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EM DESTAQUE

 

OPME: hospital também será responsabilizado por conduta antiética de médicos

Embora a proibição da relação mercantil entre médico e empresas já esteja expressa no Código de Ética Médica, após as denúncias relacionadas à indústria de OPME, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo considerou que as relações de médicos e hospitais com tais empresas ultrapassou os limites éticos, bioéticos e sociais da boa prática. Assim, resolveu endurecer as regras e publicar uma deliberação específica.

A Resolução 273/2015 do CREMESP, datada de 3 de fevereiro, foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 5 e entrará em vigor em 60 dias. Além de estabelecer critérios na relação de médicos com as indústrias de órteses, próteses, materiais especiais e medicamentos, explicita a responsabilidade dos diretores técnicos e clínicos de hospitais quanto à normatização dos fluxos e da correta utilização desses materiais.

“Agora, ninguém vai poder falar que a regra era genérica. A nova normativa deixa explícito o que antes estava implícito. Se agir de forma irregular, terá punição”, afirmou Bráulio Luna Filho, presidente do CREMESP, lembrando que uma das atribuições dos Conselhos de Medicina é coibir o mau uso dos recursos da saúde, sejam públicos ou privados.

De acordo com a nova resolução, os médicos ficam proibidos de prescrever medicamentos e OPMEs baseados em contrapartidas como recebimento de gratificações, pagamentos de inscrições em eventos e congressos, viagens etc. Além disso, o médico referência em sua área de atuação que for contratado como consultor, divulgador (speaker) ou a serviço de empresa farmacêutica e de órteses, próteses e materiais, deverá informar ao CREMESP, por escrito, o tempo em que atuará nessa condição e o nome da empresa em que prestará o serviço.

Nos hospitais, nos procedimentos que envolvem OPME, é vetada a entrada de representantes na sala de cirurgia, exceto quando em função exclusivamente técnica e sem acesso ao campo cirúrgico. Já quanto à corresponsabilidade, destacamos o artigo 4º da Resolução 273:

“Os diretores técnicos e clínicos dos hospitais são solidariamente responsáveis quanto à normatização dos fluxos da correta utilização das órteses, próteses, materiais, medicamentos e métodos diagnósticos, no âmbito das instituições, cabendo a eles a regulação dentro de cada unidade.”

Ou seja: o CREMESP vai responsabilizar também a direção do hospital pela conduta de seus profissionais. Antes, a instituição poderia ser implicada ou não, mas, agora, a resolução deixa claro que o hospital também é responsável. “O hospital não vai poder falar que apenas alugava a sala ao médico ou que o que acontece no centro cirúrgico é de responsabilidade do profissional”, explicou o presidente da entidade.

Para conhecer a íntegra da Resolução, clique aqui



É NOTÍCIA - TECNOLOGIA

 

Nos EUA, hospitais adotam ferramenta da Apple para monitorar pacientes.

Repercutiu em todo mundo a notícia da Reuters de que, nos Estados Unidos, um programa piloto do serviço HealthKit da Apple foi adotado por importantes hospitais, comprovando que a tecnologia para Saúde da empresa está se disseminando rapidamente e se mostrando promissora.

As informações são de que o programa tem o objetivo de ajudar os médicos a monitorarem remotamente pacientes com doenças crônicas, permitindo que intervenham antes do problema se tornar agudo e, também, possibilitando a redução de custos, por exemplo, com repetidas internações.

No caso do HealthKit, o serviço monitora e armazena informações como pressão arterial, peso e batimentos cardíacos. Para abril, está previsto o lançamento do Apple Watch, que promete aumentar o leque de dados possíveis.

As concorrentes Google e Samsung também possuem tecnologia semelhante atrelada a dispositivos móveis, mas estão mais atrasadas nas negociações com hospitais, segundo a agência de notícias.

Para saber mais sobre o tema, acesse a matéria aqui

Fonte: Reuters – O Estado de S. Paulo



Em testes, acessório que detecta vírus da Aids e bactéria da Sífilis em 15 minutos.

Na semana passada, a revista Science Translational Medicine publicou estudo da Universidade de Columbia sobre um acessório desenvolvido por seus pesquisadores que, conectado a um smartphone, é capaz de diagnosticar simultaneamente a presença do vírus HIV e da bactéria causadora da Sífilis, em apenas 15 minutos, a partir de uma picada no dedo.

Pela primeira vez, o método conhecido como ensaio imunossorvente, permite que o dispositivo tenha funções semelhantes às de um teste de sangue de laboratório. No entanto, a estimativa é que o desenvolvimento do acessório custará US$ 34, enquanto para fabricar um equipamento de laboratório são necessários US$ 18.450.

Em Ruanda, das 96 gestantes submetidas ao teste, 97% aprovaram o acessório que tem, entre suas principais vantagens, a rapidez na transmissão dos resultados e a capacidade de diagnosticar mais de uma doença.

A equipe desenvolveu um formato em que o usuário ativa mecanicamente, com uma câmera de pressão, uma série de reagentes pré-carregados em fitas descartáveis, possibilitando a identificação de zonas específicas de uma doença. Desta maneira, o dispositivo replica todas as funções mecânicas, ópticas e eletrônicas de um exame convencional.

Para evitar o uso da bateria do celular, a transmissão de dados do exame é feita a partir de conectores de áudio, que são padronizados.

Veja o vídeo demonstrativo aqui

Fonte: O Globo – Exame



Insulina inalável também é lançada nos Estados Unidos

Aprovado pelo FDA em junho de 2014, a insulina em pó inalável do laboratório Sanofi foi lançada e, a partir de agora, será uma alternativa ao produto injetável para os diabéticos que vivem nos Estados Unidos. Além da promessa de que a inalação age mais rapidamente, é muito mais conveniente do que as injeções.

O medicamento chamado Afrezza deve ser inalado com o auxílio de um inalador de fácil uso e não deverá ser utilizado por pacientes com asma, algumas outras complicações e por fumantes. Vale lembrar que o inalador grande e desajeitado fez com que a venda da Exubera, insulina inalável da Pfizer, deixasse de ser vendida.

 

As informações são de que A Afrezza, da Sanofi, se dissolve rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina para a corrente sanguínea, cumprindo o papel de regular a quantidade de açúcar no sangue.

Fonte: Portal G1



 

 

 


É NOTÍCIA - ASSOCIADOS

 

Hospital Santa Catarina comemora 109 anos

Um dos primeiros hospitais privados de São Paulo, o Hospital Santa Catarina foi fundado no início do século 20 e se consolidou, ao longo dos anos, como referência na prestação de serviços de saúde no país, aliando segurança e qualidade ao atendimento humanizado.

Dedicadas à filantropia, as Irmãs de Santa Catarina fundaram, em 6 de fevereiro de 1906, na Avenida Paulista, a instituição baseada em valores éticos e espirituais muito claros: solidariedade.

A instituição filantrópica faz parte da Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), uma rede social a serviço da vida, que atende milhões de pessoas em vários estados do Brasil, nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social.

A AHESP parabeniza a entidade pela construção de uma relevante história centenária!

Fonte: Panorama Hospitalar



 

Novidades tecnológicas no Hospital Samaritano

A partir deste mês, pacientes e médicos poderão acessar laudos e imagens de exames em até três horas, através de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Segundo o hospital, o investimento em tecnologia foi viabilizado pela Agfa HealthCare, empresa especializada em diagnóstico por imagem e soluções de TI para a Saúde, com mais de um século de existência.

Outra novidade do Samaritano, hospital que atualmente conta com 310 leitos, Centro Cirúrgico e 16 salas para realização de procedimentos de alta complexidade, é a instalação de ilhas clínicas por pontos estratégicos. Serão instalados 10 monitores de alta resolução para que os médicos possam consultar os exames e tomar decisões clínicas mais rápidas, além de contribuir com o meio ambiente. Isso porque o acesso através das ilhas evitará também o descarte de compostos provenientes do processo antigo de filmes radiológicos e papéis.

Fonte: Saúde Business



A. C. Camargo Cancer Center tem nova CEO

A executiva Vivien Navarro Rosso, ex-presidente do Fleury, assume a Superintendência Geral do A.C.Camargo Cancer Center, lançado em 2013 com o objetivo de concentrar em um só lugar tudo o que envolve a Oncologia, desde a bancada de pesquisa até leitos de internação.

Há mais de 25 anos como executiva, Vivien se popularizou no mercado de Saúde ao ser eleita presidente do Fleury no final de 2013, onde atuou 12 anos, passando por posições de direção, Presidente Executiva e membro do Conselho de Administração. Formada em administração de empresas pela FGV, Vivien passa a liderar área extremamente estratégica do Hospital, que prioriza os pilares: prevenção, tratamento, ensino e pesquisa do câncer.

A principal característica de um Cancer Center, nomenclatura popular nos EUA, está na abordagem multidiciplinar e personalizada, ou seja, na preocupação de integrar todo o corpo clínico com cientistas que desvendam as alterações moleculares associadas a cada tipo de tumor.

Fonte: A.C.Camargo




SAÚDE SUPLEMENTAR

 

Reembolso ou Rede Credenciada

No último dia 5 de fevereiro, o jornal Folha de S. Paulo publicou matéria intitulada “Convênios individuais terão incentivo”, o que acabou levando o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar a divulgarem uma nota de esclarecimento.

A notícia, também reproduzida no periódico Agora São Paulo e em outros sites, afirmava que, até o próximo semestre, o Ministério da Saúde anunciaria um pacote para reorganizar o setor de planos de saúde, medida que atingiria cerca de 50 milhões de brasileiros. De acordo com a matéria, a ideia seria criar mecanismos para incentivar a oferta de planos de saúde individuais, uma vez que, hoje, as operadoras não são obrigadas a oferecer essa modalidade.

Confira, a seguir, a Nota de Esclarecimento do MS e ANS divulgada no mesmo dia:

Sobre a reportagem publicada na Folha de S. Paulo, em 05/02/15, o Ministério da Saúde e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) esclarecem que estão em andamento estudos sobre o cenário atual do setor de saúde suplementar e caminhos adequados para melhoria na qualidade da oferta de serviços e para sua sustentabilidade;

Um dos itens em análise são os planos individuais, que atualmente atendem cerca de 10 milhões de pessoas;

O objetivo é garantir a oferta dessa modalidade de serviço, que tem apresentado declínio nos últimos anos, motivo pelo qual o tema vem sendo objeto de estudo da ANS desde 2012, quando foi incluído como prioridade em sua Agenda Regulatória;

Os direitos garantidos na lei 9.656, a exemplo da proibição da rescisão unilateral dos planos, e do controle dos reajustes dos planos individuais serão mantidos. As mudanças não afetarão os pilares de proteção ao consumidor e seus diretos em relação ao benefício adquirido;

Uma das metas também será a promoção à saúde e prevenção de doenças, com estímulo a programas que tragam qualidade de vida para os usuários, como o combate à obesidade e ao tabagismo, o controle de doenças como a diabetes e hipertensão e o estímulo ao parto normal;

As propostas devem contar com a participação de operadoras, de prestadores de serviço e de usuários, antes de sua implementação, com a utilização de recursos como audiências e consultas públicas.

Fontes: Folha de S. Paulo – Agência Saúde/MS – Portal ANS



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