AtualAnteriores → Edição nº 9

INFORM@TIVO

 

EDITORIAL

 

RESOLUÇÃO DA ANS É MAIS UM DESAFIO AOS GESTORES HOSPITALARES

 

Como tem sido amplamente divulgado, no próximo dia 18 de setembro, entrará em vigor a Resolução Normativa nº 259, da ANS, que estabelece prazos máximos de atendimento aos beneficiários dos planos de saúde privados e que, certamente, impactará na rotina dos hospitais e demais prestadores.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar afirma que o principal objetivo é garantir que o beneficiário tenha acesso a tudo que contratou e também estimular as operadoras a promoverem o credenciamento de prestadores nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura.

A rede credenciada – hospitais, clínicas, laboratórios, médicos etc. – está em condições de atender nesses prazos? Haverá tempo para os novos credenciamentos necessários? O que é possível fazer para evitar uma crise ainda maior no sistema de saúde?

Uma coisa é certa: os prestadores serão pressionados pelas operadoras para atender nos prazos estipulados!

Considerando a taxa de ocupação dos hospitais paulistas e cariocas, que está em 85%, já está na hora, se já não passou, dos gestores hospitalares enfrentarem mais esse desafio, ou seja, intensificar as buscas para ampliar a capacidade de atendimento, reavaliar suas rotinas específicas, estudar e implantar as melhores alternativas.

É hora de arregaçar as mangas e começar a correr contra o relógio!

 

Dr. Volney Waldivil Maia
Presidente

 

LEMBRETE

 

OXIGÊNIO: RESSARCIMENTO DE VALORES INDEVIDOS.

 

Mais uma vez, chamamos a atenção dos diretores administrativos para a Circular AHESP nº 037/11, do último dia 25 de maio, que trata dos procedimentos necessários para apurar valores pagos indevidamente às fornecedoras de gases, nos últimos 10 anos.

Conte com a assessoria da AHESP. Informe-se!

 

MERCADO HOSPITALAR

 

A INVASÃO CARIOCA: SEJAM BEM-VINDOS!

 

O Rio de Janeiro, após amargar muitos anos o espólio do governo federal, que deixou inúmeros hospitais com sérios problemas operacionais, tornando suas gestões impraticáveis, deu a volta por cima.

Com poucos hospitais privados e pouco investimento, passaram a buscar a excelência na qualidade e na gestão desses hospitais, ao ponto de atraírem fundos de investimentos que neles apostaram e começaram a invadir o estado de São Paulo, fazendo aquisições de hospitais e planos médicos.

A fama de ter hospitais mal gerenciados e de pouca complexidade, a cada dia que passa, se desfaz. Hospitais de alta complexidade e gestão eficiente fazem dos grupos cariocas exemplos de empreendedorismo dinâmico e competente.

Sem dúvida, uma nova geração de gestores hospitalares focados nos resultados está surgindo, com novas ferramentas gerenciais que buscam aprimorar os resultados financeiros, mas sem perder a qualidade.

Essas novas aquisições, principalmente na cidade de São Paulo, trazem um novo referencial para os hospitais privados e filantrópicos. Aprimorando as estruturas físicas e operacionais, os cariocas estão em um grande processo de transformação, construindo e reformando hospitais que já apresentavam resultados significativos na rede privada paulista.

Buscando potencializar os resultados financeiros, estão capacitando seus colaboradores e implantando forte projeto de educação profissional, de forma a preparar a sua própria força de trabalho.

É neste ponto que a Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo entra, preparando profissionais aptos a atuarem nesse novo cenário, com melhores resultados financeiros, sem prejudicar a qualidade hospitalar.

Com a sua nova divisão de ensino profissional, a AHESP, no segundo semestre de 2011, entrará em uma nova fase de formação de profissionais na área de gestão. Com novas e modernas instalações, poderá realizar diversos cursos simultaneamente.

Serão implantados dois cursos profissionalizantes que atenderão demandas identificadas em nossas pesquisas. São eles:

Curso Profissional de Gerência Hospitalar

Com 12 disciplinas e 6 meses de duração, o curso será realizado durante a semana e aos sábados a cada 15 dias, terá certificado de curso profissionalizante;

Curso de Secretária Clínica

Esse curso habilitará profissionais para áreas importantes no processo de gestão operacional, tais como faturamento, com as secretárias de ala no auxilio à gestão do Bloco Cirúrgico, na importante assistência à Diretoria Clínica e na assistência à Equipe Médica. O curso também terá 12 módulos e será ministrado em 6 meses, com aulas em sábados alternados.

Cumprindo sua missão de assistir aos hospitais, associados ou não, a AHESP dá as boas-vindas aos cariocas: sejam bem-vindos e saibam que estamos juntos no trabalho de oferecer a melhor assistência médica e hospitalar, tão necessária para o crescimento do nosso país!

 

Hélio Borin Filho
Coordenador do CenaHosp

 

NOVOS ESPAÇOS

 

COLOQUE SEU HOSPITAL, PRODUTOS E SERVIÇOS NO INFORMATIVO AHESP!

 

A partir desta edição, o Informativo Eletrônico AHESP está abrindo novos espaços para divulgação de notícias de interesse para o segmento: “Mercado Hospitalar” e “Produtos & Serviços”.

Seu hospital tem uma novidade e quer compartilhar com o mercado? Foi premiado, certificado, realizou um evento, tem um novo diretor? Sua empresa lançou um produto ou serviço inovador para hospitais?

Mande as informações para a AHESP e divulgue para o público selecionado do nosso Informativo!

 

Comunicação AHESP

 

ASSESSORIA JURÍDICA

 

UMA NOVA JANELA PARA A SAÚDE

 

A regulamentação da Emenda Constitucional (EC) 29, cuja votação estava prevista para ocorrer até o dia 15 de julho, de acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia, mais uma vez foi prorrogada. A justificativa é a falta de acordo entre as lideranças do governo e do PT, que se posicionaram contra a apreciação da regulamentação da EC 29, alegando o não acordo com os governadores e que o texto deve sofrer modificações no Senado.

A EC 29 determina os recursos orçamentários mínimos destinados à saúde e a porcentagem de investimento varia entre os Estados, Municípios e União. Os 26 Estados e o Distrito Federal têm que reverter 12% de sua arrecadação anual à saúde. Já os mais de 5500 municípios têm de investir 15% e a União, 5%. Caso a EC 29 seja votada e aprovada e se tais porcentagens forem respeitadas, o que já não ocorre, o país não teria tantos problemas neste setor de relevância ímpar.

Tendo em vista a falta de progresso no setor, alguns de nossos deputados criam propostas com o intuito de minorar as centenas de obstáculos enfrentados pelos consumidores. O deputado Lindomar Garçon (PV-RO) é um exemplo, pois criou o Projeto de Lei (PL) 565/11, que obriga hospitais da rede privada a prestarem atendimento a pacientes em estado grave quando não houver vagas na rede pública de saúde. Fato que é muito comum na maioria dos hospitais públicos do país.

O PL 565/11 prevê que a gravidade do paciente deverá ser atestada por um médico credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que os hospitais particulares deverão reservar 5% de seus leitos para casos que se encaixem na proposta, inclusive os destinados a tratamento intensivo. Os gastos com as situações previstas serão arcados pelo Poder Executivo, respeitando a tabela de valores do SUS. Contudo, há que se ponderar que a tabela SUS é muito baixa, podendo fazer grande diferença no final do mês para os hospitais menores. Seria interessante adotar outra tabela ou criar uma que atenda às expectativas das pequenas instituições, porém sem interferir no bolso da população. Pois é inerte a tentativa de solucionar o problema criando outro.

A iniciativa do deputado Lindomar Garçon (PV-RO) é louvável, pois trará um pouco mais de tranquilidade àqueles que dependem somente do sistema público, mas, é preciso lembrar, que haverá impactos desse projeto nos hospitais privados. Por exemplo, como serão divididos esses 5% de leitos? Tais normas irão afetar os que pagam o plano privado? Pacientes já instalados terão de ser deslocados? Haverá necessidade de mais funcionários? Entre outros aspectos.

O projeto diminuirá o sofrimento dos cidadãos que aguardam atendimento médico e não causará prejuízo aos hospitais particulares. Como o governo não constrói mais unidades hospitalares, alegando falta de recursos, nada mais oportuno do que aproveitar a disponibilidade da rede privada, mantendo seus leitos sempre ocupados e sem prejuízo algum, pois o SUS cobriria as despesas normalmente”, diz o deputado. O texto prevê ainda que, caso haja indisponibilidade de vaga, o hospital particular procurado ficará responsável pela imediata localização e reserva de leito em outra unidade e será corresponsável pelo atendimento do paciente.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto do PL 565/11 é igual ao PL 2583/07, do ex-deputado Walter Brito Neto, que foi arquivado.

Agora, basta esperar a análise e votação do projeto. Espera-se que não ocorra o mesmo que está acontecendo com a EC 29, que vai ano e vem ano e sua regulamentação não acontece.

 

Dagoberto José Steinmeyer Lima
Consultor Jurídico da FBH e da AHESP

 

LEGISLAÇÃO

 

ALGUNS DESTAQUES DO LEGISLATIVO PARA O SETOR SAÚDE

 

Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS

• INSTRUÇÃO NORMATIVA – IN Nº 31 – 13/06/2011: Regulamenta o art. 13 da Resolução Normativa – RN nº 256, de 18 de maio de 2011, para dispor sobre a Visita Técnica Assistencial nas operadoras de planos privados de assistência à saúde.
Veja mais


• RESOLUÇÃO NORMATIVA – RN Nº 259 – 17/06/2011: Dispõe sobre a garantia de atendimento dos beneficiários de plano privado de assistência à saúde e altera a Instrução Normativa – IN nº 23, de 1º de dezembro de 2009, da Diretoria de Normas e Habilitação de Produtos – DIPRO.
Veja mais

• INSTRUÇÃO NORMATIVA – IN Nº 32 – 04/07/2011: Altera a Instrução Normativa – IN nº 19, de 03 de abril de 2009, da Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos – DIPRO.
Veja mais

Ed. Anteriores