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INFORM@TIVO

 

ESPECIAL

 

Em março, Saúde Suplementar continuou pautando as manchetes.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) publicou dados preocupantes para o setor de planos de saúde. Pelo terceiro ano consecutivo, o segmento manteve a liderança dos atendimentos feitos em 2014 – leia-se reclamações –, seguido pelos serviços financeiros e de telecomunicações.

De acordo com o balanço anual da entidade, embora a porcentagem tenha caído em relação ao ano anterior, de 26,66% para 19,83%, das 11.161 demandas registradas, as queixas sobre planos de saúde continuaram campeãs, com destaque para os temas referentes a reajustes abusivos e negativas de cobertura.

O número registrado pelos Procons do país são ainda maiores e os atendimentos relacionados a planos de saúde totalizaram 25.255, no ano passado.

Outro dado que chamou atenção é o fato de que os três setores que lideram o ranking de insatisfação dos associados do Instituto são regulados por órgãos federais: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Banco Central e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Para o Idec, é sinal de que a atuação das agências não tem sido eficiente para coibir abusos contra o consumidor. Continuaremos empenhados em cobrar regras melhores e mais fiscalização das agências, a fim de proteger os consumidores”, afirmou a coordenadora executiva Elici Bueno.

Para piorar, os planos de saúde têm sido alvos de críticas também pelo não ressarcimento ao SUS. As informações da ANS são de que, dos R$ 1,6 bilhão cobrados pelo órgão, somente foram pagos R$ 621 milhões, ou seja, 37%.

Com relação às queixas frequentes de reajustes abusivos, o governo federal pretende regular serviços hospitalares, de laboratórios e clínicas de exames, para evitar os altos aumentos. Para tanto, o Ministério da Saúde e a ANS receberão diagnóstico feito por um grupo de trabalho que reúne representantes do governo, do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Idec e de Procons.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o relatório pede a regulação como forma de colocar um teto nos preços dos planos de saúde e já causa grande repercussão e polêmica.

Na opinião do Dr. Eduardo de Oliveira, presidente da AHESP, toda vez que a inflação sobe, o governo vem com a ameaça de controle de preço para alguns segmentos. “Vocês lembram dos fiscais do Sarney? Os hospitais têm que justificar sua tabela de preços particulares ao Ministério da Fazenda, caso seja solicitado, diferente dos planos de saúde, que são controlados”, lembra ele.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) afirma que os custos das empresas com assistência a seus usuários – internações, exames e terapias – estariam aumentando de forma expressiva, acima da inflação e abaixo dos reajustes das mensalidades. Para a entidade, a pressão seria provocada pela incorporação de novas tecnologias sem avaliação de custo e efetividade, pelo aumento da frequência do uso de recursos de saúde, como exames e consulta, e pela ampliação do rol de procedimentos da ANS.


REGULAÇÃO DE PREÇOS – REPERCUSSÃO

“Não há fiscalização sobre o cumprimento desses serviços, eles cobram o que querem, sem nenhum controle e quem paga a conta é o consumidor dos planos de saúde.”Juliana Pereira, titular da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon)

“É preciso mudar a questão dos custos assistenciais, porque a situação atual não agrada consumidor, operadores e prestadores dos serviços. Todos estão insatisfeitos. É preciso buscar soluções para conter essa escalada de custos. Se o poder público achar que o melhor caminho é uma ampliação do escopo regulatório, terá o nosso apoio.”Luciana Silveira, diretora executiva da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab)

“Os laboratórios não têm reajustes há oito anos e não fomos chamados para a discussão”, afirma Paula Távora, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e de Medicina Laboratorial, reabtendo a informação de que o setor teria impacto significativo nos custos das operadoras.

“Estamos há mais de 10 anos sem reajuste”, estampa a nota da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). Nela, a entidade reconhece que o modelo atual apresenta problemas, mas observa que, para se chegar a um novo formato, é preciso realizar uma discussão profunda “muito mais do que apontar culpados”. Confira a nota na íntegra aqui


SETOR SAÚDE

 

Parto Adequado: anunciados hospitais selecionados

Na última sexta-feira, o Ministério da Saúde, a ANS e o Hospital Israelita Albert Einstein anunciaram as 28 instituições selecionadas para o projeto piloto de incentivo ao parto normal. Inicialmente, foram selecionados 23 hospitais privados e cinco maternidades do SUS.

Desenvolvida em parceria com o Institute for Healthcare Improvement (IHI) e denominada de Parto Adequado, a iniciativa tem por objetivo incentivar o parto normal a partir de modelos inovadores de atenção, que possam reduzir a ocorrência de cesarianas desnecessárias, melhorando a qualidade do atendimento e a segurança da mulher e do bebê.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia de ação desenvolvida para os participantes do projeto envolve adequação de recursos humanos para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; capacitação profissional para ampliar a segurança na realização do parto normal; engajamento do corpo clínico, da equipe e das próprias gestantes; e revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e bebês, desde o pré-natal até o pós-parto.

Para vencer o que chamam de grande desafio, estão sendo apresentadas aos hospitais participantes três propostas de modelos assistenciais alternativos como ponto de partida: no primeiro modelo, o parto é realizado pelo plantonista do hospital; o segundo propõe que o parto seja realizado pelo médico pré-natalista do corpo clínico, com suporte da equipe multidisciplinar de plantão, que vai fazer o acompanhamento inicial da parturiente até a chegada de seu médico; já no terceiro modelo, o parto é assistido por um dos membros de uma equipe de profissionais, composta por três ou mais médicos e enfermeiras obstetras. Neste caso, a parturiente se vinculará à equipe que terá sempre um médico e uma enfermeira obstetra de sobreaviso para realizar a assistência do trabalho de parto e parto.

Além do projeto-piloto que está em andamento, em julho entrará em vigor a Resolução Normativa nº 368, com medidas que garantem o acesso de beneficiárias de planos de saúde aos percentuais de cirurgias cesáreas (por operadora, por hospital e por médico) e a utilização do partograma e do cartão da gestante.

Fonte: Agência Brasil



Abramge sob nova presidência

Depois de 26 anos, Arlindo de Almeida deixa a presidência da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, mas continua ligado à entidade como presidente do Conselho Gestor do Sistema Abramge/Sinamge/Sinog.

No último dia 26 de março, Cyro Alves de Britto Filho foi anunciado para a presidência da Abramge, entidade cujas operadoras associadas cobrem cerca de 40% do total de beneficiários dos planos de saúde, garantindo o atendimento de aproximadamente 21 milhões de usuários.

O novo presidente é médico neurocirurgião e chefe do serviço de Neurocirurgia do Hospital Policlin. Foi presidente da Abramge-SP de 2008 a 2011 e ocupava, desde então, a presidência do Sindicato nacional das Empresas de Medicina de Grupo.

“Pretendo atuar no fortalecimento das operadoras de planos de saúde, visando um sistema de saúde suplementar com equilíbrio econômico, qualidade no atendimento e acesso ao consumidor brasileiro”, disse o novo presidente que tem como desafio um mercado com mais de 51 milhões de beneficiários e despesas assistenciais da ordem de R$ 110 bilhões.

A AHESP parabeniza o novo presidente e deseja sucesso à gestão!!

Fonte: Saúde Business



Coleta de provas de violência sexual poderá ser feita nos serviços de saúde

Com o objetivo de tornar mais humanizado o atendimento, reduzir a exposição da vítima e, ainda, diminuir a impunidade, foi assinada, no último dia 25, Portaria Interministerial que permite que os exames necessários para comprovação da violência sexual sejam feitos já no atendimento médico, nas unidades de saúde credenciadas.

Atualmente, a coleta de provas é atribuição exclusiva de segurança pública, através de unidades do IML, embora seis estados já ofereçam o serviço por meio de pactos locais: Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou, entretanto, que a pasta ainda precisa habilitar os serviços de atenção a mulheres vítimas de violência, fazer a formação dos profissionais de saúde e estabelecer as normas técnicas que disciplinarão o atendimento, a coleta e o armazenamento de vestígios. Já Regina Miki, secretária nacional de Segurança Pública, ressaltou que a análise continuará sendo feita por um perito do IML.

Dados do governo indicam que o país conta com 402 serviços de atenção às pessoas em situação de violência sexual. Desses, 131 não fornecem atendimento 24 horas por dia e, dee acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o credenciamento das unidades começará nos próximos dias e não há prazo para conclusão do processo.

Fonte: Agência Brasil



HOSPITAIS SP

 

Reinaugurada a Santa Casa de Cabreúva

Foto: Edson Lopes Jr.

Fechada desde 2013 por problemas financeiros, a Santa Casa de Cabreúva foi reinaugurada no último dia 24 de março, em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin. Segundo ele, o governo estadual ajudou nas obras de reforma do prédio com uma verba de R$ 950 mil e com mais R$ 600 mil para aquisição de equipamentos.

“A vida pública é assim, você resolve um problema e aparece outro. Isso é bom avanço. Agora, começa o maior desafio, que é o custeio”, afirmou Alckmin sobre o hospital que passa a contar com 15 leitos de internação e seis de observação e vai atender a população com cirurgias de baixa complexidade.

Embora a Santa Casa de Cabreúva ainda esteja sob intervenção da Prefeitura, a previsão é de que uma Comissão de Moradores seja formada nas próximas semanas e passe a administrar o hospital. “A previsão é de que em 30 ou no máximo 60 dias seja finalizada a questão legal, encerrando a intervenção, para que a administração seja feita pela própria entidade com apoio da Prefeitura”, informou o prefeito Henrique Martim.


Fonte: Portal G1



Humanização: Hospital Infantil Darcy Vargas ganha jardim terapêutico

No dia 21 de março, a unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ganhou um novo espaço destinado ao acolhimento e humanização de pacientes, acompanhantes e funcionários. Além de árvores frutíferas, o jardim terapêutico conta com trepadeiras, bancos de madeira construídos com troncos e desenhos com temas infantis em todas as paredes ao redor.

Projetado por arquitetos, paisagistas e grafiteiros voluntários, o espaço de aproximadamente 70 m2 foi instalado no hall de entrada e as árvores e cores escolhidas, assim como os acessórios de decoração, foram definidos levando em conta a segurança e o bem-estar dos pacientes e demais usuários.

“O projeto do Jardim Terapêutico visa transformar o ambiente hospitalar em um local mais humanizado, oferecendo aos pacientes, acompanhantes e funcionários um espaço em que eles possam descansar e relaxar por meio do contato com a natureza”, disse Sérgio Sarrubo, diretor do hospital.

O local ficará aberto diariamente até às 19 horas.

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde de SP



Verba privada para tratamento de câncer do Hospital São Paulo

Referência entre os hospitais universitários, o Hospital São Paulo, da Unifesp, tem apurado um déficit mensal em torno de R$ 3 milhões devido à defasagem da tabela do SUS e, pela primeira vez, conseguiu aprovação de um projeto que usa recursos da iniciativa privada para manutenção de um programa de tratamento de câncer de olho.

Orçado em R$ 2,2 milhões, o projeto conseguiu até o momento 30% desse valor através de doações de laboratórios, por meio do Pronon – programa do Ministério da Saúde em que empresas revertem 1% do imposto de renda devido para iniciativas em prol do tratamento do câncer. No entanto, o departamento de oncologia ocular corre contra o tempo, uma vez que tem que levantar o restante até o final deste ano, conforme prazo estabelecido pelo programa.

De acordo com o chefe do setor, o médico Rubens Belfort Neto, o dinheiro será destinado para assistência a pacientes de São Paulo e Amazonas, além do treinamento de médicos. “Estou batendo à porta de empresas e bancos, mas nem todos ainda entendem que podem doar o imposto devido para projetos”, explica.

Matéria publicada no portal Valor online reitera que o governo federal autorizou uma renúncia fiscal de até R$ 1,3 bilhão para projetos ligados à oncologia e pessoas com deficiência e informa que, em 2013, ano de sua criação, o Pronon captou R$ 81,3 milhões.


Fonte: Valor Online



EVENTO

 

III Missão Técnica Internacional IQG será em novembro

Considerado como líder do mercado de certificação e implementação de programas de gestão de qualidade no setor Saúde, o Instituto Qualisa de Gestão é associado ao Disney Institute, com o qual desenvolveu um programa de capacitação específico para as lideranças das instituições de saúde do Brasil.

Com o objetivo de transformar as tendências de gestão internacional em realidade para os negócios brasileiros e tendo como base do programa o Modelo Disney de Gestão de Liderança, o IQG estará promovendo sua III Missão Técnica Internacional, de 14 a 20 de novembro, na Flórida, com vagas limitadas a 25 participantes.

Intitulada “Os Segredos da Gestão de Excelência com Foco em Liderança”, a programação será composta por aulas, seminários e visitas técnicas, num total de 44 horas, tudo com tradução simultânea, para que os participantes possam vivenciar práticas inovadoras.

Além de visitas técnicas focadas em segurança, sustentabilidade e inovação ao Nemours Children´s Hospital (Gestão da Tecnologia e Cuidado) e à Mayo Clínica (Gestão da Excelência e Inovação), o programa contempla ainda:

Para mais informações e inscrições, entre em contato pelo telefone (11) 3772.2098 ou staff@iqg.com.br




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