, além de contar com um centro de especialidades odontológicas e laboratório de próteses.

Fonte: Portal G1.


Redução de leitos na Rede Pública passa de 14 mil, nos últimos quatro anos.


Novo levantamento do Conselho Federal de Medicina aponta redução de 14,7 mil leitos de internação na rede pública, ou seja, pouco menos de 5% do total e aumento de 2.900 leitos complementares (UTI e isolamento) e aproximadamente 11 mil para repouso e observação.

Enquanto o Ministério da Saúde argumenta que a queda de leitos segue uma tendência mundial e se justifica, em parte, à maior tecnologia que “economiza” internações, o CFM avalia que a redução agrava a superlotação e prejudica a realização de cirurgias e tratamentos, informando que foi mais significativa nos leitos dedicados à pediatria cirúrgica, psiquiatria e obstetrícia.

O estudo compara informações do período de julho de 2010 a julho deste ano, a partir de informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

“O fechamento de leitos de internação é inaceitável e tem impactos em todo o sistema, nos atendimentos eletivos e na urgência e emergência. Já o crescimento dos leitos de UTI é uma boa notícia, mas o ritmo é tímido e não ameniza a queda de leitos de internação, pois, assim como os dedicados a repouso e observação, não cumprem a finalidade de internar o paciente para tratamento ou cirurgia”, analisa o vice-presidente do CFM, Mauro Ribeiro.

Fonte: Folha de S. Paulo.


É NOTÍCIA - TECNOLOGIA

 

Método brasileiro de produção de vacinas é patenteado nos EUA


Depois de vários anos de trabalho dos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, maior centro de pesquisa médica da América Latina, e do processo de registro de patente iniciado em 2005 no Brasil, o método desenvolvido para produção de vacinas contra diferentes doenças, com resultados promissores para prevenir a Aids, foi patenteado nos Estados Unidos.

De acordo com comunicado da Fiocruz, a tecnologia foi reconhecida pelo Escritório Americano de Patentes e Marcas (UPTO), o pedido de patente também foi feito no Brasil e na Europa e a invenção será protegida por 20 anos. Assim, laboratórios que tiverem interesse em usar o método terão que pedir autorização para a instituição, que poderá ser remunerada por isso.

O método se baseia na modificação do código genético do vírus que transmite a febre amarela e um dos objetivos da Fiocruz é conseguir implementá-lo no desenvolvimento de vacinas contra a Aids, uma vez que seus pesquisadores já estão realizando testes, bem sucedidos até agora, com macacos. A tecnologia foi criada pela chefe do Laboratório de Biologia Molecular da Flavivirus da instituição, Myrna Bonaldo, e pelo pesquisador do Instituto de Tecnologia em Inmunobiológicos, Ricardo Galler.

Fonte: Uol Notícias.


Nova tecnologia poderá fornecer insulina para diabéticos com pâncreas bio-artificial


Uma companhia biomédica com base em Tel Aviv poderá apresentar, dentro de algum tempo, uma excelente novidade para os diabéticos. Pesquisadores acreditam que uma nova tecnologia em saúde encapsulada e cultivada em células pancreáticas vai fornecer insulina suficiente para pacientes com Diabetes tipo 1.

Fundada em 2004, a Beta-O2 Technologies desenvolveu o dispositivo chamado βAir Bio-Artificial Pancreas, que já foi implantado no primeiro paciente do estudo clínico. A startup israelense espera que sua tecnologia supere os três principais obstáculos de um implante para pâncreas bio-artifical, que são: evitar rejeição sem uso de drogas imunossupressoras, providenciar oxigênio suficiente para as células pancreáticas continuarem funcionando bem e oferecer quantidades suficientes de insulina.

Embora um órgão normal tenha cerca de um milhão de células, os pesquisadores esperam que as 400 mil células beta do dispositivo sejam suficientes para atender todas as necessidades de insulina do paciente, uma vez que ele poderá produzi-la, assim como glucagon, por demanda.

Os pacientes que participarem do teste farão check-ups mensais por 180 dias e, depois disso, o implante será retirado e eles serão monitorados por mais 180.

Fonte: Empreender Saúde.


Lançamento de Rede Social exclusiva para médicos


De acordo com o portal Diagnóstico Web, após três anos de desenvolvimento, está em fase de lançamento uma rede social exclusiva para médicos de todas as especialidades, o Ology. O objetivo é auxiliar os profissionais, possibilitando a emissão de prescrição médica eletrônica, videoconferência e o e-Diagnosis, ambiente online de colaboração que possibilita a troca de informações para avançar na conclusão de um diagnóstico.

A rede, com tecnologia de ponta de código aberto, disponibiliza duas opções de contas: a padrão, que é gratuita, e a Premium, que possibilitará aos médicos aprofundar seus conhecimento e habilidades através de atualização científica, discutir casos e opções de tratamentos com especialistas e consultar a opinião ou pedir ajuda em diagnósticos mais complexos, permitindo o desempenho de papel social ativo. Além disso, será possível também exercer atividades remuneradas, participando de pesquisas.

O uso de redes sociais exclusivas para médicos já é uma realidade nos Estados Unidos, Europa e Ásia e, agora, está chegando também ao Brasil. Leia a matéria na íntegra, acessando aqui

Acesse http://www.ology.com.br/uploads/press/screenshots-ology.zip para baixar os screenshots e http://www.youtube.com/watch?v=Kj1I5H6Umlw para assistir ao vídeo institucional.

Fonte: Diagnóstico Web.
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